A Navigator totalizou 17,2 milhões de euros de lucro no primeiro trimestre, uma descida de 64,3% relativamente aos primeiros três meses de 2025, foi esta quinta-feira comunicado ao mercado.
“O resultado líquido foi de 17,2 milhões de euros contra 27 milhões de euros no trimestre anterior e 48,3 milhões de euros no período homólogo”, lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Por sua vez, o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) cedeu 43,9% para 64,8 milhões de euros.
As vendas totais da papeleira fixaram-se em 426,8 milhões de euros, abaixo dos 529,3 milhões de euros apurados em igual trimestre de 2025.
A companhia, em comunicado, realça o trimestre desafiante, “com a devastação provocada na floresta pela depressão Kristin e pelo comboio de tempestades que se seguiram, bem como pelo agravamento do contexto internacional em consequência da guerra no Médio Oriente”. O final do trimestre já observou alguma recuperação, com a área de negócio de Tissue e Packaging a representar mais de 30% do volume de negócios e cerca de 40% do EBITDA. “Estes resultados reforçam a robustez da estratégia da empresa e consolidam os novos negócios como pilares de crescimento, assegurando consistência mesmo em contextos de elevada volatilidade.”
Já a dívida líquida remunerada ascendeu a 675,4 milhões de euros, agravando-se em 15,1%.
Para o conjunto do ano, a Navigator projeta “volatilidade nos mercados internacionais”, que serão influenciados pela “evolução do contexto geopolítico e por potenciais constrangimentos na cadeia logística global. Ainda assim, os indicadores mais recentes sugerem uma melhoria gradual das condições de mercado, em particular no segmento da pasta, onde se observa uma recuperação progressiva dos preços e sinais de maior equilíbrio entre oferta e procura. Esta evolução, conjugada com a disciplina operacional da empresa, deverá criar condições para uma melhoria gradual do desempenho ao longo do ano”.
A empresa já anunciou, para abril, aumentos de preços em alguns segmentos. No negócio de Packaging, os preços vão aumentar entre 5% e 10% com efeitos a partir de abril e haverá outro, em junho, de um mínimo de 30 euros por tonelada. No Tissue, o aumento de preços será de entre 5 e 7%, aplicável a expedições a partir de maio aplicado em todos os mercados onde o grupo opera.