A noite estava a apontar para o herói do costume. É certo que, na tentativa de defender tudo aquilo que a equipa não conseguia fazer, lá imperou a conversa de que o guarda-redes está na baliza para evitar golos. No entanto, Diogo Costa, sendo guarda-redes de grande no clube, teve muito mais trabalho do que seria de esperar enquanto guarda-redes de grande na seleção. Teve e cumpriu, mais uma vez. O futuro pode ou não passar pelo Dragão na próxima temporada, onde ficou esse “desafio” do presidente portista André Villas-Boas para que usasse o mítico número 2 de Jorge Costa, mas o guardião foi o mais valorizado da Seleção.
Depois de fazer o mais difícil, Martínez inventou. E perdeu (a crónica do Portugal-Espanha)
A partida com a Espanha, apesar da derrota consentida nos descontos, foi um exemplo paradigmático disso mesmo. Recuperemos o filme: defesa a remate fácil de Oyarzabal após perda de bola em zona proibida (3′), duas intervenções fabulosas seguidas a tentativas em arco de Lamine Yamal na direita e de Álex Baena na esquerda (16′), um corte com a perna após um cruzamento traiçoeiro da esquerda sem desvio de Cubarsí na área (31′), nova defesa segura a uma meia distância de Baena (65′), desvio por cima da trave de um livre descaído sobre a direita de Lamine Yamal (73′). Além de todos os cruzamentos que agarrou ou socou para fora da zona de perigo, Diogo Costa fez de tudo um pouco para conservar o nulo no duelo ibérico.
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“Sempre acreditei que poderia ajudar mais uma vez, não consegui ajudar dessa vez. Faltou-nos uma pontinha de sorte, uma bola à barra, uma bola muito perto da baliza, é preciso sorte também. A atitude foi muito boa, muito positiva, demos o nosso melhor em termos de atitude, em termos de exigência e trabalho mental. Acho que demos o nosso melhor, faltou-nos uma pontinha de sorte”, começou por comentar o guarda-redes, na zona de entrevistas rápidas da RTP, antes de recordar a vontade de ganhar por Diogo Jota e André Silva.
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“O mais importante é ganhar, para mim. Eu sei que preciso dos meus companheiros em campo para ganhar, preferia ter trocado a exibição por uma vitória. Estamos muito tristes. Se podíamos ser campeões do mundo? Claro que sim, tínhamos qualidade para isso, por uma ou outra razão não conseguimos. O que fizemos foi dar o nosso melhor, sempre, fisicamente e mentalmente, para todos juntos mostrarmos ao nosso país… Queríamos muito dedicar este Mundial a duas pessoas especiais para nós. Não conseguimos e estamos muito mais tristes por isso”, acrescentou, desvalorizando cenários de uma possível saída no verão.
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[ ???????? Portugal 0-1 Espanha ???????? ]???? Obrigado DIOGO COSTA, o melhor no adeus e o melhor português em todo o Mundial ????#PORESP #FIFAWorldCup #RatersGonnaRate pic.twitter.com/N7lsdOfT4d
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“Acho que o meu foco é sempre no presente. Todos os anos acontece isso, passa-me um pouco ao lado já. Estou muito feliz no FC Porto, mas agora neste momento estou muito triste por termos perdido. Faltou a bola entrar, tanto de um lado como de outro houve oportunidades. Marcaram e nós faltou-nos essa capacidade de finalizar as ações. Tínhamos uma geração para ganhar, tínhamos tudo para poder fazer melhor, não foi possível. A vida continua”, destacou o guarda-redes portista, neste caso na flash interview da SportTV.
20m [ ???????? Portugal 0-0 Espanha ???????? ]
A Nossa Senhora de Miami e de Toronto já fez a sua aparição em Dallas, com 3 defesas que já valem 1 golo evitado (0.8 vs xSaves)#FIFAWorldCup #PORESP https://t.co/KrWXsCxRD3 pic.twitter.com/MDtHJEbOJj
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Desta forma, Diogo Costa acabou por “vingar” um dos encontros que mais lhe custaram a entrar na carreira, quando uma saída mal calculada nos quartos de final do Mundial de 2022 frente a Marrocos acabou por dar o golo que decidiu a partida a Youssef En-Nesyri. “Não era o desfecho que queríamos, tínhamos a ambição de ganhar o Mundial. Não conseguimos… mas com a certeza que demos tudo em campo. Erros ninguém os quer cometer, quando acontecem servem de aprendizagem e crescimento diário. Um obrigado a todos os portugueses”, escreveu nas suas redes sociais, dois dias depois dessa eliminação no Qatar.