A deputada do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa Margarida Mano, que foi cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP/IL, renunciou ao mandato autárquico após ter sido designada vice-presidente da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo.
A renúncia de Margarida Mano ao mandato autárquico foi anunciada esta terça-feira pelo presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, André Moz Caldas (PS), durante a reunião plenária deste órgão deliberativo do município, referindo que a eleita do PSD comunicou essa decisão no domingo, dia 8 de março.
“Do ponto de vista desta Assembleia, julgo poder dizer que é uma perda, porque as qualidades pessoais, humanas e políticas da senhora deputada Margarida Mano são conhecidas de todos”, enalteceu o socialista André Moz Caldas, endereçando-lhe felicitações pelas novas funções a que foi chamada a exercer.
Margarida Mano foi designada pelo Governo de PSD/CDS-PP para vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, para a área da educação, segundo diploma publicado a 27 de fevereiro no Diário da República.
Com a renúncia de Margarida Mano ao mandato de deputada na Assembleia Municipal de Lisboa, André Moz Caldas disse que, conforme a lei, a vaga é preenchida pela cidadã imediatamente a seguir na ordem da respetiva lista, assumindo funções Maria José Pinheiro Cruz.
Margarida Mano, ex-ministra da Educação e Ciência no Governo de Pedro Passos Coelho (PSD), encabeçou a candidatura da coligação PSD/CDS-PP/IL à Assembleia Municipal de Lisboa (AML), tendo sido a lista mais votada nas autárquicas de 12 de outubro, mas, posteriormente, no âmbito da eleição da Mesa da AML, por parte dos 75 eleitos que a compõe, foi derrotada pela lista da coligação PS/Livre/BE/PAN, encabeçada por André Moz Caldas.
Apesar de a AML ter uma maioria de direita, com 32 eleitos de PSD/CDS/IL e seis do Chega, num total de 38 deputados, a união das forças políticas de esquerda, com 30 eleitos de PS/Livre/BE/PAN e sete da CDU, num total de 37, conseguiu ganhar a Mesa deste órgão deliberativo do município.
A lista encabeçada por André Moz Caldas venceu com 37 votos, enquanto a lista proposta por PSD/CDS/IL teve 31 votos (menos um do que o total de deputados desta coligação), tendo-se registado ainda, na votação nominal e por voto secreto, duas abstenções e cinco votos nulos.
No atual mandato (2025-2029), a Assembleia Municipal de Lisboa tem 10 grupos municipais, respetivamente de PS (24), PSD (22), IL (seis), Chega (seis), PCP (cinco), CDS-PP (quatro), Livre (três), BE (dois), PEV (dois) e PAN (um).