Viktor Orbán anunciou este sábado que também não vai continuar a ocupar o cargo de deputado (para o qual foi eleito) no Parlamento da Hungria, depois de ter perdido as eleições legislativas de 12 de abril para Péter Magyar.
“O mandato que eu consegui como líder da lista dos candidatos do Fidesz é, na verdade, um mandato parlamentar do Fidesz. Por isso, eu decidi devolvê-lo [ao partido]. Neste momento, eu não sou necessário no parlamento”, disse o antigo primeiro-ministro num vídeo publicado no X depois do encontro do comité executivo do partido. Orbán mostra-se disponível para continuar a liderar o Fidesz, mas remete qualquer decisão para a intenção dos militantes que se reunirão num congresso em junho.
Keep calm and continue. We will renew and protect our patriotic community. ???????? pic.twitter.com/swrswGKlAR
— Orbán Viktor (@PM_ViktorOrban) April 25, 2026
No vídeo partilhado nas redes sociais, Orbán destaca as discussões internas para levar a cabo a “renovação” do partido e “fortalecer” o grupo parlamentar — que será alvo de uma “reestruturação”, com a nova composição, liderada por Gulyás Gergely, a ser anunciada na segunda-feira.
O antigo primeiro-ministro promete focar-se, a partir de agora, na “reorganização” do Fidesz. “Liderei a nossa comunidade por quase quatro décadas, durante as quais vivemos sucessos e falhanços, vitórias e derrotas eleitorais”.
Viktor Orbán foi primeiro-ministro da Hungria durante 16 anos, o que terminou com as eleições que levaram a que o Fidesz passasse de 135 para 52 assentos no parlamento. O partido Tisza, liderado por Péter Magyar, conseguiu uma maioria de dois terços dos 199 mandatos.
Apesar dos apoios da Rússia e dos EUA, Orbán acabou por perder as eleições para um antigo camarada de partido que prometeu reverter muitas das suas mudanças. A primeira sessão do novo parlamento húngaro está marcada para 9 de maio.