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Pedro, Ana, Leo, João, Daniela e Malik organizaram a Lisbon AI Week, que arranca no próximo sábado
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▲Pedro, Ana, Leo, João, Daniela e Malik organizaram a Lisbon AI Week, que arranca no próximo sábado

FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVA

▲Pedro, Ana, Leo, João, Daniela e Malik organizaram a Lisbon AI Week, que arranca no próximo sábado

FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVA

Eles querem fazer de Lisboa a capital da inteligência artificial durante uma semana

De 1 a 9 de novembro, Lisboa será ponto de encontro de empreendedores, líderes tecnológicos e entusiastas da Inteligência Artificial. E esta é a equipa que está  a organizar a Lisbon AI Week.

“Entre uma sardinha e um D. Rodrigo.” A resposta imediata de Ana Matos quando questionada sobre como se envolveu na organização da Lisbon AI Week confirma a ideia de que, em Portugal, muitos projetos e negócios surgem às refeições. Do outro lado da mesa estavam Leo Xavier, Chief Technology & Innovation Officer (CTIO) do Observador, e Pedro Rodrigues, AI Engineer na Supabase. É deles a ambição — a partir de uma ideia de Leo — de criar na capital portuguesa um evento que juntasse tecnologia, inovação e criatividade em torno da Inteligência Artificial.

“Gostávamos de ter mais impacto na sociedade, de trazer para Lisboa projetos, empresas e talento, que possam acrescentar muito ao nosso conhecimento e à nossa aprendizagem”, diz Ana, Growth Associate da Google Irlanda.

E é com esta motivação que a equipa, que trabalha em regime de voluntariado, está a montar a primeira edição da Lisbon AI Week, uma iniciativa que nasce da vontade de unir o ecossistema tecnológico, artístico e científico em torno da IA. São sete pessoas, entre os 24 e os 42 anos, unidas pelo propósito de “afirmar Lisboa e Portugal no mundo da tecnologia, e mostrar que aqui se fazem coisas extraordinárias, com talento extraordinário”, diz Malik Piara. O Product Manager & Design Engineer juntou-se à equipa a convite de Pedro Rodrigues e, além de organizar um dos eventos da semana, tem também a missão de coordenar a equipa de voluntários que dará apoio às dezenas de iniciativas que durante nove dias decorrem um pouco por toda a cidade.

  • Daniela Correia, Diretora-adjunta de assinaturas do Observador
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  • Pedro Rodrigues, AI Engineer da Supabase
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  • Malik Piara, Product Manager & Design Engineer
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  • João Gaspar, web designer do Observador
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  • Leo Xavier, Chief Technology & Innovation Officer do Observador
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  • Ana Matos, Growth Associate da Google Irlanda
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Conferências, demonstrações e hackathons, encontros informais e festas temáticas, concebidos para promover o diálogo entre diferentes comunidades e estimular a criação de novas ideias são alguns dos eventos que o público da Lisbon AI Week pode escolher.

Entre os eventos agendados há, por exemplo, a AI Agent Demo Night, organizada pela PostHog, que abre a semana no Tribe Social Club, no Chiado, ou um encontro de programadores, no dia 5 de novembro, nos escritórios da Cloudflare, em Alcântara.

Já no dia 7 de novembro, a MCPconference Lisbon reunirá engenheiros e programadores no espaço O Clube – Tazte Secret Spot (em Monsanto), data em que terá início uma hackathon de 24 horas liderada por estudantes e organizada pela NOVAe, no AI Hub, em Alvalade. No dia 8 de novembro, a Supabase apresenta também a Lisbon AI Hackathon, que decorrerá até ao dia seguinte no Kube Coworking Space. A fechar a semana, há festa pré-Web Summit no Unicorn Factory Lisboa — Beato Innovation District.

Cruzar ideias e fazer pontes entre quem trabalha na área da tecnologia dentro e fora de Portugal é o modelo na génese de todo este projeto, que nasce inspirado em algumas iniciativas nas quais Leo Xavier esteve anteriormente envolvido. “Já fazia parte da organização da Lisbon AI, a conferência [que decorre a 3 e 4 de novembro, também em Monsanto, dirigida a engenheiros, criadores e programadores, com o objetivo de colocar Lisboa no mapa, mas depois surgiu a oportunidade de criar uma semana de eventos temáticos, porque há muito interesse à volta da inteligência artificial”, explica o CTIO do Observador. “A nossa ideia inicial era organizarmos em conjunto um evento satélite da conferência, mas percebemos que havia muito potencial além disso”, acrescenta Pedro Rodrigues.

O objetivo é sair do registo exclusivamente profissional, democratizar o acesso à IA e “mostrar as diferentes facetas do impacto desta tecnologia na vida das pessoas”, diz Leo Xavier, um dos organizadores. 

O objetivo é sair do registo exclusivamente profissional, democratizar o acesso à IA e “mostrar as diferentes facetas do impacto desta tecnologia na vida das pessoas”, diz Leo Xavier, que, trouxe algumas pessoas da equipa do Observador, parceiro principal desta iniciativa: a diretora-adjunta de assinaturas, Daniela Correia, e o designer João Gaspar juntaram-se assim ao grupo de coorganizadores. “Tem sido uma experiência muito interessante, que me permite fazer coisas diferentes e trabalhar uma marca nova”, revela o web designer responsável por todos os materiais gráficos do evento.

De mais longe chegou Daniel Zaltsman, responsável pela organização de eventos na PostHog, que vê Portugal como um potencial hub tecnológico, com um papel importante a nível europeu. “Portugal está provavelmente no Top 5 das cidades europeias com mais tecnologia, mas acredito que deveria estar entre as três principais”, diz o nova iorquino, que se mudou para Lisboa há dois meses e na mala traz a visão e a experiência que acumulou nos Estados Unidos.

▲ Os organizadores da Lisbon AI Week, fotografados no Bairro de Alvalade, em Lisboa, a 23 de outubro (apenas Daniel Zaltsman não conseguiu estar na imagem de grupo)

FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVA

Sobre expectativas para a Lisbon AI Week, Daniel gostaria que o evento pudesse contribuir positivamente para cada participante, seja qual for o seu nível de conhecimento sobre a IA. “Seja quem está curioso sobre esta tecnologia, quem está desconfiado porque ouviu dizer que é estranha ou perigosa, ou quem acha que é a coisa mais incrível do mundo, pode encontrar certamente um evento e um tema para explorar e aprender”.

E porque a colaboração e a co-criação fazem parte do modelo da Lisbon AI Week, os cerca de trinta eventos que decorrerão ao longo da semana resultam de ideias propostas por diferentes empresas e instituições através do site da iniciativa. “Somos apenas curadores e selecionámos os eventos que mais se adequam ao espírito desta semana porque as propostas foram cerca de 60”, diz Leo Xavier. “Não temos apenas eventos puramente tecnológicos, mas também de aplicação prática da IA fora deste contexto, e isto é fruto do trabalho desta equipa multidisciplinar”, complementa Pedro Rodrigues.

▲ Conferências, demonstrações, encontros informais e festas temáticas, para promover o diálogo entre comunidades e estimular a criação de novas ideias são alguns dos eventos que o público pode escolher

Por isso, seja à mesa, num palco ou num cowork em Alvalade, a Lisbon AI Week convida todos — curiosos, criadores, programadores e pensadores — a fazer parte de uma conversa ampla sobre o futuro. É uma oportunidade para descobrir, partilhar e cocriar num ambiente onde a tecnologia se cruza com a cultura, e onde Lisboa se afirma como um ponto de encontro global para quem acredita que a inovação começa com pessoas. Como diz o slogan do evento, “esta não é apenas uma semana de IA, é Lisboa a reescrever o futuro, uma ideia de cada vez”.

Para participar – há alguns eventos pagos, mas a maior parte são gratuitos – não é preciso ser especialista em IA: basta procurar os temas com que mais se identifica para assegurar o lugar.  O calendário de eventos da iniciativa, que conta com o apoio do Observador, está disponível no site da Lisbon AI Week.

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