O Presidente da República apelou esta sexta-feira, novamente, à leitura, considerando que “é o melhor antídoto contra a ignorância” e que propicia encontros e partilha, tão necessários “numa sociedade que muitos teimam em deslaçar”.
António José Seguro, que falava aos jornalistas durante a Festa do Livro no Palácio de Belém, tendo ao seu lado o poeta e histórico socialista Manuel Alegre, escusou-se a responder a perguntas sobre a atualidade política.
Questionado sobre as medidas aprovadas na quinta-feira pelo Governo PSD/CDS-PP, o chefe de Estado focou-se no tema da Festa do Livro e renovou o apelo aos portugueses para que “leiam, leiam, leiam”.
O chefe de Estado considerou que “ler é o melhor antídoto contra a ignorância” e que a leitura torna “uma nação mais culta, uma nação mais livre e uma nação que faz melhores escolhas”, e que é por isso “uma nação mais feliz”.
Perante nova tentativa dos jornalistas em questioná-lo sobre a atualidade política, António José Seguro comentou: “Eu compreendo e elogio a vossa inteligência em colocar a mesma pergunta de várias formas. Mas esta é a Festa do Livro, livro que permite encontros, e que nos permite ouvir, escutar com uma felicidade enorme”.
Neste contexto, o Presidente da República recorreu, uma vez mais, à imagem de um “chão comum” que é preciso saber partilhar.
“Nós precisamos de frutificar esse chão comum, porque é esse chão comum que nos permite afirmar as nossas diferenças, e as diferenças nunca devem segregar. As diferenças são dimensões de integração numa sociedade que muitos teimam em deslaçar e que nós queremos verdadeiramente cimentar”, defendeu.
Segundo António José Seguro, “é esse o significado desta Festa do Livro, é esse o significado do livro: o livro promove encontros”.
“E eu não direi mais nada, porque é muito importante passar esta mensagem muito simples: leiam, leiam, leiam”, acrescentou.