A noite do Bernabéu trouxe um super Real Madrid perante um Manchester City bastante aquém e longe do fulgor de outros tempos. Na passada quarta-feira, os blancos dizimaram os sky blues em casa na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, num duelo que chegou ao intervalo resolvido, depois de Fede Valverde ter feito um hat-trick em apenas 22 minutos. Na segunda parte, Vinicius Júnior ainda desperdiçou um penálti, pelo que a eliminatória chegou a Manchester com um resultado bastante favorável ao conjunto espanhol (3-0). Por outro lado, o momento negativo que os ingleses atravessavam, que ganhou forma no sábado, com o empate em casa do West Ham (1-1), deixava antever um cenário em que pouco mais havia a contar.
“Podemos conseguir. Muitas coisas podem acontecer num jogo de futebol. Primeiro, temos de nos concentrar em vencer. Depois veremos o que acontece. Não tenho um plano específico e vamos simplesmente tentar. Não estou muito preocupado se vamos criar oportunidades suficientes, porque tenho quase a certeza de que somos capazes de o fazer. Em casa somos sempre capazes de o fazer. A questão é mais sobre o quão bem vamos defender. Os meus jogadores conhecem-me muito bem. Não preciso de os convencer de nada depois de dez anos. Tentamos vencer todos os jogos. Tenho a certeza de que eles vão tentar fazê-lo. É claro que, para a maioria deles, é um território desconhecido. Não somos o mesmo grupo que fomos durante muitos anos mas, ao mesmo tempo, será uma experiência incrível tentar. Seria fácil para mim dizer: ‘rapazes, nos primeiros 20 minutos temos de marcar três golos’. Sim, era perfeito, mas a realidade é completamente diferente”, explicou Pep Guardiola.
“Tal como na primeira mão, o nosso objetivo é entrar para vencer, porque é isso que este emblema exige. Este estádio não é nada fácil. Não podemos entrar com outra mentalidade que não seja a de ganhar. Temos humildade e ambição. É difícil imaginar que, sem o melhor do mundo [Kylian Mbappé], se possa ter uma equipa competitiva. Mas isso diz muito sobre o plantel do Real Madrid, sobre o esforço e a qualidade. Fico feliz por, mesmo sem o melhor do mundo, as pessoas falarem tão bem da equipa. [Jude] Bellingham quis vir com os companheiros, vai fazer parte do treino, mas não estará no jogo. Sabemos bem a dificuldade do jogo e do adversário, dos jogadores e do treinador, do estádio em que estamos. Se queremos vencer, temos de estar ao nosso melhor nível, tal como na primeira mão, ou até mais, com solidariedade, compromisso, sacrifício e causando-lhes problemas”, antecipou Álvaro Arbeloa.
⚔️ Se avecina duelo de ???????????????????????????? en Mánchester… ????
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Apesar do regresso, Mbappé começou o jogo no banco, com Arbeloa a optar por juntar Brahim Díaz a Vini na frente de ataque. No meio campo, o “menino” Thiago Pitarch manteve-se ao lado de Aurélien Tchouaméni, com Fede Valverde e Arda Güler a cobrirem os corredores. A defesa foi composta por Trent Alexander-Arnold, Antonio Rüdiger, Dean Huijsen e Fran García com Thibaut Courtois na baliza. Na formação da casa, Guardiola manteve Erling Haaland, Jérémy Doku e Rayan Cherki no ataque, com Bernardo Silva, Rodri e Tijjani Reijnders no apoio. Na defesa, Rayan Aït-Nouri e Abdukodir Khusanov juntaram-se a Rúben Dias e Matheus Nunes, ao passo que Gigi Donnarumma continuou entre os postes.
O jogo começou a todo o gás e com Courtois a sobressair na baliza merengue, negando o golo a Cherki (3′). Na resposta, Vini acertou em cheio no poste, com Bernardo a impedir o golo em cima da linha de baliza. Contudo, o corte do capitão acabou por ter sido feito com o braço esquerdo, o que fez com que fosse expulso (20′). Na cobrança do castigo máximo, o brasileiro enganou Donnarumma e deu a estocada final na eliminatória (22′). Apesar da inferioridade numérica, os cityzens superiorizaram-se a partir daí e, na reta final da primeira parte, empataram, com Haaland a finalizar depois de uma de Doku pela esquerda (41′). Com este golo, o norueguês colocou fim a um jejum de quatro jogos.
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Vini abre o marcador
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Robot Haaland ????
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Ao intervalo, Thibaut Courtois, alegadamente por problemas físicos, Rúben Dias e Reijnders ficaram nos balneários, com Andriy Lunin, Marc Guéhi e Nathan Aké, com o ucraniano a ser de imediato testado por Haaland (48′), que minutos depois cedeu o seu lugar a Omar Marmoush, ao passo que Matheus trocou com Antoine Semenyo. Pouco depois, Jérémy Doku completou a reviravolta isolado, mas esta em fora de jogo (63′). Já com Kylian Mbappé em campo (saiu Brahim), Tchouaméni desferiu um grande remate, que só foi travado por Donnarumma (69′), seguindo-se as entradas de Nico González (Rodri), Eduardo Camavinga (Güler) e Manuel Ángel (Pitarch). Pouco depois, Doku voltou a romper pela esquerda e cruzou atrasado para o remate de Aït-Nouri para nova intervenção de Lunin, com o lateral argelino a chegar ao golo na sequência do lance, mas novamente em posição irregular (78′).
Na reta final da partida foi a vez de Valverde ter um golo anulado, depois de Vinicius ter partido de posição de fora de jogo no início da jogada (82′). Ainda houve tempo para Dani Carvajal entrar para o lugar de Alexander-Arnold e, ao cair do pano, para novo golo anulado, a Vini (90+1′). Ainda assim, logo a seguir, o internacional brasileiro chegou mesmo ao bis, depois de um cruzamento perfeito de Tchouaméni (90+4′). Feitas as contas, o Real Madrid está nos quartos de final da Liga dos Campeões e vai agora defrontar o Bayern Munique, que tem de carimbar o apuramento na quarta-feira em casa, depois de ter goleado a Atalanta fora de portas (6-1). Pela quarta vez nos últimos cinco anos, os blancos eliminaram os skyblues, que perderam em casa 14 jogos depois do último desaire.