A PSP está atenta a contramanifestações que estão a ser promovidas nas redes sociais para recrutar pessoas para atacarem os manifestantes nos protestos pela habitação deste sábado. Questionada pelo Observador, fonte oficial da PSP “reafirma que o exercício dos direitos de reunião e manifestação é enquadrado pela lei, não podendo ser confundido com a prática de atos ilícitos, os quais serão objeto da atuação legalmente prevista.”

A mesma fonte explica que “perante este tipo de informação” (mensagens a apelar a esses ataques), “a PSP procede à avaliação dos elementos disponíveis, tendo em consideração a natureza das convocatórias, os locais referenciados e os eventuais riscos para a segurança de pessoas e bens.” Depois disso, garante a PSP, “em função da avaliação efetuada, serão desenvolvidas as diligências consideradas adequadas, em articulação com as entidades competentes, com o objetivo de prevenir a ocorrência de ilícitos criminais e garantir a segurança e a ordem públicas.”

A PSP explica ainda que não comenta “eventuais diligências de investigação, processos de identificação de pessoas ou medidas de natureza operacional”, de forma, precisamente, a não comprometer a eficácia da sua atuação.”

A PSP está assim atenta a acompanhar todos os cenários que possam prejudicar o normal desenvolvimento do direito de reunião e manifestação, de forma a evitar incidentes, em coordenação com as restantes entidades competentes.