O percurso dos estudantes inicia-se em três licenciaturas de forte vocação prática, desenvolve-se através de sete especializações de mestrado e dois programas de doutoramento, promovendo uma formação contínua e interdisciplinar. A excelência deste ecossistema é reforçada pelo CITAR – Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes e pelo Católica Art Center, plataformas de investigação e produção artística que projetam a Escola no contexto nacional e internacional.
Além de preparar os estudantes para a realidade profissional atual, a Escola das Artes procura antecipar os desafios que irão transformar as profissões criativas. Para isso, a instituição tem vindo a reforçar as parcerias com instituições culturais, a nível nacional e internacional, bem como a ligação às indústrias criativas para que, como refere Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes, os estudantes trabalhem “em contextos reais e em diálogo com os desafios contemporâneos”. Embora distintos entre as diferentes áreas de formação, estes desafios têm um denominador comum: a necessidade de acompanhar uma realidade artística e tecnológica em constante evolução.
Criada em 1996, a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa nasceu com o propósito de oferecer uma formação de excelência nas áreas da conservação e restauro, do audiovisual e dos novos média. Sediada no Porto, nas últimas três décadas a instituição tem vindo a afirmar-se como uma das principais escolas artísticas universitárias portuguesas. O segredo? A consistência na integração de teoria, prática, investigação e promoção das artes.
“A nossa estratégia tem passado por integrar, de forma consistente, ensino, investigação e criação artística. Procuramos que a Escola seja simultaneamente um espaço de formação, um centro de produção de conhecimento e um lugar de experimentação artística e apresentação pública”, conta Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes.
Três licenciaturas, a mesma identidade
A Escola das Artes foi pensada para todos aqueles que se interessam pelo património artístico e cultural antigo e contemporâneo. Com uma formação teórico-prática diversificada e posicionando-se na vanguarda da utilização das tecnologias digitais, a instituição oferece três licenciaturas: Cinema, Som e Imagem e Conservação e Restauro.
Como explica André Baltazar, coordenador da licenciatura em Som e Imagem, são as três “muito distintas, mas unidas por uma forte dimensão prática, interdisciplinar e de investigação artística.”
As três licenciaturas partilham uma mesma filosofia pedagógica: a aprendizagem através da prática, da experimentação e do contacto permanente com a investigação e a criação artística. O foco da Escola das Artes é o desenvolvimento em cada um dos seus estudantes de uma identidade artística, através da conjugação do pensamento crítico com a capacidade técnica.
As licenciaturas da Escola das Artes
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Conservação e Restauro – distingue-se pela combinação entre conhecimento científico, património e intervenção artística prática. A licenciatura privilegia o trabalho em diferentes contextos, como oficinas, laboratórios ou in situ, de forma a promover as competências multidisciplinares e a capacidade de adaptação.
Som e Imagem – caracteriza-se pela sua natureza híbrida, oferecendo aos estudantes um vasto leque de saídas profissionais. O curso cruza quatro áreas de saber – new media art, som, animação e vídeo -, preparando os alunos para um mercado em rápida transformação onde a convergência entre áreas é cada vez mais importante.
Cinema – centra-se na criação cinematográfica enquanto linguagem artística, oferecendo uma formação diferenciadora. O curso apresenta um modelo inovador de ensino através de projetos, onde as diferentes etapas e funções são abordadas. O objetivo é formar perfis artísticos e profissionais criativos e com cultura de pensamento crítico.
Para além da especificidade de cada licenciatura, a experiência dos estudantes é marcada por um modelo de ensino que privilegia a proximidade, a experimentação e o contacto permanente com uma vasta e diversificada comunidade artística. A Escola das Artes conta com um corpo docente e científico altamente qualificado, bem como com a presença constante de artistas, realizadores, criativos e especialistas nacionais e estrangeiros que reforçam a ligação do mundo académico à realidade profissional.
A esta proximidade juntam-se instalações pensadas de raiz para o ensino artístico, equipamentos de excelência e um acompanhamento personalizado dos projetos. Estes fatores reforçam a componente prática da formação e tornam as licenciaturas particularmente apelativas para quem pretende estudar artes. Para Matilde Carvalho, aluna do primeiro ano da Licenciatura de Som e Imagem, este lado prático é precisamente um dos aspetos que mais distingue a Escola.
“O que mais me tem surpreendido ao longo do meu percurso é a forma como a aprendizagem é maioritariamente prática. Desde cedo somos desafiados a aplicar os conhecimentos em projetos concretos, o que nos permite desenvolver competências técnicas e criativas de uma forma muito próxima da realidade profissional”, conta.
Grande parte destes projetos é desenvolvido de forma colaborativa, aproximando estudantes de diferentes áreas e promovendo o cruzamento de conhecimentos.
“A interdisciplinaridade faz parte da identidade da Escola. É comum vermos estudantes de Cinema, Som e Imagem e Conservação e Restauro a colaborar em projetos, envolvendo igualmente investigadores, artistas convidados e parceiros externos. Esta experiência prepara-os para um mercado onde os projetos são cada vez mais colaborativos e exigem profissionais capazes de dialogar com diferentes especialidades”, refere o diretor da Escola das Artes.
“Outro aspeto que me motivou foi o ambiente da Escola, que transmite uma sensação de proximidade, criatividade e colaboração entre alunos e docentes. Gosto da ideia de estudar num espaço onde existe um contacto mais direto com os professores e onde é possível trabalhar em conjunto com colegas de diferentes áreas artísticas, promovendo a partilha de ideias e a aprendizagem mútua”, afirma Matilde Carvalho.
Preparar profissionais para o futuro
Num setor em constante transformação, a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa prima pelo acompanhamento do desenvolvimento artístico e tecnológico e pela atenção à evolução das competências exigidas pelo mercado de trabalho, garantindo que os seus estudantes estão preparados para os desafios profissionais.
“A atualização permanente é uma prioridade. Revemos regularmente os nossos programas, investimos em novos equipamentos e laboratórios e, através no nosso Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR), classificado como Excelente pela FCT, desenvolvemos projetos de investigação e produção artística nas várias áreas da Escola”, explica Nuno Crespo.
“Mais importante do que ensinar ferramentas específicas é desenvolver a capacidade de adaptação.” – André Baltazar, Coordenador da Licenciatura em Som e Imagem
Esta aposta na atualização constante reflete-se também na forma como os estudantes são integrados em projetos multidisciplinares desde o início da formação. “Ao longo do percurso académico, os estudantes participam em projetos de investigação, produções artísticas, exposições, festivais, residências, estágios e colaborações com empresas e instituições culturais. A Escola mantém uma rede alargada de parceiros nacionais e internacionais que permite desenvolver projetos em contexto profissional, proporcionando experiências que complementam a formação académica”, refere o coordenador da Licenciatura de Som e Imagem.
Para Matilde Carvalho, este incentivo que vai muito além do contexto académico é também uma mais-valia, já que “permite chegar ao mercado de trabalho com experiência prática e um portefólio sólido. É uma instituição que não se limita a transmitir conhecimentos técnicos, mas que procura formar profissionais capazes de pensar criticamente, criar projetos próprios e responder aos desafios do setor artístico e audiovisual”.
As licenciaturas da Escola das Artes
Conservação e Restauro – distingue-se pela combinação entre conhecimento científico, património e intervenção artística prática. A licenciatura privilegia o trabalho em diferentes contextos, como oficinas, laboratórios ou in situ, de forma a promover as competências multidisciplinares e a capacidade de adaptação.
Som e Imagem – caracteriza-se pela sua natureza híbrida, oferecendo aos estudantes um vasto leque de saídas profissionais. O curso cruza quatro áreas de saber – new media art, som, animação e vídeo -, preparando os alunos para um mercado em rápida transformação onde a convergência entre áreas é cada vez mais importante.
Cinema – centra-se na criação cinematográfica enquanto linguagem artística, oferecendo uma formação diferenciadora. O curso apresenta um modelo inovador de ensino através de projetos, onde as diferentes etapas e funções são abordadas. O objetivo é formar perfis artísticos e profissionais criativos e com cultura de pensamento crítico.
Muito mais do que uma Escola: o Católica Art Center
Na Escola das Artes, a aprendizagem estende-se para lá da sala de aula através do Católica Art Center, o centro artístico da Universidade Católica Portuguesa. Com uma programação regular de exposições, concertos, conferências, cinema, performances e residências artísticas, abertas à comunidade, o Católica Art Center aproxima estudantes, artistas, investigadores e público, promovendo a ligação entre o ensino, a prática profissional e a criação contemporânea.
“O Católica Art Center tem desempenhado um papel essencial ao aproximar artistas, investigadores, estudantes e comunidade. Esta articulação entre academia e prática artística cria um ambiente único, onde o conhecimento é produzido através da investigação, mas também da co-criação“, afirma Nuno Crespo. Em 2024, o Centro passou a integrar a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea, reforçando o seu reconhecimento no panorama cultural nacional.
Os desafios do futuro
André Baltazar explica que “no caso do Som e Imagem e Cinema, o maior desafio prende-se com a velocidade da transformação tecnológica. A inteligência artificial, as novas plataformas de distribuição e os novos formatos de produção obrigam a uma atualização constante dos modelos de ensino. Na Escola encaramos estas mudanças como oportunidades para experimentar novas metodologias, desenvolver investigação aplicada e formar profissionais capazes de liderar essa transformação. Em Conservação e Restauro, os desafios passam pela preservação do património num contexto marcado pelas alterações climáticas, novos materiais e processos digitais. Isso exige uma forte articulação entre ciência, tecnologia e património, áreas onde a Escola tem vindo a reforçar a sua investigação”.
O que não irá mudar é a criatividade, que, para Nuno Crespo, continuará a ser peça-chave “acompanhada por competências como pensamento crítico, capacidade de colaboração, domínio tecnológico e flexibilidade para trabalhar em equipas multidisciplinares. A inteligência artificial e as novas tecnologias terão um impacto profundo nas profissões criativas. Por isso, procuramos formar profissionais capazes de compreender estas ferramentas de forma crítica e criativa, utilizando-as como instrumentos de inovação e não apenas de automatização. Igualmente, importante é a capacidade de comunicar, liderar e gerir projetos e compreender os contextos sociais e culturais onde o trabalho artístico acontece”.
Ao fim de três décadas, a Escola das Artes continua, assim, a afirmar-se como um espaço onde a formação artística ultrapassa a sala de aula e se cruza diariamente com a criação, a experimentação e a comunidade.
As candidaturas para o ano letivo 2026/2027 da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa já estão a decorrer. Saiba mais aqui.