Carlos Moedas reagiu aos números que apontam para uma queda da criminalidade (quer geral, quer grave e violenta) em 2024 no concelho de Lisboa, afirmando que, a confirmarem-se, são “uma excelente notícia para a cidade”. Ainda assim, o autarca lembrou que é preciso “ver o que se está a passar na cidade”, recordando que “na semana passada houve pelo menos quatro alegadas violações” e no ano passado um “triplo homicídio à queima roupa em Santa Apolónia”.
Após agradecer a colaboração entre a Polícia Municipal e a Polícia de Segurança Pública (PSP), o presidente da Câmara de Lisboa foi questionado sobre as declarações que fez no início do mês em que falava em “mais crimes violentos na cidade” e, dizendo não ver necessidade de se retratar, explicou que se referia à forma como os crimes são praticados: “Aquilo que eu disse foi que os crimes estão a ser praticados de forma mais violenta. Falem com a PSP, falem com as pessoas.”
Criminalidade em Lisboa regista a segunda maior descida dos últimos 10 anos
“Eu insisto que os crimes que são praticados nesta cidade neste momento têm um grau de violência diferente”, reiterou, notando que ter “assaltos à mão armada” por um relógio “não é normal” e que “ter casos como estas violações também não é normal”. Por isso, salientou Carlos Moedas, a forma como os crimes são praticados é “completamente diferente do que era há cinco anos”.
Ao analisar os números que esta terça-feira foram conhecidos (que considera não serem “oficiais”), e que apontam para uma diminuição na criminalidade em Lisboa, Carlos Moedas disse que é “bom saber que a média baixou”, mas olhou para casos concretos que continuam a ser “preocupantes”. É o caso da freguesia de Santa Maria Maior, que em 2023 apresentou “o maior valor da década”, com 5.994 crimes participados à PSP.
[Os números] ao terem descido entre 2023 e 2024 não nos podem deixar descansados. Há muito trabalho a fazer.”
Defendendo que Lisboa “é uma cidade segura”, o autarca lembrou que os dados divulgados pelo Diário de Notícias não podem ser uma desculpa para dizer que não são necessários mais polícias na capital. “Vou continuar a lutar por mais polícia em Lisboa”, afirmou, acrescentando que existem comerciantes na Avenida da Liberdade que têm medo de sair à noite e falando em alguns crimes que “nem são reportados à polícia” e que, por isso, não estão “nas estatísticas”. “Isto está a acontecer, agora pode até ser em número menor.”
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