Trabalhadores da Carristur, empresa da transportadora Carris que presta serviços de turismo, cumprem no sábado uma greve de 12 horas, reivindicando um aumento salarial e a revisão do acordo de empresa.

Segundo o pré-aviso do STRUP — Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, a paralisação está prevista entre as 07h30 e as 19h30 deste sábado e no seguinte, 9 de maio.

Entre as reivindicações, avançou Manuel Leal, do STRUP, em declarações à Lusa, estão “a exigência de um aumento real dos salários” e a “disponibilidade da administração para negociar” as propostas sindicais.

“Houve uma posição da parte da administração de não estar disponível para a negociação, limitou-se a apresentar a sua proposta e com a indicação de não estar disponível para a negociação das restantes matérias”, ligadas ao processo de revisão do acordo de empresa, explicou o dirigente sindical.

Em comunicado, a direção da organização sindical referiu que a administração da Carristur aceita a “evolução das 19 para as 20 anuidades e passar o seu valor unitário para 10 euros (traduzindo-se isto, num aumento de 52 cêntimos)”, bem como “clarificar a questão da majoração das férias“.

A melhoria na fórmula de cálculo da retribuição e a integração no acordo de empresa dos feriados dos trabalhadores das regiões autónomas também foram aceites, mas mantém-se a proposta apresentada numa anterior reunião quanto à matéria salarial e ao subsídio de refeição.

“Deve haver evolução na tabela salarial que se traduza num aumento real dos salários, no subsídio de refeição e evolução faseada para as 35 horas” de trabalho semanal, advogou o sindicato, acrescentando que, nestas matérias, “o administrador continua a dizer que a empresa não tem margem” para isso.

Embora a administração tenha afirmado que suspendia o processo de negociação até à realização da greve, o STRUP — Fectrans (Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações) expressou toda a sua disponibilidade “para se encontrarem as soluções que permitam a suspensão do pré-aviso de greve”.

“Está, pois, nas mãos da administração da Carristur criar as condições para, com abertura negocial, evitar a greve”, considerou a organização sindical.

A Lusa tentou contactar a Carristur, mas não obteve resposta.

A Carristur, detida a 100% pela Carris — Companhia Carris de Ferro de Lisboa (operador de transportes públicos em Lisboa), presta serviços de turismo e formação, além do aluguer de elétricos históricos exclusivos em Lisboa, de barcos para cruzeiros no rio Tejo e de autocarros para todo o território nacional.