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Vamos às notícias. Jornal das quatro, com edição de José Rafael Lopes. E começamos com uma notícia que está a marcar esta última hora. Na Polónia, um ataque na praça principal de Cracóvia provocou pelo menos cinco mortos e uma dezena de feridos.

O atirador disparou sobre civis na praça central da segunda maior cidade da Polónia. O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, já afirmou que o caso está a ser investigado. O paradeiro do atirador foi, entretanto, conhecido. A polícia atingiu este atirador, que teve de ser levado para o hospital com ferimentos após ter sido atingido. Uma testemunha diz à imprensa local que um passageiro num carro disparou sobre várias pessoas, acabou mesmo por sair do carro e continuou a abrir fogo com uma arma automática. Para já, ainda não é conhecido o motivo que terá levado este homem a atingir uma dezena de pessoas. Matou pelo menos cinco pessoas. Não é conhecida ainda a motivação que levou a este ataque. Foi atingido pela polícia, está a ser acompanhado no hospital após ter sido ferido quando foi detido.

E agora na atualidade nacional, o secretário-geral do PS quer explicações do governo sobre as duas mortes no Algarve por alegada falta de assistência médica.

José Luís Carneiro disse estar preocupado com os relatos que chegam do Hospital de Portimão, onde pelo menos duas pessoas morreram, alegadamente enquanto esperavam por assistência médica. O líder do PS diz que há uma clara falta de médicos nas urgências e que o Executivo tem explicações a dar, não só à família.

Tivemos notícia que morreram dois cidadãos no Hospital de Portimão, no Algarve, por falta de assistência médica e por falta de funcionamento das urgências hospitalares. E eu entendo que o primeiro-ministro tem o dever de explicar publicamente o que é que se passou para termos tido duas mortes por falta de assistência médica naquele hospital de Portimão. O senhor presidente da Câmara Municipal de Portimão, com quem já pude falar, pôde transmitir-me que as informações que tem são muito preocupantes, porque está a haver uma falta de médicos na urgência. As pessoas esperam horas e horas por assistência médica e temos a notícia de duas mortes para as quais é preciso uma explicação, que é devida às famílias.

José Luís Carneiro, em Vila Nova de Gaia, o líder socialista diz ter falado com o presidente da Câmara Municipal de Portimão, que lhe transmitiu informações muito preocupantes sobre a falta de médico. Em cima da mesa estão dois casos: um doente que terá estado cerca de 24 horas sem observação médica e que acabou por morrer, que se junta à morte de um homem de 87 anos que esteve alegadamente 12 horas à espera de atendimento médico.

E a União de Associações do Comércio e Serviços quer respostas concretas para responder ao impasse entre a Câmara Municipal de Lisboa e os protestos pela habitação.

Um impasse provocado pela instalação do mercado natal no Rossio, que a autarquia argumenta ter preponderância sobre o protesto pela habitação. Na Rádio Observador, o vice-presidente da União das Associações do Comércio e Serviços, Jorge Nuno Sá, pede que sejam salvaguardados os direitos de quem trabalha e contribui para a economia e para a vida da cidade e pede, por isso, consideração à acampada de Lisboa.

É preciso haver um equilíbrio para que esta acampada a defender um direito não prejudique o direito de muitos outros e traga miséria e dificuldades a muitos que podem cair em situações de desemprego e de absoluta insolvência económica. Estamos a falar de pequenas, médias, microempresas de raiz familiar, com muitos anos, que depois isto repercute-se são milhares de trabalhadores nesta circunstância. Isto sim, devia preocupar também os manifestantes e terem este fator em consideração.

Jorge Nuno Sá, vice-presidente da União de Associações do Comércio e Serviços, que argumenta que os comerciantes da baixa de Lisboa estão a enfrentar dificuldades acrescidas. Sem apresentar números concretos, fala Jorge Nuno Sá em quebras de faturação acima de 30%.

E Carlos Moedas insiste na instalação do mercado de Natal na Praça do Rossio e dá três alternativas à acampada de Lisboa.

O despacho assinado por Carlos Moedas aponta aos manifestantes o Largo de São Domingos, a Praça do Martim Moniz ou os Restauradores como palco para a continuação dos protestos. A decisão baseia-se no parecer do Comando Metropolitano da Cidade de Lisboa, da PSP, que não vê forma de conciliar o mercado natal e os protestos pela habitação no Rossio. As autoridades indicam também que o mercado tem preponderância face à manifestação. A defesa de Renata Cambra avançou com uma providência cautelar para suspender a decisão do autarca lisboeta.

E o Benfica joga amanhã com o Estrela da Amadora. Marco Silva diz que é necessária a gestão, mas que isso não vai servir de desculpa.

Jogo marcado para às 20h30 da noite, na Amadora. O Benfica está numa série de sete vitórias seguidas em todas as competições, na perseguição ao Futebol Clube do Porto, que é líder do campeonato. Em conferência de imprensa, Marco Silva admite que jogar na Amadora é complicado e que há alguma fadiga devido ao calendário apertado de jogos.

Em sete dias jogar três jogos e será o que teremos pela frente. Tentamos não sobrecarregar alguns jogadores, dentro das posições que conseguimos fazer isso mesmo. E temos vindo a fazê-lo de uma forma que tem sido possível e esperemos que a equipa esteja fresca o suficiente para amanhã dar a resposta que temos que dar, que é lutar pelos três pontos, vencer mais um jogo, sabendo nós que será muito difícil. Uma equipa que é aguerrida, que quer disputar o jogo, joga em casa, naturalmente também terá o apoio dos seus adeptos e quererá dar uma excelente resposta.

Marco Silva, antes do jogo marcado para amanhã frente ao Estrela da Amadora, arranca quando forem 20h30 da noite. Há relato e análise aqui na Rádio Observador.

Já o Futebol Clube do Porto visita amanhã Guimarães e Francesco Farioli quer somar a 11ª vitória consecutiva para o campeonato frente ao Vitória.

Esse encontro arranca às 18h. Os Dragões vêm de uma vitória meio da semana frente ao Nápoles para a Liga dos Campeões. No campeonato, o Futebol Clube do Porto segue só com vitórias, mas o treinador Francesco Farioli não quer falar sobre os resultados do passado, prefere manter o ritmo e seguir em frente.

I feel

Sinto que o jogo de há uma semana no Estoril parece que foi há dois meses e o jogo contra o Nápoles, que foi há três dias, parece que foi há um mês. Isto tem a ver com a forma de pensar, o estado de espírito, chamem-lhe o que quiserem. É preciso, depois do jogo, arquivar e deitar no lixo o que fizemos, porque temos que seguir em frente e esta, para mim, é a única forma que conheço de manter este ritmo, que é tão exigente para todos.

O treinador do Futebol Clube do Porto, Francesco Farioli, em conferência de imprensa. Do lado do Vitória, Tiago Margarido classifica o estilo de jogo portista como identificável e por isso assegura que os vitorianos têm este jogo bem preparado.

A forma de jogar do Porto é uma forma de jogar bem padronizada, facilmente identificável, mas muito difícil de contrariar. Posso confessar que preparamos algumas formas de defender diferentes durante o jogo para criar desadaptação à forma que o Porto tenta explorar aquilo que tem pela frente, sabendo de antemão que são muito fortes a fazê-lo e tentaremos contrariar dessa forma. Depois também temos a outra parte, que é a nossa parte ofensiva. Vamos tentar ser fiéis àquilo que temos feito até então, obviamente, com outro ponto estratégico para aproveitar a forma como o Porto pressiona.

Tiago Margarido antes do jogo entre o Futebol Clube do Porto e o Vitória Sport Clube. A bola começa a rolar no Estádio Dom Afonso Henriques quando forem 18h. Há também relato e análise aqui na Rádio Observador.

E assim terminamos o Jornal das Quatro, edição do jornalista José Rafael Lopes. José, até já.