Surgiu há dias a notícia sobre uma descida na criminalidade em Lisboa, prontamente comentada pelo presidente da câmara, Carlos Moedas, que afirmou que “é preciso ver o que se está a passar na cidade” (o mesmo que no ano passado tinha já abordado a questão). Em dezembro, o primeiro-ministro Luís Montenegro referia-se a “perceções que todos temos” sobre um “sentimento de insegurança”, a propósito de uma “operação especial de prevenção criminal” na Rua do Benformoso, em Lisboa, que causou polémica. Entre os dois momentos, o diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves, dizia não haver uma relação entre criminalidade e aumento de imigração, utilizando os termos “perceção”, “desinformação” e “fake news”. E, muito recentemente, também o Turismo de Lisboa usou o mesmo conceito, referindo-se à “perceção” de segurança junto dos turistas.
Esta palavra, que também no ano passado foi destacada pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses, tem sido das mais presentes no circuito mediático, nomeadamente na agenda política, e figura no título do livro agora publicado em Portugal da autoria do professor de Políticas Públicas e diretor do Policy Institute do King’s College em Londres, Bobby Duffy. Em Os Perigos da Percepção (ed. Zigurate), Duffy analisa os “comportamentos de perceção enviesada” por parte dos decisores públicos, mas também dos cidadãos. Os muitos dados apresentados nesta obra, publicada originalmente em 2018, abordam temas como a imigração, a sexualidade dos jovens, a felicidade, o investimento das famílias, a fortuna dos 1% mais ricos ou a pobreza extrema. Apresenta exemplos de perceções diferentes da realidade, elencando números relativos a um leque extenso de países (Portugal não está incluído).
Há, segundo este investigador, duas grandes razões para descurarmos os dados e a ciência: o facto de a emoção se sobrepor à razão e a fraca qualidade da informação veiculada tanto pelos média como pelos políticos. Para Bobby Duffy, com 30 anos de experiência no estudo de políticas públicas, que chegou a fazer da unidade de estratégia de Downing Street e que escreveu entretanto um novo livro, Generations – Does When You’re Born Shape Who You Are? (de 2021, sobre mitos e estereótipos em torno das tendências geracionais), existem em Os Perigos da Percepção vários pontos essenciais a reter: as visões extremadas não estão a ganhar em todas as frentes, as coisas não estão tão más política, social e economicamente como parecem, os factos são importantes para as pessoas mas precisam de ser narrativizados. Para invertermos esta lógica percetiva, é fundamental questionarmo-nos sobre se a nossa reação face à realidade não estará a ser condicionada por aquilo em que já acreditamos.
▲ A capa de "Os Perigos da Percepção", de Bobby Duffy, na edição portuguesa da Zigurate
De acordo com este livro, as emoções sobrepõem-se aos factos no que diz respeito à perceção da realidade. Temos vindo a definir a verdade de formas diferentes ao longo das décadas, nomeadamente desde o fim da II Guerra Mundial?
É importante começar por responder com alguns dados. Não há muitos, a longo prazo, mas há alguns, principalmente nos EUA, que vão até aos anos 60, aos anos 50, sobre taxas de desemprego, taxas de crime e outros tópicos relacionados. A verdade é que não estamos muito melhores agora a percecionar as realidades do que estávamos naquela época. A um certo nível, poderíamos estar muito dececionados com isso, porque poderíamos pensar que estamos mais educados agora, que há mais informação disponível, que as pessoas deveriam ser mais assertivas nas suas visões. Mas, pelo menos, não se tornou muito pior. Acho que o que mudou – e entra aqui a emoção – foi o facto de as políticas de identidade se terem tornado muito mais acentuadas. A questão já não é tanto sobre a nossa perceção sobre a realidade, mas o quão fortemente essa perceção da realidade define a nossa identidade, que está ligada às nossas visões políticas. Com as perceções, geramos barricadas. Com as emoções, escolhemos lados. É assim tão difícil ver os factos? Sabemos que, uma vez tomada uma posição a que estamos emocionalmente ligados, vemos as realidades de uma forma diferente. Enfatizamos a informação que se encaixa com a nossa visão da realidade e renunciamos a informação que vai contra essa visão. É o clássico viés da confirmação. Acho que, em muitos países, a identidade tornou-se muito mais próxima da cor política: “Está do meu lado ou está do lado contra mim”. Os EUA são o arquétipo disso, mas já se vê ecos disso em muitos países.
Pode relacionar-se o grau de enviesamento da perceção da realidade com as condições de vida das pessoas? Em contextos de crise económica os vieses tendem a ser maiores?
Sim. Uma vez mais, é importante ver a questão pelo prisma da identidade. É sobre polarização. Em tempos de stress económico, as pessoas estão mais pressionadas e mais focadas nos seus próprios valores de segurança. Há muitos estudos que mostram que, em contexto de crescimento económico, mudamos de valores de segurança para valores de expressão pessoal. Os valores de segurança são literalmente estar seguro, mas também economicamente seguro. A expressão pessoal é mais sobre ser mais tolerante e aberto aos outros e ao que têm a dizer. Quando os bons tempos económicos estão sob ameaça, ou se vive tempos maus, como agora, regressamos àquela visão de segurança de “nós versus os outros”. Quem é que está a tirar proveito disso? É neste modelo de polarização que é preciso pensar para entender realmente a questão.
É possível definir as condições para que haja uma sociedade polarizada?
Há três elementos. Para uma sociedade ser polarizada, precisamos de ter uma sensação forte de identidade, de que somos parte de um grupo. Em segundo lugar, precisamos de ter uma sensação forte de que há outro grupo com quem não nos identificamos ou concordamos com. E o terceiro elemento que geralmente aparece são esses enviesamentos de perceção: em sociedades muito polarizadas, as pessoas vão ver as mesmas realidades de forma diferente, dependendo de que lado estiverem. Geralmente, esses enviesamentos são um sintoma intermédio do problema mais amplo da polarização: a forma como vemos a realidade pode ser um dos indicadores de divisão na sociedade. Outro indicador é: não gostarmos do outro lado, independentemente de concordarmos ou não com eles. O que muitas vezes se vê é que não há assim tanta diferença de atitude sobre problemas específicos por parte de diferentes grupos políticos. Há até imenso em comum, simplesmente não gostam uns dos outros, ou não confiam uns nos outros, ou não têm os outros grupos em tanta consideração como o seu próprio. Se os tempos forem bons, as pessoas estão mais abertas. Se os tempos forem maus, as pessoas retraem-se e sentem que têm de estar do lado dos seus.
O medo e o ódio têm, portanto, um papel importante nessas noções de identidade e polarização?
Exatamente. Medo, ódio, ressentimento, todas essas coisas. É interessante, a realidade deveria ser sobre factos, mas é entendida segundo motivações emocionais e de identidade.
Alguns investigadores defendem que a crise económica é o novo normal. A ideia de que isso sempre será assim é também uma perceção enviesada? Há interesses para que tal teoria se mantenha?
Absolutamente. Um dos temas-chave do livro é esse: temos esse sentimento, esse enviesamento, que nos faz pensar que tudo está a ir por água abaixo e que o passado foi melhor do que realmente foi. É humano fazermos uma triagem do passado e deixarmos de lado as coisas más, mas o desafio é deixarmos de pensar que o presente e o futuro são piores do que realmente são. Estamos sempre a pensar que os níveis de crime estão a subir, por exemplo, mesmo quando estão a descer. Pensamos que os ataques terroristas estão a subir quando estão a descer. Os políticos, que têm agendas junto dos média e de outros agentes, sabem disso, sabem que podem jogar com o medo de que está tudo a ficar pior. Temos que ter muito cuidado com isso, porque ceder a essa sensação de que tudo está a ficar pior abre, inevitavelmente, espaço para as pessoas que dizem “vamos deitar o sistema abaixo e fazer algo totalmente diferente”.
É aí que o líder autoritário entra?
É aí que a mensagem de um líder forte e autoritário chega a casa das pessoas, sim: “Não está a funcionar, precisamos de tentar algo diferente”. E é uma questão complicada, porque a verdade é que têm sido tempos realmente difíceis para as pessoas. A estagnação dos salários por muito tempo, os aumentos de riqueza concentrada em poucas pessoas. A grande maioria das pessoas não sentiu os benefícios do crescimento. Então, viram-se para outras esferas da vida como é o caso da imigração e, por causa desse sentido de identidade, culpam os outros pelo problema.
Esta questão das perceções enviesadas também pode abordar questões privadas, aspetos não necessariamente sociais ou coletivos?
Claro. De novo, outra conclusão importante do livro: não dizer que os factos são inúteis para as pessoas. Os factos são importantes para as pessoas, mas, para a maioria das pessoas, precisam de ser acompanhados de uma história. Factos e narrativas não são opostos, como por vezes é retratado. Precisamos de poder contar uma história e engajar as pessoas com os números, não contra eles. É interessante perceber que há algumas coisas que as pessoas entendem bem: no Reino Unido e em outros países onde o estudo foi feito, as pessoas sabem qual é o salário médio, porque é algo que veem nas notícias e é algo muito relevante para elas. A questão é que têm vidas ocupadas e vão sendo empurradas para problemas mais imediatos. Há que facilitar o entendimento das coisas às pessoas, para que possam fazer uma boa escolha mais facilmente.
No livro escreve que são os países sul americanos a encimar a estatística em termos de enviesamento para com os números da imigração, que têm números altos de emigração. Há alguma explicação?
Temos a Argentina e o Brasil no topo. Estes são países que tiveram os seus próprios stresses económicos e a sua liderança tem-se focado em garantir, através de um discurso bastante forte, que a população nacional é cuidada. Isso é um indicador de resposta emocional, mesmo que a escala da imigração real não seja tão grande, particularmente em países como o Brasil. Mas há muitos países que estão muito errados sobre esta questão. Há um paralelo interessante no Reino Unido, onde as regiões que estão mais preocupadas com a imigração são as que têm o nível mais baixo de imigração. Logo, é uma questão sobre o medo e a preocupação com a mudança, que não é assim tão real.
Em Portugal, o partido de extrema-direita acabou de ser apanhado de novo a forjar a arte gráfica de jornais nacionais de referência para veicular notícias falsas. A falta de ética na narrativização dos dados é desculpabilizada porque a atitude já é esperada? A ciência consegue explicar esta reação?
Não sei se tenho uma resposta completa em termos de investigação científica para dar. É um fenómeno novo e levará tempo para entendê-lo. Penso que os seus instintos nesta pergunta são muito bons, ao fazer essa co-relação. Do ponto de vista da Ciência Política, está a falar da Janela de Overton [que descreve o espectro de ideias toleradas no discurso público] e de como ela muda com o tempo: o que é aceitável e o que não é. Vivemos, definitivamente, num período em que a degradação dos média, que inclui meios de comunicação social e redes sociais, mudou a janela relativamente ao que é aceitável ou não. Com o tempo, as pessoas ficam cansadas, ficam imunes ao choque. As coisas que antes seriam chocantes, são-nos agora menos. É assim que as normas mudam. O seu segundo instinto com esta pergunta é sobre a natureza dos apoiantes desses grupos anti-establishment. Estas pessoas acham que os meios de comunicação social e os políticos mentem, encobrem as coisas. Veem os grupos em que estão inseridos como um meio para um fim, como uma forma de derrubar algo a que se opõem veementemente.
As visões extremistas sabem algo sobre comunicação que o resto do mundo não sabe?
Temos de colocar em contexto essa ideia de que as visões extremas estão a ganhar em todos as frentes. Isso não é verdade. Em termos de perceção da realidade, temos tido um governo centro-esquerda, que regressou ao Reino Unido nos últimos nove meses com uma grande maioria, que parece instável e imprevisível. E também temos visto o crescimento de posições mais extremadas nos Estados Unidos. Mas mesmo os Estados Unidos estão muito divididos. Não há uma vitória sólida para as pessoas que querem posições mais extremadas. No meu livro anterior, Generations, olho para as tendências a longo prazo no que diz respeito à aceitação de pessoas de sexualidades, religiões e etnicidades diferentes e elas estão a percorrer um caminho progressivo liberal, em quase todos os países do Ocidente.
E o recuo é pequeno, em termos de fluxo de pessoas a ir na direção oposta.
Tenho produzido bastante trabalho na área das guerras culturais na política. Quando perguntamos às pessoas as suas opiniões sobre mudanças na cultura e na política, a maioria delas situa-se no meio. As pessoas não estão assim tão exercitadas a pensar sobre essas coisas, estão muito menos focadas nesses tipos de problemas. Logo, estão muito mais abertas a fazer compromissos. As respostas que se situam nos extremos são apenas uma pequeno fração, que os média e as redes sociais amplificam. Não são representativas de como a maioria das pessoas está a viver a sua vida e de como está a pensar. Não nos podemos esquecer de que as nossas perceções também estão a ser influenciadas pelas narrativas dos média, incentivados para se focarem em visões extremadas para obterem reações, para obterem cliques, para obterem visualizações. Temos uma perceção de maior divisão da que realmente existe, nos nossos países.
▲ A capa de "Generations: Does When You’re Born Shape Who You Are?", livro de Bobby Duffy publicado em 2021
As pessoas colocarem-se cada vez em mais em gavetas em termos identitários tem ajudado a essa polarização? Ou esta também é uma perceção enviesada?
Entendo o que quer dizer. Há muito trabalho científico a mostrar que os EUA são atípicos nessa polarização excessiva. É um sistema forte de dois partidos, em que se pode estar de um lado ou do outro, e muito está a ser canalizado para essas identidades. Quando falamos de guerras culturais nos EUA, há um conceito chamado “extensão de conflitos”, que é quando se começa com uma ou duas linhas divisórias entre grupos – pode ser o aborto, o acesso às armas – e os lados se embrenham cada vez mais nesses temas, ao longo do tempo e através das elites políticas, fazendo disso uma questão de identidade. As alterações climáticas ou a identidade de género são outros exemplos. Chega-se cada vez mais ao ponto em que se consegue prever as visões de uma pessoa, sabendo apenas a sua identidade política. Então, ao invés de termos muitas caixinhas, temos duas grandes caixas em que tudo foi colocado junto. Os EUA são o exemplo máximo disso, mas vemos o extremismo a crescer em muitos países multipartidários, o que dá espaço a partidos de extrema-direita ou de extrema-esquerda para se implementarem.
Falava em termos mais culturais do que políticos, se é que podem ser separados.
Uma coisa importante para nos determos é que, fora dos EUA, há uma variedade de visões dentro das identidades políticas, como é o caso do Reino Unido, onde não se consegue prever tão bem qual é a visão das pessoas sabendo apenas se são trabalhistas ou conservadoras. Infelizmente, a conclusão tanto deste livro O Perigo das Percepções como do Generations é que temos de contar com os nossos líderes políticos para não encorajarem esse sentido de divisão simplista, que devem estar do nosso lado em todas as coisas. Um dos verdadeiros custos das guerras culturais é que a lealdade se tornou mais importante que a competência. Vemos isso no tipo de líderes que são colocados em lugares importantes, nesses países de acentuada divisão cultural. Não é acerca de eles serem bons no trabalho, é acerca de eles serem leais à linha hierárquica. E isso é um grande problema para os países.
A lealdade torna-se mais importante que a justiça?
Exatamente. Quando a lealdade se transforma num teste, tudo o resto está em perigo.
Como indivíduos, perdemos as nossas mentes críticas?
Como disse antes, as tendências de longo prazo mostram que não estamos piores. A nossa capacidade de pensar criticamente não mudou e provavelmente até melhorou. O panorama da informação é que mudou de forma irreconhecível. E nós não acompanhámos, não nos preparámos para mitigar esse impacto. Não fomos treinados para tal. Estávamos todos muito otimistas com a internet em geral, que nos aproximaria mais da verdade. Mas esquecemo-nos de todos os vieses humanos, de todas as motivações das pessoas que usam esse ambiente digital. É um espaço não estruturado, não regulado. E nós não conseguimos evoluir rápido o suficiente para acompanhar.
Além de narrativizar os dados, de ter e exigir ética às narrativas, de ter comunicação social com mais qualidade e redes sociais mais reguladas, que mais podemos fazer para inverter esta tendência das perceções enviesadas?
Há coisas que podemos fazer individualmente. Temos de começar por tomar consciência destes vieses. Devemos questionar-nos sobre se a nossa reação face à realidade está a ser condicionada pelas nossas crenças. Isso é importante. A culpa não é toda do panorama informativo, é também da forma como a informação interage com os nossos vieses e com o nosso auto-questionamento. Achar que as coisas não estão tão más como parecem também é um bom início. E ter consciência de que as emoções têm um papel na nossa visão da realidade. Algo de pouco habitual capta a nossa atenção e fá-lo porque é extremado. Há histórias concretas de crime nos média e as pessoas generalizam-nas, dizendo que é um problema de toda a sociedade. Podemos também tentar procurar ativamente diferentes fontes de informação. Não sermos sugados por essa confusão que são os algoritmos, que nos mostram aquilo que acham que devemos estar a ver.
E como é que a inteligência artificial entra aqui?
Escrevi sobre deepfakes quando eram ainda uma teoria, mas agora são uma realidade. O seu efeito pernicioso fez-me pensar: não se trata apenas de nos enganar com uma dada coisa, mas de nos fazer pôr em causa toda a realidade. Se não sabemos se algo é real ou não, não se trata tanto de questionar se uma declaração de alguém está a ser falsificada. É mais sobre a vez seguinte, em que alguém está a fazer uma declaração verdadeira e podermos não acreditar nela. Esse questionamento da realidade é muito 1984 [livro distópico do britânico George Orwell, de 1949], é muito preocupante para o futuro.
E o papel do fack-checking?
Não que vá resolver o problema, mas precisamos de continuar a fazer fact-checking. As instituições precisam de continuar a lembrar às pessoas que, apesar de ser uma parte importante da higiene dos ambientes de informação, isso não resolve tudo. São etapas. Quando as pessoas se encontram presencialmente, são muito mais compreensivas, muito menos divididas do que pensamos. Não é uma resposta a tudo, mas é importante haver democracias mais deliberativas, que tragam mais pessoas para as discussões e as decisões, ao invés de um modelo de líder forte que faz todas as decisões centralmente. O nosso contraponto tem de ser esse: assembleias de cidadãos, mais controlo local, todos esses tipos de coisas. Eu sei que têm as suas limitações, mas, uma vez mais, há que tentar trazer mais pessoas para se conectarem.
Está otimista?
Tento ser. Uma coisa é certa: a nossa perceção é enviesada ao considerar que as coisas estão piores do que realmente estão.
E a História tem-nos mostrado que todos os ciclos têm o seu fim.
Infelizmente, sou menos otimista do que já fui. O mundo anda particularmente agitado. O que é preocupante é se iremos precisar de passar por outra crise para chegar ao fim deste ciclo. Essa hipótese parece ser cada vez mais possível, apesar de não ser certa.