Vitória e consequente passagem às meias-finais da Liga dos Campeões, mais 15 milhões de euros diretamente para os cofres. O rendimento das equipas portuguesas na principal prova europeia de clubes tem duas formas de ser medido – a vertente desportiva, onde tudo o que seja chegar à fase a eliminar se torna positivo, e uma parte financeira, onde tudo o que venha à rede é bom. No caso do Sporting, tudo superava todas as melhores expetativas, com a chegada aos quartos a ser a melhor participação de sempre do clube no atual modelo da competição e os 79,8 milhões de euros a baterem recordes internos com essa particularidade de, em caso de nova passagem, ser ultrapassado o maior encaixe de sempre de um conjunto nacional na Champions. Ainda assim, de forma natural, a questão dos números foi sendo secundarizada. Mais um bocado, mais um bocado, ainda mais um bocado. Furando qualquer lógica, a crença na passagem parecia maior do que em 2023.
Arsenal e Sporting mantêm o nulo ao intervalo, Geny Catamo já acertou no poste
A loucura na procura de um último bilhete cresceu, a ambição foi potenciada, os mais crentes acreditavam numa espécie de conjugação cósmica que estava a ser montada. O Arsenal deixou de ser aquela equipa com dez vitórias em 11 jogos na Champions? Não. O Arsenal deixou de ser líder da Premier League, a prova mais competitiva do mundo? Não. O Arsenal deixou de começar com vantagem depois do golo nos descontos de Kai Havertz? Não. O Arsenal deixou de ter um registo sem desaires frente ao Sporting? Não. Havia muitos mais argumentos mas nada que fizesse abalar a ambição que vinha de fora para dentro de campo em mais uma noite histórica que conseguisse virar a eliminatória – nem que fosse com um golo do meio-campo para levar tudo para as grandes penalidades, como aconteceu nos oitavos da Liga Europa há três anos. E era isso também que Rui Borges estimulava de dentro para fora, num “discurso frio mas com confiança infinita”.
????Sporting eliminado nos quartos de final da Champions League, iguala a sua melhor prestação de sempre na prova.
Continua sem vencer o Arsenal em 9 jogos (5E, 4D) pic.twitter.com/kV6rlgnrdZ
— Playmaker (@playmaker_PT) April 15, 2026
“A equipa tem de ser igual a si própria e ao que tem sido até aqui. Independentemente do adversário, daquilo que é a competição que estamos a disputar… Não preciso de falar em fome porque esta equipa demonstra-o todos os dias e a cada jogo, a ambição, coragem e prazer que têm em campo e a jogar entre eles. Temos de desfrutar do jogo com a responsabilidade inerente e ir atrás de algo inédito para o clube e para nós enquanto equipa. Vamos defrontar um grande Arsenal mas tentar fazer o que ninguém fez na Champions: ganhar. A chama de tudo é a ambição e todos temos muita, por isso é que aqui estamos. É uma semana importante, as decisões são cada vez mais importantes, mas cientes de que no final da época estamos inseridos em tudo o que há para disputar. Isso identifica claramente o Sporting, estar nas competições a disputá-las até ao fim, a querer ganhá-las. É isso que define um grande Sporting. O que quer que se passe amanhã [quarta-feira] não apaga nada a grande temporada desta equipa e destes jogadores”, apontara o técnico, olhando para uma semana decisiva que, após o Arsenal, terá encontros com o Benfica (Campeonato) e o FC Porto (Taça).
Nas últimas 5 partidas, o ????Arsenal só venceu uma: em ????️Alvalade por 0-1 com golo nos descontos. pic.twitter.com/DVVrQLMTPE
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O ????Arsenal volta a ficar em branco em casa, o que não acontecia desde 8 janeiro frente ao ????Liverpool.
Vai defrontar o Atlético de Madrid nas meias-finais da ⭐️Champions League. pic.twitter.com/Lx9ZMjf6uh
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Como viria a confidenciar, este era daqueles jogos que obriga a trabalho apenas na preparação e não tanto na motivação ou na mensagem. Todos sabiam o que estava em causa, todos percebiam também que o momento do Arsenal, que depois da derrota no Emirates com o Bournemouth viu o Manchester City ficar a depender também de si com um triunfo em Londres diante do Chelsea antes do duelo entre os dois primeiros da liga no domingo, não passava apenas disso, um momento. “O futebol e a vida dão oportunidades a quem acredita muito. Se há equipa que acredita muito, é esta”, destacava Rui Borges, timoneiro de um Sporting à procura do seu momento. “É natural que uma grande equipa não ganhe sempre mas isso até os motiva mais e vai levá-los a estar super ligados numa fase inicial, com intensidade e exigência bastante elevada. Estamos a falar de um grande clube, um jogo menos conseguido não define a época e a grande equipa que são”, assumira, relativizando também as ausências por lesão nos gunners pelo plantel com três opções por posição.
????Há mais de um ano que o ????Sporting não tinha dois jogos consecutivos sem marcar numa competição:
vs ????????????????????????????Arsenal, ⭐️Champions League 2025/26
vs ????????Dortmund, ⭐️Champions League 2024/25 pic.twitter.com/vGPy80MAak— Playmaker (@playmaker_PT) April 15, 2026
“Vimos de uma derrota em casa mas se não tentássemos disputar tínhamos levado três, passar a eliminatória seria 0,0001% de probabilidade. Arranjo sempre forma positiva de olhar para as coisas”, frisou, antes de ter uma analogia… com carros. “Este grupo merece reconhecimento, merece marcar a história do Sporting ao nível das grandes lendas do clube. É acreditar, o valor é subjetivo. O Mercedes anda a 200 km/h e o Peugeot também, mesmo com o Mercedes a valer o dobro. É conhecer atalhos, estradas, saber desviar e chegar à frente… Nem sempre o carro mais rápido ganha ao da marca menos forte, chegam ambos aos 200 km/h. Depois, depende dos caminhos. O Mercedes pode parar na bomba, nós não paramos e seguimos… O valor da equipa não define o vencedor, o que define é o compromisso e a exigência do jogo”, destacou Rui Borges, apontando para a necessidade de ser “mais feliz” nos momentos de definir no último terço de campo.
O ????Arsenal continua invicto (10V, 2E) nesta edição da ⭐️Champions League 2025/26.
É a única equipa sem derrotas nesta edição da prova. pic.twitter.com/PrdkUB7f1t
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Estava dado o mote para a primeira de três decisões numa semana, desta vez com a dúvida sobre quem iria ocupar a vaga de Iván Fresneda no lado direito da defesa mas com a garantia de que Hjulmand poderia estar em campo após cumprir castigo na primeira mão. Um mote que foi ouvido e entendido pelos milhares de adeptos que, com ou sem bilhete, invadiram Londres nos últimos dias. Com a bola a rolar, faltava o resto. E era nesse momento que se perceberia novamente a diferença abissal no plano individual que existia entre as duas equipas, os dois clubes e as duas realidades. Mais uma vez, o Peugeot não andou em nada menos do que o Mercedes. Mais uma vez, o Peugeot não conseguiu meter a mudança final que pudesse virar a eliminatória de um carro que de Mercedes só tem as peças. E, entre a eliminação no único jogo em que os londrinos não marcaram na Liga dos Campeões, o maior elogio para tanto é que podiam ter conseguido mais…
⚽️ MVP SPORTING⭐️
???????????????????????????? Arsenal 0 – 0 Sporting ????????◉ Num jogo com pouca baliza e fracas exibições ofensivas, brilharam os homens do miolo, com o capitão MORTEN HJULMAND ???????? a discutir o MVP da partida taco a taco com Zubimendi até final, fruto de um jogo autoritário, com e sem bola… pic.twitter.com/uSTyMaaAJn
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????Sporting termina a sua melhor participação na ⭐️Champions League com:
????12 jogos
????50% vitórias (6V)
????22 golos marcados (1.83)
????15 golos sofridos (1.25)
????máximo de vitórias consecutivas de uma equipa portuguesa em casa (5)
????3 'clean sheets' a 1.ª fora de casa pic.twitter.com/5hLm6MXLog— Playmaker (@playmaker_PT) April 15, 2026
Ficha de jogo
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Arsenal-Sporting, 0-0
2.ª mão dos quartos da Liga dos Campeões
Emirates Stadium, em Londres (Inglaterra)
Árbitro: François Letexier (França)
Arsenal: Raya; Mosquera, Saliba, Gabriel, Hincapié; Declan Rice, Zubimendi, Eze (Gabriel Jesus, 79′); Madueke (Max Dowman, 63′), Gabriel Martinelli (Trossard, 79′) e Gyökeres (Kai Havertz, 56′)
Suplentes não utilizados: Kepa, Setford, Ben White, Norgäard, Dudziak, Lewis-Skelly, Dowman e Salmon
Treinador: Mikel Arteta
Sporting: Rui Silva; Eduardo Quaresma (Vagiannidis, 85′), Diomande, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo; Hjulmand, Morita (João Simões, 77′); Geny Catamo (Geovany Quenda, 71′), Francisco Trincão (Rafael Nel, 85′), Pedro Gonçalves (Daniel Bragança, 71′) e Luis Suárez
Suplentes não utilizados: João Virgínia, Debast, Kochorashvili, Faye, Flávio Gonçalves, Salvador Blopa e Ricardo Mangas
Treinador: Rui Borges
Ação disciplinar: cartão amarelo a Maxi Araújo (79′)
Como era esperado, o Arsenal teve uma entrada mais forte no jogo, ligando o motor Declan Rice ao meio para a partir daí montar o cerco no meio-campo do Sporting com e sem bola. Houve aproximações por parte dos ingleses no último terço, houve capacidade de condicionar a saída dos leões que andaram sempre muito longe da área contrária, não deu sequer para criar uma oportunidade ou fazer um remate. Aos poucos, de uma forma ligeira, os leões começaram a mostrar-se ao jogo. Perceberam aquilo que o encontro pedia, foram percebendo o momento de transição, conseguiram esticar mais na frente. Ainda houve um lance a motivar protestos na área em que Geny Catamo foi pisado por Hincapié sem falta (algo confirmado pelo VAR) mas o primeiro remate não iria demorar a aparecer, numa interceção de Hjulmand a um passe de Saliba para o meio antes do trabalho de Trincão da direita para o meio antes da tentativa em arco ao lado (18′).
Toca o Hino da Champions ????#sporttvportugal #CHAMPIOSNSnaSPORTTV #UEFAChampionsLeague #Arsenal #SportingCP pic.twitter.com/75W1wOSoal
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????????Francisco Trincão chega aos 200 jogos pelo Sporting.
Estreou-se pela mão de Rúben Amorim em agosto 2022 frente ao SC Braga. Marcou 46 golos e fez 45 assistências pelos leões. pic.twitter.com/EzqCZRLWjL
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⏱️ 15 mins
???????????????????????????? Arsenal 0 – 0 Sporting ????????◉ Não há golos nem sequer enquadrados, após o primeiro quarto de hora, com os leões a ainda não terem somado qualquer acção na área mas a também não permitirem grandes veleidades aos "gunners", discutindo a posse
Enquanto isso em… pic.twitter.com/kdBhjcVMdU
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Logo na resposta, Viktor Gyökeres recebeu de costas, conseguiu rodar e atirou forte mas por cima num lance que dificilmente poderia ter outro destino que não as bancadas do Emirates pela maneira como tinha o corpo no momento de finalizar (19′). Era quase um grito de frustração do avançado sueco, habituado a jogar pelos verde e brancos a ir buscar a profundidade e a encontrar espaços na frente mas agora a ter de adaptar-se a uma ideia que lhe castra os pontos fortes em detrimento de um jogo mais posicional que ia sendo controlado da melhor forma pelos centrais leoninos. Aliás, até a própria colocação de Hjulmand e Morita no terreno ia fazendo com que o Arsenal tivesse mais bola até no meio-campo, circulasse pelos três corredores mas não tivesse capacidade para mais. Se o Sporting não errasse atrás e se Eze não fosse buscar espaços entre linhas, a única forma de criar perigo dos ingleses eram mesmo as bolas paradas – e até nisso estava a falhar.
⏱️ 33 mins
???????????????????????????? Arsenal 0 – 0 Sporting ????????◉ Morten Hjulmand vai disputando o topo dos ratings com vários "gunners", com apenas 1 passe falhado em 21 (mas logo um que teria dado bastante jeito ao Sporting) pic.twitter.com/BXNu3MCJLs
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É certo que o Arsenal não atravessa o melhor momento da época, longe disso, mas Rui Borges voltou a ter um jogo conseguido em termos táticos onde só faltavam mais 10/20 metros na frente: grande organização sem bola, enorme espírito de entreajuda entre setores, movimentos sempre conseguidos quando o adversário ia tentando virar o centro de jogo, alguma capacidade de saída quando a bola era jogada pela certa depois de passar pela primeira fase de construção. Ainda assim, era nas zonas de pressão mais altas que ia estando o segredo para ficar mais próximo de criar oportunidades. Como aconteceu aos 31′, quando Trincão combinou com Pedro Gonçalves num movimento descaído sobre a direita do ataque para remate que saiu por cima. Como ia acontecendo aos 41′, quando Pedro Gonçalves fez o mais difícil ao intercetar um passe de David Raya mas falhou o mais fácil na distribuição para Trincão. O Sporting estava a crescer e haveria mesmo de ter a melhor oportunidade da primeira parte, com Maxi Araújo a cruzar da esquerda para o remate com a parte de fora do pé esquerdo de Geny Catamo que acabou a bater no poste da baliza dos gunners (43′).
⚽️ INTERVALO! ????
???????????????????????????? Arsenal 0 – 0 Sporting ????????◉ Os "gunners" entraram com vontade de resolver cedo mas os "leões" não foram no engodo e mostraram-se muito bem organizados e atrevidos qb, fechando o primeiro tempo com a sua segunda bola aos ferros na eliminatória
◉ Capitão… pic.twitter.com/7KkkjTi7q2
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Geny ao poste ????#sporttvportugal #CHAMPIOSNSnaSPORTTV #UEFAChampionsLeague #Arsenal #SportingCP pic.twitter.com/bXR2YOlgC8
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Nenhuma das equipas mexeu ao intervalo, as duas equipas traziam novidades depois do intervalo. Como os movimentos de Eze a procurar o espaço entre Inácio e Maxi Araújo, com Eduardo Quaresma a querer dar um outro apoio pela direita para Geny Catamo poder arriscar os movimentos por dentro, com os ingleses a terem zonas de pressão mais altas mesmo arriscando dar a profundidade aos leões. Maxi Araújo, num lance em que voltou a mostrar que podia ganhar vantagem se aparecesse em situações 1×1 contra Mosquera pela esquerda, tentou o remate de pé direito na área mas saiu ao lado (48′). Na resposta, após uma bola parada trabalhada, Eze ficou com espaço de fora mas a meia distância passou também sem perigo para a baliza à guarda de Rui Silva (50′). O Arsenal estava prestes a entrar na melhor fase, com Martinelli a atirar numa segunda bola por cima (55′) e Madueke a acertar nas malhas laterais (57′) entre a troca de Gyökeres por Kai Havertz.
Gyokeres sai para dar o lugar a Havertz ????#sporttvportugal #CHAMPIOSNSnaSPORTTV #UEFAChampionsLeague #Arsenal #SportingCP pic.twitter.com/tiO3erw38Z
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Calma, Arteta ????#sporttvportugal #CHAMPIOSNSnaSPORTTV #UEFAChampionsLeague #Arsenal #SportingCP pic.twitter.com/dJY4EXqGNt
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⏱️ 71 mins
???????????????????????????? Arsenal 0 – 0 Sporting ????????◉ Os 21 desarmes somados pelo Arsenal já são o máximo dos "gunners" nesta Champions, sinal das dificuldades colocadas pelos leões até agora#ARSSCP #UCL pic.twitter.com/AzJyHVBFzH
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Não seria a única alteração, tendo em conta que Madueke também se lesionou e deu lugar ao jovem prodígio Max Dowman. No entanto, o Sporting aproveitara de novo esse momento para ganhar metros, para ter dois cantos para ouvir os adeptos mostrar a confiança num golo que pudesse empatar tudo, para ir subindo linhas sem ter um risco que deixasse a linha defensiva em apuros. Só a 20 minutos do final Rui Borges tentou algo diferente, lançando Daniel Bragança e Geovany Quenda para os lugares de Geny Catamo e Pedro Gonçalves. Mais frescura na ala direita, mais critério na construção, mais possibilidades para Maxi Araújo avançar pela esquerda. As oportunidades nas duas balizas tinham “desaparecido”, as bolas paradas eram a única forma de ouvir os adeptos da casa, os leões continuavam a tomar conta das bancadas com aquela esperança de que algo de mágico pudesse acontecer até depois de um desvio de cabeça ao poste de Trossard na sequência de um canto (84′). Ficou nas malhas laterais: no derradeiro lance, João Simões atirou perto do poste…
João Simões podia ter empatado tudo em cima do apito final ????#sporttvportugal #CHAMPIOSNSnaSPORTTV #UEFAChampionsLeague #Arsenal #SportingCP pic.twitter.com/zBvjm4ziSt
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⚽️ FINAL | Leão despede-se condignamente da Champions
◉ Leão despede-se do sonho europeu sem milagre de Londres mas com exibição digna do momento
◉ Rui Borges montou bem o plano e negou a vontade inicial de Arteta em resolver cedo, mas faltaram pernas (e opções) para chegar… pic.twitter.com/64CxM0tcer
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