Vickrum Digwa, o homem condenado pelo homicídio do jovem Henry Nowak, apresentou um recurso da condenação junto de um tribunal de segunda instância. A informação foi avançada pelo tribunal britânico esta sexta-feira e é citada pela BBC. Contudo, não foram avançados mais detalhes ou novos prazos para o caso.
Digwa foi condenado, no mês passado, a uma pena de prisão perpétua, estando obrigado a cumprir um mínimo de 21 anos de prisão depois de ter matado o estudante de 18 anos, esfaqueando-o várias vezes, no passado dia 3 de dezembro.
Responsável pela morte de Henry Nowak nunca foi algemado pelas autoridades britânicas após detenção
O crime gerou polémica depois de terem sido publicadas imagens da polícia que revelavam que Henry Nowak foi algemado depois de ter sido esfaqueado com uma lâmina de 21 centímetros e que a polícia se recusou a prestar ajuda ao jovem, apesar de este estar a sangrar e ter dito que não conseguia respirar. Nowak tinha sido detido pelas autoridades depois de o seu atacante ter dito que este o tinha atacado com motivações racistas.
O recurso de Vickrum Digwa não é o único que foi apresentado. Após a leitura, a procuradora Ellie Reeves já tinha anunciado que ia pedir uma revisão de sentença ao abrigo do esquema de “sentenças demasiado indulgentes”, uma figura no sistema judicial que permite pedir a revisão de uma pena quando esta é considerada, tal como o nome indica, demasiado branda.
O tribunal ainda não indicou nenhuma data para a decisão formal de qualquer um destes dois pedidos. O caso volta, contudo, à sala de audiências no próximo dia 17 de julho, quando a mãe de Vickrum Digwa vai conhecer a sua sentença. Kiran Kaur foi condenada por ter ajudado o filho a esconder a arma do crime, uma lâmina que carregava como elemento da sua fé Sikh.
Fora dos tribunais, o caso também continua a ser escrutinado. No início da semana, foi anunciado que os dois polícias que algemaram Henry Nowak estão a ser alvo de uma investigação por uma possível “má conduta grave”.