A praia de Santa Cruz, no concelho de Torres Vedras, inicia no sábado a época balnear, dotada de uma nova sinalética indicativa dos comportamentos a adotar em caso de ocorrência de um tsunami.

A sinalética, instalada pela Câmara de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, “permite identificar áreas de risco, percursos de evacuação e zonas seguras, contribuindo para uma resposta mais rápida e eficaz em situação de emergência relacionada com a ocorrência de tsunami“, explica a autarquia na sua página na Internet.

Os sinais colocados na praia de Santa Cruz incluem um sinal de “perigo de tsunami”, que indica estar-se numa área “potencialmente inundável, servindo para o alertar sobre o risco desse local”.

Em caso de emergência, habitantes e veraneantes devem procurar o sinal “Rota de Evacuação”, que indica através de setas a direção exata e a distância que se deve percorrer para sair rapidamente da zona de risco.

“Ao seguir estas indicações oficiais, evita o pânico e impede deslocações desnecessárias e desordenadas”, esclarece a autarquia num folheto informativo sobre a sinalética instalada, que inclui ainda o sinal “Zona Segura”, que delimita o ponto exato a partir do qual deixa de haver risco de inundação.

Segundo a Câmara, a iniciativa “segue as orientações nacionais e internacionais em matéria de prevenção e proteção civil, juntando Torres Vedras a vários municípios costeiros que já implementaram medidas semelhantes de sensibilização e preparação para o risco de tsunami“.

Paralelamente, a autarquia tem em desenvolvimento materiais informativos para divulgação junto da população e dos utilizadores das praias do concelho, entre os quais um folheto que explica o que é um tsunami, uma sequência de ondas associadas ao deslocamento de um grande volume de água, quase sempre provocado por um sismo violento sob o oceano, e quais os sinais de alerta naturais a que as populações devem estar atentas, além dos avisos emitidos pelos centros de alerta e pelas autoridades nacionais.

O folheto indica ainda as principais rotas de evacuação a partir de cada uma das praias do concelho e 11 lugares seguros com baixa suscetibilidade de inundação em caso de tsunami.

O projeto integra a estratégia municipal da segurança costeira e está alinhado com a Estratégia Nacional para uma Proteção Civil Preventiva 2030.

A Câmara prevê a instalação de mais sinalética associada à mitigação do risco de tsunami, com expansão progressiva a outras zonas do litoral do concelho.