O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos vão aumentar para 50% as tarifas sobre automóveis, camiões, peças automóveis e aço provenientes do Canadá a partir de 1 de janeiro de 2027.

Numa publicação na Truth Social, Trump acusou o Canadá de “explorar” os Estados Unidos há vários anos e criticou as tarifas canadianas sobre agricultores e produtos agrícolas norte-americanos.

O Presidente norte-americano afirmou que as relações comerciais entre os dois países geram um défice de 60 mil milhões de dólares (cerca de 51 mil milhões de euros) para os Estados Unidos, considerando a situação “insustentável”.

“O Canadá deixará de ser tratado como um Estado! No que diz respeito ao comércio, e também de outras formas, está entre as piores nações do mundo para negociar. Sentem que têm direito a tudo e, no entanto, NÓS NÃO PRECISAMOS DO CANADÁ, ELES É QUE PRECISAM DE NÓS!”, escreveu o líder dos EUA.

Canadá responde às tarifas americanas: “EUA pedem demasiado e oferecem muito pouco. Vamos responder dólar por dólar”

As negociações entre os EUA e o Canadá caíram por terra no último fim-de-semana, com Washington a pedir “demasiado”, afirmou o primeiro-ministro Mark Carney, sublinhando que iria responder “dólar por dólar”.

O colapso das negociações marca uma inversão abrupta face ao otimismo manifestado dias antes e lança dúvidas sobre o futuro do pacto comercial norte-americano que envolve EUA, Canadá e México.

A crise comercial agrava uma relação historicamente amigável entre os dois Estados vizinhos. O comércio bilateral ascendeu a 880 mil milhões de dólares (815 mil milhões de euros) em 2025 e cerca de 72% das exportações canadianas têm como destino os EUA.

Os Estados Unidos e o Canadá têm disputado questões comerciais há décadas, com divergências recorrentes sobre importações de madeira canadiana e o acesso norte-americano ao mercado protegido de lacticínios do Canadá.