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Mão de Fofana na área? Penálti sobre Pavlidis? Os casos do clássico, em vídeo

Este artigo tem mais de 6 meses

João Pinheiro foi nomeado para o sexto dos últimos dez clássicos e não fugiu à "regra", com oito amarelos e duas expulsões no banco. Após queixas por questões disciplinares, encontro teve final tenso.

João Pinheiro exibiu por oito vezes o cartão amarelo, registando ainda mais duas expulsões nos bancos de Benfica e FC Porto
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▲João Pinheiro exibiu por oito vezes o cartão amarelo, registando ainda mais duas expulsões nos bancos de Benfica e FC Porto

DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR

▲João Pinheiro exibiu por oito vezes o cartão amarelo, registando ainda mais duas expulsões nos bancos de Benfica e FC Porto

DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR

Não há “fome” que não dê em fartura. Numa temporada marcada por algumas apostas novas para os jogos grandes no Campeonato e na Taça de Portugal, como já se vira antes com Fábio Veríssimo e João Gonçalves ou como aconteceu durante a semana no clássico entre Sporting e FC Porto em Alvalade com Cláudio Pereira, o Conselho de Arbitragem decidiu minimizar o “risco” num encontro que podia ter um peso decisivo para as contas finais da Primeira Liga e nomeou João Pinheiro, da Associação de Futebol de Braga, para o encontro entre Benfica e FC Porto na Luz. Experiência não iria faltar, nem pela carreira, nem pelos clássicos.

O copo meio cheio de quem anda cá há tanto tempo que nunca perde o norte (a crónica do Benfica-FC Porto)

Contas feitas, e apesar de ter arbitrado o primeiro jogo entre encarnados e dragões em outubro de 2022, João Pinheiro iria fazer agora o sexto dos últimos dez clássicos, com a particularidade de o Benfica ter saído por cima até aqui em quatro dessas cinco partidas, sempre a contar para a Primeira Liga, com uma média de 7,5 cartões amarelos e 0,6 vermelhos. No entanto, cada clássico é um clássico e, numa fase em que os dragões podiam disparar ou tudo ficar ainda mais aberto a três, muitos olhos recaíam na arbitragem. E foi assim literalmente até ao último minuto de descontos, quando a Luz ficou a pedir um penálti.

  • FC Porto-Benfica (outubro de 2022, Liga, 0-1): 12 amarelos e 1 vermelho por acumulação
  • Benfica-FC Porto (setembro de 2023, Liga, 1-0): 9 amarelos e 1 vermelho direto
  • FC Porto-Benfica (março de 2024, Liga, 5-0): 4 amarelos e 1 vermelho por acumulação
  • Benfica-FC Porto (novembro de 2024, Liga, 4-1): 8 amarelos
  • FC Porto-Benfica (abril de 2025, Liga, 1-4): 5 amarelos

[Ouça aqui a análise do ex-árbitro Pedro Henriques no Sem Falta da Rádio Observador]

SLB x FCP. Minuto 90+8: “Não há penálti sobre Pavlidis”

Na primeira parte, os encarnados queixaram-se sobretudo de dois lances de cariz diferente. Ainda antes do quarto de hora inicial, Gabri Veiga atingiu de forma negligente Rafa no prolongamento de uma entrada em carrinho mas acabou por passar ao lado de uma sanção disciplinar que só veria mais tarde, numa confusão após falta de Otamendi. Mais tarde, ainda se pediu também penálti num lance entre Diogo Costa e Vangelis Pavlidis em que o guarda-redes portista conseguiu socar a bola na área mas atingiu depois o avançado grego na zona das costelas, deixando o principal marcador da equipa do Benfica no chão lesionado.

No segundo tempo, Rafa voltou a protestar por uma entrada por trás de Alan Varela a meio-campo que ficou sem sanção disciplinar para o argentino poucos minutos antes de um remate à queima roupa na área portista que bateu num jogador do Benfica, foi à barriga do médio do FC Porto e resvalou depois para o braço sem que João Pinheiro ou o VAR vissem razões para marcação de penálti. No entanto, num clássico que teve oito amarelos e dois vermelhos nos bancos (um a José Mourinho, após o 2-2), o lance mais polémico chegou no sétimo e último minuto de descontos, com pedidos de falta na área de Diogo Costa sobre Pavlidis num lance que João Pinheiro assinalou ao contrário por uma infração de Leandro Barreiro sobre Froholdt.

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