Aí vão 28. Ao quinto dia do mês de agosto é altura de celebrar João Almeida. O português da UAE Team Emirates-XRG completou esta quarta-feira 28 anos de uma vida que tem sido passada em cima da bicicleta e ao mais alto nível. Apesar de viver — ou de ter vivido — um momento menos bom na sua carreira desportiva, o Bota Lume apresenta-se como um dos nomes mais cotados da história do ciclismo nacional, colecionando 23 vitórias — uma na Volta a Itália e outra na Volta a Espanha — e dois pódios em Grandes Voltas (terceiro no Giro-2023 e segundo na Vuelta-2025). Para lá disso venceu a Volta à Polónia-2021, a Volta ao Luxemburgo-2021, a Volta ao País Basco-2025, a Volta à Romandia-2025 e a Volta à Suíça-2025. De regresso a território polaco, os primeiros dias têm sido tranquilos e dominados por Jonathan Milan (Lidl-Trek).
“Foi caótico, mas gostei imenso. Diverti-me! Mais uma vez, tenho de agradecer aos meus colegas de equipa por se terem saído tão bem. Estava um pouco nervoso com a possibilidade de ficar preso nos últimos quilómetros. Os últimos três quilómetros eram em estradas largas e é fácil perdermo-nos uns dos outros nesta ‘máquina de lavar’, mas conseguimos manter-nos mais ou menos juntos e eles estiveram sempre a dar o máximo por mim. Fiquei surpreendido com a diferença em relação ao ciclista da Astana [Matteo Malucelli]. Comecei o meu sprint bastante bem, não muito cedo, a cerca de 200 metros da meta, e correu muito bem”, explicou o campeão italiano.
Ao terceiro dia surgiu mais uma oportunidade para os velocistas, ainda que na teoria. Depois de deixar a região da Pomerânia Ocidental, o pelotão da 83.ª Volta à Polónia seguiu para o sul do país, num dia que ligou Gorzów Wielkopolski a Zielona Góra num total de 193,5 quilómetros. O traçado apresentava-se com ondulações, o que podia ser favorável à fuga ou aos punchers. Depois de cinco sprints intermédios, a 12 quilómetros da meta havia que passar pela subida de terceira categoria de Przytok (1,1 km a 4,1%), que podia selecionar o grupo e retirar alguns sprinters da luta pela vitória.
Tour de Pologne 2026 – Stage 3
???? Gorzów Wielkopolski
???? Zielona Góra
????????♂️ 193 Km
☁️ Weather: Broken clouds
????️ 28°C (app 29°C, min 20°C – max 34°C)
☁️ Clou.: 64%, vis.: 100%
???? Hum.: 42%
????️ Wind: 14 km/h N (max: 15.3 km/h W)
Route: https://t.co/8yKR6arXrk pic.twitter.com/PTpJ4H8dHl— La Flamme Rouge (@laflammerouge16) August 5, 2026
Depois de Almeida ter comemorado o seu aniversário na assinatura no pódio, a segunda etapa em linha com menos desnível positivo acumulado arrancou com Enzo Paleni (Groupama-FDJ United), Dries de Bondt (Jayco AlUla) e Taco van der Hoorn (Lotto Intermarché) a estabelecerem-se na frente de corrida, ainda que a vantagem para o pelotão nunca tenha passado dos 2.30 minutos. Mais tarde, Matteo Sobrero (Lidl), Sjoerd Bax e Fabio Christen (Pinarello Q36.5) juntaram-se ao trio, mas os seis viriam a ser alcançados a quatro quilómetros da chegada. Nessa fase, o português aparecia na retaguarda do grupo, já sem a companhia de Mikkel Bjerg. O sprint acabou por ser lançado pela NSN, com Milan a mostrar mais uma ponta final de alto nível para bater Noah Hobbs (EF Education-EasyPost) em cima da meta. Alessandro Romele (XDS) foi terceiro.
???? ¡Dominio absoluto de Jonathan Milan!
???? Imparable al esprint para firmar su hat-trick de etapas en el Tour de Polonia por delante de Hobbs y Romele. Paul Magnier no ha aparecido.#LaCasadelCiclismo pic.twitter.com/J0Kq4gySzM
— Eurosport.es (@Eurosport_ES) August 5, 2026
Olhando à classificação geral, Jonathan Milan parte para a etapa de quinta-feira com 18 segundos de vantagem para Paul Magnier (Soudal Quick-Step) e 20 face a Noah Hobbs. Almeida entrou na meta em 112.º, com o mesmo tempo do vencedor, e subiu ao 99.º posto antes do primeiro dia em que vai ser posto à prova. Para já está a 30 segundos da liderança.