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Exposição sobre D. Amélia em Vila Viçosa renova acervo com manto régio de luto de D. Maria Pia

Patente no Paço Ducal de Vila Viçosa até 30 de agosto, a exposição sobre D. Amélia de Orléans e de Bragança exibe agora a peça de luto da sua sogra, D. Maria Pia de Saboia.

O manto é feito em veludo de seda preto e tem um único bordado na aba esquerda
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▲O manto é feito em veludo de seda preto e tem um único bordado na aba esquerda

▲O manto é feito em veludo de seda preto e tem um único bordado na aba esquerda

O manto régio que a Rainha D. Maria Pia terá usado em ocasiões protocolares após a morte do Rei D. Luís, em 1889, um dos sete que integra a coleção de têxteis do Museu-Biblioteca da Casa de Bragança, passa a integrar a exposição Amélia de Orléans e de Bragança, o espólio da Rainha, patente no Paço Ducal de Vila Viçosa até 30 de agosto. A peça é feita em veludo cortado de seda preta, forrada em cetim preto e, na aba esquerda, como única decoração, traz bordado em fio prateado o brasão de armas reais coroadas de Portugal e Saboia.

▲ O manto foi usado por D. Maria Pia depois da morte de D. Luís, em 1889

O manto integra o espaço dedicado a exibir um excerto publicado da correspondência entre a Rainha D. Amélia e a sua sogra, que desvenda a dimensão mais íntima desta relação familiar. No texto, Amélia lamenta a morte do Rei D. Luís, e chama Maria Pia de “mãe”. “Queria, minha querida Mãe, ter a consolação de estar perto de vós neste momento […] Longe ou perto, minha querida Mãe, sabeis que a vossa dor é a minha e que todo o meu afecto, toda a minha mais terna dedicação se esforçarão sempre por debelar essa cruel dor”, lê-se, numa parte da carta. A exposição inaugurada em setembro de 2025 assinala os 160 anos do nascimento da última rainha de Portugal, que viveu entre 1865 e 1951, e ainda apresenta cerca de uma centena de objetos ligados à sua vida.

▲ A peça ocupa o espaço onde ficava o manto de D. Amélia que foi oferecido ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima

O manto de D. Maria Pia ocupa o lugar onde antes esteve exposto o manto régio oferecido pela Rainha D. Amélia ao Santuário de Fátima — e que foi cedido pelo museu do Santuário. A peça, feita num delicado veludo de seda creme e bordado com pedraria e rendas, era usada pela rainha em ocasiões de gala e de especial relevância social e política. Terá sido doado pela própria rainha ao Santuário de Fátima, através de D. José Alves Correia da Silva, bispo de Leiria entre 1920 e 1957.

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