Ainda faltam quase seis meses até que a nova Linha Rosa (G) do Metro do Porto esteja em pleno funcionamento, mas na manhã de terça-feira os três quilómetros de carris entre a Casa da Música e São Bento foram testados na sua totalidade pela primeira vez. Pouco depois das 9h, o Eurotram MP011 conduzido por Albino Ribeiro participou num momento “histórico”, mais de 15 anos depois da última inauguração de uma linha na área metropolitana.
“Os veículos do Metro do Porto estão, desde a manhã de ontem, a percorrer os carris da nova linha em toda a sua extensão de cerca de três quilómetros, desde a Casa da Música (II) até São Bento (II), com passagem pelo meio nas estações da Galiza e do Hospital Santo António”, assinalou a Metro do Porto através de um comunicado.
A linha só começará a transportar passageiros no final do primeiro trimestre de 2027, três anos depois da data inicialmente prevista aquando do arranque das obras, em 2021. Além do prazo, também o orçamento fugiu às previsões iniciais. A empreitada foi adjudicada por quase 190 milhões de euros, mas o total dos custos ficará perto dos 420 milhões.
Será não só a primeira linha totalmente subterrânea do Metro do Porto, mas também a única com um trajeto “integralmente” dentro da cidade.
Os ensaios a decorrer neste momento — chamados “gabarito” — “ocorrem em marcha lenta e servem para aferir o enquadramento e a compatibilidade dos veículos com o espaço disponível na infraestrutura”, explicou a Metro do Porto. Têm como objetivo “assegurar que as composições do Metro circulam em segurança ao longo de todo o traçado da nova linha, sem interferências com as estruturas nem com os equipamentos instalados, nem com outros veículos”.
Estas provas vão durar até ao final da próxima semana, seguindo-se outros testes tanto aos veículos como aos maquinistas. “Para além destes ensaios dinâmicos, há um vasto conjunto de trabalhos e homologações a executar até estarem reunidas todas as condições, dentro de poucos meses, para a abertura comercial da Linha Rosa”.
Depois dos Eurotram — veículos que têm sido alvo de críticas constantes por parte dos passageiros devido a falhas no ar condicionado — também serão testadas no percurso da Linha Rosa algumas unidades CT (os veículos que chegaram mais recentemente à Metro do Porto).
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