Acompanhe o nosso liveblog sobre atualidade política

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira uma resolução que autoriza o Ministério da Administração Interna (MAI) a gastar até 4,9 milhões de euros para repor e reforçar capacidade do SIRESP nos locais afetados em janeiro pela tempestade Kristin.

O comunicado do Conselho de Ministros refere que o investimento, através da secretaria-geral do MAI, “inclui a aquisição e instalação de contentores técnicos, estações base transportáveis, torres de campanha e módulos móveis de ligação satélite, assegurando a rápida recuperação das comunicações de emergência e maior robustez da rede em cenários de crise”.

O ministro da Administração Interna anunciou na terça-feira que o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) vai manter-se, considerando que “não é possível” ter “um sistema completamente diferente”, e avançou com um reforço da rede para que exista resposta em momentos de crise.

“Risco zero não existe.” SIRESP vai caminhar para sistema híbrido, mas decisão sobre nova rede só será necessária dentro de 10 anos

“Não é possível, numa altura destas e a pensar no futuro, que haja um sistema completamente diferente: Este sistema tem virtualidades e falhou em quatro ou cinco situações”, disse Luís Neves, sublinhando que, do ponto de vista técnico, o SIRESP tem “debilidades e fragilidades”, mas que estão a ser debeladas para que em “momentos de calamidade, urgência e de falência possa haver uma resposta”.

Na cerimónia de apresentação das recomendações do grupo de trabalho criado pelo Governo há cerca de um ano para encontrar uma alternativa ao SIRESP, o ministro afirmou que “esta é a única solução”.

O ministro anunciou ainda que a empresa responsável pela gestão e manutenção da rede SIRESP vai ter “a curto prazo” uma liderança, que não tem atualmente.

A empresa pública Siresp S.A. está sem liderança há quase dois anos, depois de Paulo Viegas Nunes, major-general do Exército especialista em sistemas de informações, ter deixado a presidência no final de março de 2024.

A rede de comunicações SIRESP tem sido marcada por várias polémicas desde que foi criada, tendo sofrido as maiores alterações após as falhas no combate aos incêndios de 2017, mas voltou a ter limitações no apagão de 2025 e na tempestade Kristin que afetou a região centro no fim de janeiro.

A rede SIRESP é a rede de comunicações exclusiva do Estado português para o comando, controlo e coordenação de comunicações em todas as situações de emergência e segurança, responde às necessidades dos mais de 40.000 utilizadores e suporta anualmente um número superior a 35 milhões de chamadas.

O ministro da Administração Interna anunciou na terça-feira um investimento de cerca de 36 milhões na rede SIRESP para ser concretizado até ao final de 2027, um reforço que o ministro caracterizou como “robusto com medidas concretas e calendarizadas”.