A 32.ª edição do CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, de sexta-feira, dia 9, a dia 17, em Seia, inclui uma programação paralela para promover o debate e a reflexão.
“Seia volta a ser o centro do cinema ambiental internacional com nove dias dedicados à exibição de filmes nacionais e internacionais que dão visibilidade e propiciam a reflexão sobre as grandes questões ambientais da atualidade”, adiantou a organização em comunicado enviado à agência Lusa.
Promovido pelo município de Seia, no distrito da Guarda, de forma ininterrupta, desde 1995, o CineEco é um dos festivais de cinema ambiental mais antigos do mundo.
Este ano, a programação paralela volta a proporcionar “espaços de encontro, debate, criação e expressão artística entre realizadores, artistas, investigadores, estudantes, profissionais do setor e público”.
Uma das iniciativas é o “Cinema em Debate”, secção que vai exibir cinco obras que “colocam diferentes questões ambientais e sociais no centro da experiência cinematográfica”.
Em cartaz estão os documentários Lições de Fogo, de John Webster; Flüssiges Gold – Was steckt im Abwasser?, de Philip Montasser; Agroecologia em Movimento, de João Frade Garrinhas; Fires and Fascism, de Pete Knapp; e Pantanal, de Sofija Korf.
O CineEco vai também dedicar sessões especiais à Serra da Estrela em Marcas da Montanha, no Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), em Seia.
No dia 16 serão exibidos os documentários Paisagens da Serra da Estrela (1921) – cópia digitalizada pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema; A Serra da Estrela (1965), A Serra da Estrela (1970) e Parque Natural da Serra da Estrela (1983), produzidos pela RTP.
Para os mais novos haverá uma sessão especial no dia 11, no auditório da Casa Municipal da Cultura, com a fábula satírica Animal Farm, de Andy Serkis, baseada no livro de George Orwell.
[Pela primeira vez em doze anos, Annie regressa finalmente a Lisboa. A revolução está nas ruas e Fernando Silva Pais está preso em Caxias. A filha vai fazer tudo para o tentar libertar, mas também vai aproveitar para festejar — e não só. Já pode ouvir “Uma ‘deusa’ no 25 de Abril”, o quarto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]
O Mercado de Filmes voltará a ser um ponto de encontro e networking entre produtores, realizadores e jovens estudantes no primeiro dia do festival, no auditório da Casa Municipal da Cultura e no mercado municipal de Seia.
“É um frente a frente entre aspirantes a realizadores e produtoras, realizadores e/ou argumentistas para a troca de ideias e apresentação de obras inéditas. Um verdadeiro “acelerador de filmes” promovido pelo CineEco”, realçou a organização.
O Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela vai também contar com as exposições de fotografia Ruralidades, de António Luís Campos, Paulo Magalhães, Miguel Proença e José Conde, e A Luz da Estrela, de Manuel Ferreira.
Já a secção não competitiva de videoarte, apresentada em formato de exposição-galeria, proporcionará uma fruição mais imersiva e contínua de obras temáticas ambientais exploradas de forma mais poética e conceptual.
A componente educativa e a literacia através do cinema são outras apostas do CineEco junto da comunidade escolar do concelho de Seia.
Além da Sessão Curtinhas, nos dias 12 e 16, a programação inclui a formação Filosofia com Cinema: uma educação em movimento dentro e fora da escola, orientada por Elsa Cerqueira, e as oficinas de experimentação e criação audiovisual Ilustrar Histórias com o Taumatrópio e Projeto Eco-Vídeos, dinamizadas por Sérgio Pereira e Laura Marques.
Em termos competitivos, a seleção oficial da 32.ª edição do CineEco tem 104 filmes a concurso – 89 dos quais oriundos de 34 países – nas seis secções do festival.
Este ano, concorreram 410 filmes, entre ficção e documentário, nacionais e internacionais, em vídeo, película ou digital.
O CineEco tem o Alto Patrocínio do Presidente da República e do Departamento de Ambiente das Nações Unidas, contando ainda com o apoio financeiro da DGArtes.
A programação é da responsabilidade de Cláudia Marques Santos, Daniel Oliveira e Tiago Alves.
No dia 11, na Quinta da Nogueira, será criado o Bosque CineEco, com espécies nativas, para que, dentro de alguns anos, possa acolher um auditório natural, construído com a própria paisagem, onde poderão ser exibidos alguns dos filmes do CineEco.
Nesse dia, realizadores e convidados do festival darão início a este projeto, num terreno em conversão para área de lazer e usufruto da população. Serão plantados 32 exemplares de espécies autóctones (pilriteiros, azereiros, bétulas e tramazeiras), um por cada edição do CineEco.