O rapper Sean Combs, também conhecido por P. Diddy, teve de ser hospitalizado durante o fim de semana depois de sofrer uma lesão na cabeça na prisão onde cumpre 50 meses de pena por dois crimes de ajuda à prostituição. O incidente ocorre depois de ser confirmado um adiamento da sua data de libertação devido a mau comportamento.
A revista Hollywood Reporter adianta que Combs — rapper, produtor musical e empresário de sucesso — teve de ser transportado da prisão onde cumpre pena, a FCI Fort Dix, para um hospital na manhã de sábado, 10 de outubro, devido a uma lesão na cabeça.
Nem a natureza do incidente nem a extensão dos ferimentos foram reveladas, com o Departamento Federal de Prisões a recusar declarações à revista Deadline por “razões de privacidade, segurança e proteção”. No entanto, foi revelado que Combs abandonou o estabelecimento prisional por volta da 01h00 de sábado e regressou antes das 07h00 (horas locais), encontrando-se aparentemente consciente e a falar com as pessoas à sua volta.
Juda Engelmayer, representante do rapper, fez entretanto uma declaração à Deadline. “Estamos cientes das notícias relativas a Sean Combs e estamos a trabalhar para confirmar as circunstâncias. A saúde e o bem-estar de Sean são a nossa preocupação imediata, e agradecemos a todos os que se manifestaram”, comentou.
Esta emergência de saúde é apenas um de vários reveses que Combs sofreu nas últimas semanas. Segundo a imprensa norte-americana, o rapper foi punido por comportamentos ilícitos na prisão, por alegadamente ter obtido um telemóvel, um tablet e bebidas alcoólicas por meio de contrabando. Além disso, Combs também terá pago a um grupo de reclusos para fazer as suas tarefas, como arrumar a sua cama, limpar a casa de banho e fazer-lhe massagens.
Além de ser colocado em solitária como punição, as autoridades de Fort Dix sancionaram Combs por “conduta perturbadora”, retirando-lhe 41 dias de redução de pena por boa conduta que tinha acumulado ao longo do seu primeiro ano na prisão. O rapper — que em junho tinha visto a sua pena reduzida e a data de libertação adiantada para fevereiro de 2028, só deverá agora terminar o presídio em março desse mesmo ano.
O artista cumpre uma pena de 50 meses de prisão depois de um julgamento mediático que se prolongou por oito semanas e no qual era acusado de múltiplos crimes graves, entre eles conspiração para extorsão e tráfico sexual da ex-namorada Casandra Ventura e de uma outra vítima sob o pseudónimo “Jane”. Se tivesse sido condenado por estas acusações, arriscava uma pena de prisão perpétua.
O júri, no entanto, absolveu Combs da maior parte das acusações, sendo apenas condenado em outubro de 2025 por dois crimes de ajuda à prostituição (transporte para fins de prostituição). A sentença original era de quatro anos e dois meses de prisão, mas foram deduzidos os 13 meses que o músico já tinha passado atrás das grades, fixando o tempo restante de prisão em três anos e um mês.
Desde a condenação que a equipa legal de Combs tem tentado recorrer da decisão, sendo que o rapper nega todas as acusações. No entanto, o músico ainda enfrenta mais de 70 processos civis em todo o país.
[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]