O Governo acionou esta sexta-feira o Mecanismo Europeu de Proteção Civil assim como os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para responder ao risco “muito elevado” de incêndios em todo o país, anunciou o primeiro-ministro após o Conselho de Ministros em que se formalizou a decisão.
“Não [o fazemos] porque a nossa capacidade esteja já esgotada, mas porque, nesta cirscuntância, temos todo o nosso território sob risco muito elevado e entedemos que seria mais adequado termos a disponibilidade e o reforço vindo dos nossos aliados nesta luta contra o fogo”, justificou Luís Montenegro, numa conferência de imprensa em Guimarães.
O objetivo é não ter de “deslocalizar meios de uma regiões para as outras” do país, explica o primeiro-ministro. “Queremos que todos os meios que estão dispersos pelo nosso território estejam em prontidão imediata acaso possam ocorrer necessidades onde estão localizados”, continua.
Montenegro admitiu que o timing do acionamento do Mecanismo Europeu foi diferente de verões anteriores. Normalmente, a ajuda externa é requerida apenas quando o dispositivo de combate aos fogos já está “todo a ser empenhado”, mas o Governo decidiu antecipar o pedido. “Temos desta vez uma circunstância excecional: todo o território estar a ser afetado mais ou menos da mesma forma”, justificou o primeiro-ministro.
O primeiro-ministro revelou que o ministro da Administração Interna aproveitou a reunião do Executivo para fazer um balanço do combate aos incêndios atualmente ativos. Depois, Montenegro garantiu em conferência de imprensa estão em marcha “ações preventivas” para “tentar evitar ignições” que estão a requerer o “esforço máximo” dos meios de proteção civil.