O Grupo Tata está nas mãos de uma das famílias mais ricas da Índia que, além do construtor local Tata, é ainda dona do grupo britânico Jaguar Land Rover, dos veículos comerciais Iveco e Daewoo e, ainda, dos chás Tetley, entre muitos outros interesses. Para promover o seu mais recente veículo, o pequeno e acessível Tata Aeris, o grupo optou por uma abordagem verdadeiramente surpreendente: enterrou o veículo sob 20 toneladas de terra e pedregulhos.

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O Aeris é um utilitário com menos de 4 metros de comprimento e com carroçaria de três volumes, que é proposto na Índia a partir de um valor que os condutores portugueses (e do resto do mundo) facilmente considerarão irreal. Por um Tata Aeris na versão mais acessível, equipado com um motor a gasolina, um condutor indiano paga 529.000 rúpias, um valor que parece astronómico, à primeira vista, mas que na realidade não ultrapassa 5.720€.

Apesar de barato, o Aeris continua inacessível para a maioria da população de 1,48 mil milhões de indivíduos (Portugal tem apenas 10 milhões), uma gota de água para um país com 3,3 milhões de quilómetros quadrados (Portugal não ultrapassa 92.000 km2). Mas, com um salário médio a rondar 32.000 rúpias (310€) e, sobretudo, com o rendimento mediano de 140€, os clientes têm de pensar duas vezes antes de adquirir um automóvel, exigindo que o seu esforço financeiro lhes garanta segurança e robustez.

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Para minimizar hesitações, a Tata resolveu inovar e tranquilizar o espírito dos seus potenciais compradores, submetendo o pequeno Aeris, com apenas 992 kg, a um teste que nem os grandes veículos apreciariam. O carro foi soterrado “em vida”, sendo coberto por 20 toneladas de detritos, terra e pequenas rochas, para ver até que ponto a estrutura do pequeno utilitário, com as dimensões de um Sandero, Clio ou 208, conseguiria manter intacto o espaço habitável a bordo, garantindo a sobrevivência dos ocupantes. Veja as imagens e conclua se a Tata pode convencer os potenciais clientes com este “enterro” forçado.