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Augusto Santos Silva aceitou tomar uma bica com o Observador no átrio da Exposalão, onde decorre o congresso do PS na Batalha. Bica não, “um cimbalino”, fez questão de corrigir este socialista do Porto que foi o principal responsável por neste congresso se ter travado um debate sobre o posicionamento ideológico do partido. Escreveu um artigo a reposicionar o PS ao centro, mas ao mesmo tempo diz que a atual solução política deve ser renovada, se os resultados eleitorais o permitirem.

Na conversa com o Observador, o socialista disse que o que fez e detonou um debate intenso no partido foi apenas “uma síntese onde se podem rever do ponto de vista doutrinário e ideológico grande parte dos militantes do PS”. Mas o que escreveu há mais de um mês também deixava nas entrelinhas a ideia de não voltar a repetir-se a solução governativa atual. Ou talvez não.

Quando diz que o PS não deve oscilar entre extremos pode deduzir-se que a atual solução não se deve repetir?
Não. quando escrevi que os movimentos pendulares são naturais e servem para irmos encontrando novas fórmulas, escrevi que não devem ser oscilação entre extremos. Isto quer dizer que o PS não deve abandonar o grande espaço político que é o seu o que, dependendo dos gostos, das terminologias e das formulações uns chamam de centro de esquerda, outros de socialismo democrático, outros de esquerda democrática e outros de trabalhismo.

E é tudo a mesma coisa?
Para mim é.

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