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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou esta quarta-feira que o acordo para suspender por três dias as tarifas de 50% que Washington se preparava para impor ao Canadá é “muito justo” para ambos os países.

“Tive uma conversa muito boa com o primeiro-ministro [canadiano] ontem [terça-feira] à noite e chegámos a um acordo com o Canadá. Como sabem, hoje iam entrar em vigor tarifas generalizadas de 50% contra o Canadá; eles ligaram ontem e aceitaram os pontos que nós exigíamos. É um acordo muito justo para ambas as partes”, afirmou Trump aos jornalistas na Casa Branca.

Embora Trump tenha reconhecido que “tudo está sujeito à formalização dos documentos”, confiou que haverá um acordo definitivo com o país vizinho que evite colocar em prática as imposições alfandegárias.

“Acredito que é um acordo muito bom para ambas as partes. É excelente para os nossos agricultores; já não serão prejudicados, visto que o Canadá lhes estava a causar um grande dano”, referiu o Presidente norte-americano.

O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, declarou esta quarta-feira que o Canadá está perto de concluir o acordo comercial com Washington, descrevendo “progressos significativos” nas negociações e condições favoráveis a Otava.

“O Canadá iniciou estas negociações com as melhores condições comerciais gerais. Agora, caminhamos para um acordo que reforce esta vantagem canadiana, incluindo a garantia das melhores condições em cada um dos setores estratégicos mais importantes do país e proporcionando maior segurança sobre a nossa futura relação comercial”, afirmou Carney nas redes sociais.

Trump anunciou na terça-feira que tinha decidido suspender durante três dias a entrada em vigor, prevista para esta quarta-feira, das tarifas de 50% sobre as importações provenientes do Canadá, assegurando que ambos os países tinham chegado a um acordo pendente de formalização.

Por sua vez, o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, afirmou esta quarta-feira que está em curso a revisão de documentação que irá “informar o Congresso sobre o conteúdo desses documentos”, em “diálogo com as partes interessadas, incluindo empresas e sindicatos” norte-americanos.

“Confiamos ter alcançado um acordo que não só continuará a proteger os trabalhadores, os empregos e as cadeias de abastecimento dos Estados Unidos, como também fortalecerá a economia”, afirmou Greer.

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