Faz esta sexta-feira 10 anos que Éder decretou “feriado” nacional. No dia 10 de julho de 2016, o então avançado que representava o Lille, em França, marcou o golo que fez Portugal levantar o troféu e sagrar-se, pela primeira vez na história, Campeão da Europa. Na celebração de uma década desta conquista futebolística, o ex-futebolista deslocou-se até ao estúdio da Rádio Observador para comemorar a efeméride.
A visita de Éder coincidiu com o anúncio do novo selecionador nacional. O avançado que terminou a carreira em 2022, que trabalhou com Paulo Bento e Fernando Santos a representar Portugal em diferentes competições internacionais, acredita que Jorge Jesus é uma “opção muito boa e segura“, porque “conhece bem o futebol português e está habituado a vencer”. Éder descreve o treinador que liderou o Al-Nassr ao título da competição saudita esta última época como alguém com “um rigor tático muito vincado, muito exigente”.
Mantendo-se no tema da seleção, Éder admitiu que as exibições de Portugal no Mundial ficaram “aquém das expectativas de todos os portugueses”. “Fomos surpreendidos no primeiro jogo, em que entrámos bem, mas depois não houve consistência na fase de grupos. Contra a Espanha tivemos mais posse de bola, mas não fomos tão eficientes ofensivamente”, afirmou o ex-jogador, num balanço da prestação portuguesa na competição.
Em 2026, Portugal não foi feliz numa grande competição internacional, mas, dez anos antes, Éder foi um dos protagonistas na conquista do primeiro troféu do palmarés sénior português. Recordando o “momento fantástico” do golo que fez no prolongamento da final em 2016 contra França, confessa que o carinho diário das pessoas é “enorme e gratificante”. Fazendo um paralelismo entre a seleção que esteve nos Estados Unidos e no Canadá e o grupo que levantou o título no Stade de France, admite que “houve muitas dúvidas”, pelo começo “atribulado” e “críticas iniciais”, mas o crescimento aconteceu de forma gradual e terminou “da melhor forma” há uma década.
O ex-internacional português ainda recordou à Rádio Observador o regresso às competições em França, ao serviço do Lille, revelando que passou de “admirado” a “assobiado”. “Tive muito apoio dos emigrantes portugueses”, desabafa. Por fim, acredita que a seleção francesa está “implacável” nesta edição do Campeonato do Mundo, descrevendo uma “equipa muito forte, com várias armas” que, para Éder, pode vir a levantar novamente o troféu mais prestigiado do futebol internacional.