Um homem que, alegadamente, integrava uma rede que se fazia passar pelo cantor de música popular Zé Amaro e que terá burlado uma mulher levando-a a entregar-lhe, pelo menos, 150 mil euros negou esta segunda-feira ter cometido qualquer crime.

“Não conheço essas páginas de Instagram falsas [do cantor Zé Amaro], nem sei de quem são”, disse no início do julgamento no Tribunal de São João Novo, no Porto.

Perante o coletivo de juízes, o arguido referiu que nem sabe quem é o artista, por isso, tudo o que está na acusação é mentira.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), a mulher trocou, desde 2022 e durante três anos, centenas de mensagens por dia com um homem que dizia ser o Zé Amaro e com quem acreditou ter uma relação amorosa.

Ao longo desse tempo, a mulher, de 65 anos, ter-lhe-á entregado, pelo menos, 150 mil euros através de transferências bancárias, da compra de criptomoedas ou em mãos por alegados estafetas enviados pelo cantor.

O MP defende que os suspeitos monitorizavam as redes sociais à procura de vítimas e perceberam que a mulher, na altura emigrante na Suíça, era fã do cantor e, numa ocasião e com recurso à inteligência artificial, simularam uma videochamada feita pelo artista.

O arguido explicou que, à data dos alegados acontecimentos, vivia em França e era motorista TVDE e veio a Portugal buscar dinheiro da venda de um carro.

O comprador ter-lhe-á dito que o dinheiro ser-lhe-ia entregue em mãos por uma mulher no aeroporto do Porto.

O arguido, que está em prisão preventiva — medida de coação mais gravosa, indicou que, em outubro de 2025, se encontrou com a mulher, de quem lhe deram uma fotografia, pegou numa embalagem e foi embora, momento em que foi detido.

Frisou que, só depois de ter sido detido, é que percebeu que tinha sido envolvido num esquema criminoso. “Se eu soubesse que a mulher estava a ser burlada, tinha apresentado queixa”, garantiu.

[Dois meses após o desaparecimento, e já depois de o genro, Raymond Quendoz, lhes ter anunciado que ia divorciar-se dela, os Silva Pais recebem finalmente notícias da filha. Annie está bem. Recusa dar detalhes sobre o seu paradeiro mas há cada vez mais evidências de que fugiu do marido para se juntar à revolução cubana. E, se isso aconteceu, uma coisa é certa: Annie tem de ter tido a ajuda e o aval do próprio Fidel Castro. Resta apenas saber porquê. Já pode ouvir o segundo episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]