Um, dois, cinco, mais de dez. Depois de um ano 0 definido por André Villas-Boas como um momento “para manter viável o FC Porto enquanto instituição e organização”, o presidente dos dragões deixou a garantia a Francesco Farioli, novo técnico dos azuis e brancos, que a SAD teria “maior facilidade de operar no mercado” pela possibilidade de amortizar os investimentos a longo prazo. “Vai permitir outro nível de investimento que nunca tivemos. Poderemos estar perante o maior mercado de sempre da história do FC Porto”, apontou. No entanto, houve algumas apostas que tiveram de ser mais “contidas” – e que ganham agora outra forma.

A conversa que mudou a vida de Kiwior e a importância do “pai” Bednarek para o “filho” Oskar: como o filão polaco levou o dragão ao título

Jakub Kiwior, defesa polivalente de 26 anos que se sagrou campeão pelo FC Porto por empréstimo de uma temporada do Arsenal, assinou a título definitivo pelos dragões até junho de 2030, com a SAD azul e branca a acionar a cláusula de compra que tinha no contrato com os londrinos a troco de 17 milhões de euros fixos, mais cinco milhões de variáveis mediante objetivos desportivos. Os gunners ficam também com dois milhões de euros fixos retidos numa potencial futura transferência, anunciou o FC Porto em comunicado à CMVM, dando conta de que os ingleses “assumem a responsabilidade com o mecanismo de solidariedade a terceiros” e que “a transferência não contou com qualquer intervenção de intermediação”.

Aproveitando o pouco espaço que poderia ter no plantel do Arsenal em 2025/26 com a contratação de Pierre Hincapié ao Bayer Leverkusen (além de Mosquera, que pode cumprir várias posições na defesa), o FC Porto avançou para a contratação de Kiwior, internacional polaco que entroncava no perfil de defesa que Francesco Farioli procurava para fechar o setor, podendo jogar no eixo central ao lado do compatriota Jan Bednarek ou descaído sobre a esquerda em caso de necessidade, como chegou a acontecer em alguns jogos. No total, o esquerdino realizou um total de 38 jogos em todas as provas, com mais de 3.000 minutos jogados.

O anúncio foi feito depois do comunicado enviado à CMVM a dar conta da venda de 100% do capital da Porto Seguro – Sociedade Mediadora do Porto, Lda., sociedade do universo dos dragões fundada em 1995 que era detida na totalidade pelo FC Porto e que teve quase um milhão de receitas em 2025, à MDS Portugal.