O Governo afastou reajustar o modelo de operação da linha circular do Metro de Lisboa antes da abertura prevista para o primeiro trimestre do próximo ano, porque as pessoas “esperam há nove anos” por esta expansão da rede, explicou a secretária de Estado dos Transportes.

“A decisão estava tomada quando chegámos” ao Governo em 2024, explicou Cristina Pinto Dias no Parlamento. A governante voltou a invocar os estudos pedidos mais recentemente pelo Metropolitano sobre a possibilidade de combinar a operação circular das linhas verde e amarela com um serviço em laço que permitiria servir melhor os utentes que entram em Telheiras ou nas estações da linha amarela entre a Quinta das Conchas e Odivelas.

A demora de mais de 18 meses na conclusão da expansão da rede, devido à necessidade de ajustar os sistemas de sinalização, e um investimento adicional de 18 milhões de euros levaram a empresa e o Governo a deixar cair este cenário no horizonte temporal apontado para a abertura do troço.

Mas esta decisão “não invalida a outra”, afirmou a propósito da abertura manifestada pelo ministro das Infraestruturas a alguns autarcas da região de Lisboa para este tema. “Vamos entregar a obra com a linha circular e estudar a possibilidade de o laço ser operado em regime de complementaridade”.

A secretária de Estado dos Transportes, que falava no quadro da discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2027, não se comprometeu com prazo para este estudo.

O investimento de 379 milhões de euros vai ligar as linhas verde e amarela construindo um troço entre Cais do Sodré e o Rato.