O regresso à competição não podia ter corrido melhor. Depois de vários meses de recuperação devido ao vírus no sangue contraído na Volta ao Algarve, com prestações inconstantes na Volta à Catalunha e no Tour Auvergne-Rhône-Alpes pelo meio, João Almeida chegou à Volta à Polónia como líder e à procura de reencontrar o seu melhor nível antes da Volta a Espanha, onde vai correr ao lado de Tadej Pogacar. A primeira etapa acabou por não trazer dificuldades para o português da UAE Team Emirates-XRG, que, no final de uma longa maratona de 234,2 quilómetros, chegou no pelotão, assistindo de perto à reedição do duelo que marcou a última Volta a Itália, com Jonathan Milan (Lidl-Trek) a superar Paul Magnier (Soudal Quick-Step).
“Foi mesmo especial correr com esta nova camisola. Começámos hoje todos muito empenhados em trazer para casa um bom resultado. Sabíamos que ia ser difícil, porque o percurso era mesmo muito acidentado. Tenho de dizer que a fuga foi super forte, mas os rapazes fizeram um trabalho fantástico, não lhes dando muitos minutos de vantagem. Mantiveram-nos sempre sob controlo. Claro que tivemos ajuda de outras equipas, mas depois, na reta final, também me colocaram numa posição perfeita. Não foi nada fácil mantermo-nos todos juntos, mas acho que correu muito bem. Sei que o timing de tudo isto, quando tive de iniciar o sprint, foi perfeito, porque não podia arrancar demasiado cedo, já que teríamos aquela pequena subida a 200 metros da meta. Não podia arrancar nem demasiado cedo nem demasiado tarde. Hoje [segunda-feira] correu mesmo na perfeição e é um bom sinal para os próximos dias”, explicou Jonny.
Para esta terça-feira estava prevista a etapa mais plana desta 83.ª edição da corrida polaca, com partida junto à estância balnear de Miedzyzdroje e chegada, 150,1 quilómetros depois, em Szczecin, num percurso que contemplou as paisagens da Voivodia da Pomerânia Ocidental. Sem subidas, previa-se mais uma tirada rápida e a favorecer os sprinters. Pelo meio havia espaço para cinco sprints intermédios, três deles bonificados, que podiam ser determinantes nas contas da camisola amarela no final da etapa. Como seria de esperar, Lidl e Soudal voltaram a assumir o controlo da corrida, mantendo de perto a diferença para a fuga do dia, que foi composta por Jonas Rutsch (Lotto Intermarché), Anton Schiffer (Visma-Lease a Bike), Patryk Stosz e Radoslaw Fratczak (Polónia).
Tour de Pologne 2026 – Stage 2
???? Międzyzdroje
???? Szczecin
????????♂️ 149.5 Km
☁️ Weather: Broken clouds
????️ 25°C (app 25°C, min 17°C – max 28°C)
☁️ Clou.: 71%, vis.: 100%
???? Hum.: 68%
????️ Wind: 14.3 km/h NNE (max: 14.7 km/h NNE)
Route: https://t.co/ktrfzjS7GV pic.twitter.com/K3O8910Ojf— La Flamme Rouge (@laflammerouge16) August 4, 2026
Terminada a fuga já dentro dos últimos 20 quilómetros, a Decathlon CMA CGM assumiu o comando do pelotão, mas o sprint viria a ser lançado por Matteo Malucelli (XDS Astana) depois de uma viragem de 180º, com Iván García Cortina (Movistar) a fechar o espaço e Jonathan Milan a aproveitar o trabalho do espanhol para se lançar para mais uma vitória fácil à frente de Paul Magnier (Soudal), que demorou a reagir na aproximação à meta. Esta foi a décima vitória da temporada do melhor sprinter do WorldTour nesse capítulo, que tem agora 35 triunfos na carreira. O terceiro lugar ficou para Malucelli. Esta segunda etapa entra para a história como a quarta mais veloz de sempre da Volta à Polónia, tendo sido corrida a 48,519 km/h.
João Almeida entrou na meta no 83.º lugar, com o mesmo tempo do transalpino. Na geral, o português é 104.º, a 20 segundos de Jonathan Milan, que tem oito segundos de vantagem face a Paul Magnier e 12 em relação a Kamil Malecki (Pinarello Q36.5).
OTRA VEZ, JONATHAN ????
Milan, dos de dos al esprint en este Tour de Polonia ✅✅
Gran actuación de Iván García Cortina (@Movistar_Team), que fue cuarto y luchó hasta el final por la victoria ????????????#LaCasadelCiclismo pic.twitter.com/FBq9PPZPFX
— Eurosport.es (@Eurosport_ES) August 4, 2026