Uma falha informática no SNS está, esta segunda-feira, a paralisar grande parte da atividade dos hospitais e centros de saúde, confirmou o Observador junto da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, da Federação Nacional dos Médicos e de vários utentes. Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde adiantam, em resposta ao Observador, que foram detetados “constrangimentos no data center da SPMS”, sem detalhar a origem da situação.
A falha informática regista-se a nível nacional, e está a afetar vários sistemas essenciais para a realização e marcação de consultas, exames ou outros tratamentos. Um dos sistemas mais afetados é a Prescrição Médica Eletrónica (PEM). Ao tentar aceder à PEM, os médicos deparam-se com a mensagem “não é possível aceder a esta página”.
Outro sistema bastante afetado é o Registo de Saúde Eletrónico, a plataforma que centraliza a informação clínica de cada utente. Por este motivo, e sem que os médicos consigam aceder ao histórico dos utentes, muitas consultas estão a ser canceladas.
“Desde as 10h que estamos sem sistema. Não conseguimos aceder à informação clínica e realizar atos clínicos em segurança”, disse, às 12h, ao Observador, a vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos.
É precisamente para essa hora que apontam os SPMS. “Registam-se, desde cerca das 10 horas da manhã, constrangimentos no data center da SPMS. O problema foi identificado de imediato e as equipas técnicas estão a trabalhar para a rápida reposição de serviços e sistemas de apoio ao SNS”, refere a instituição na mesma resposta ao Observador.
“É uma falha que está a afetar os sistemas da SPMS [Serviços Partilhados do Ministério da Saúde] dependentes dos serviços web”, adianta o presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, Xavier Barreto.
Por todo o país, há utentes que estão a ser enviados para casa. No Hospital de Vila Franca de Xira, por exemplo, um utente contou ao Observador que não conseguiu realizar uma consulta de Sono que estava marcada há meses.
No Centro de Saúde do Carregado, os utentes que tinham consultas ou tratamentos agendados foram informados de que não os poderiam realizar.
A vice-presidente da FNAM, Joana Bordalo e Sá, responsabiliza o Ministério da Saúde. “Isto é inaceitável, é algo recorrente. Nada está a ser feito para prevenir e evitar que isto aconteça. Isto é da inteira responsabilidade do Ministério da Saúde”, defende.
Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, que gerem os sistemas informáticos do SNS, garantem que cerca das 12 horas já alguns sistemas informáticos estavam a ser repostos. Em maio, uma outra falha informática semelhante tinha condicionado o funcionamento dos hospitais e centros de saúde do SNS.
[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]