Em épocas festivas, a cozinha é o palco de toda a agitação e há espaço para todo o tipo de atores: há os que estão a preparar tudo, há os que vão só provar as sobremesas com a ponta do dedo, e depois há aqueles que entram só para deixar sacos de compras e ficam para ouvir as histórias que se estão a contar.
A Miele criou a campanha “Uma vez Miele, para sempre Miele” e desafiou os portugueses a partilharem histórias e memórias que se passaram na cozinha e envolvessem os eletrodomésticos da marca, premiando as melhores participações com um curso de cozinha para toda a família.
O resultado? Dezenas de histórias deliciosas: umas mais doces, outras mais nostálgicas, mas todas recheadas de amor.
Muitas delas passadas “numa altura em que a televisão começava a meio da tarde, havia apenas dois canais e a TV era a preto e branco” e por isso, “era na cozinha que os mais pequenos encontravam o seu refúgio” como escreveu um dos participantes do concurso.
“Nos supermercados, recordo-me de só existirem apenas três ou quatro tipos de bolachas – e, por isso, a cozinha era um espaço de criatividade onde se podia testar e experimentar o que se lia nas revistas da especialidade ou nas conversas entre os amigos que traziam novas ideias de fora.”
Entre vários testemunhos, não faltam histórias de clássicos como o “rapar do tacho”: “com os meus oito ou nove anos, o que queria mesmo era rapar o tacho, afundar o pão no molho, experimentar a carne acabadinha de fazer (ou surripiar o que pudesse, quando olhos menos atentos não estivessem a olhar).”
Mas no fim, tudo corria bem: “em dias de festa, era impressionante ver a forma como tudo se alinhava para sair de forma perfeita e a tempo.”
E enquanto uns se deliciavam com os pratos principais, outros são mais de bolos: “das memórias mais engraçadas que tenho é de aos 12 anos ter preparado uma festa de anos surpresa para a minha mãe. Quando estava a acabar tudo, já na fase de enfeitar sobremesas/bolos, um dos meus irmãos chegou à porta da cozinha para destabilizar. Eu estava com a seringa dos bolos e não fui de modas: descorei-o a ele … foi um fartote de rir e ele ficou danado comigo.”
Entre várias memórias, houve também lugar para histórias nostálgicas de pratos de outros países que trazem lembranças da infância, sejam do Brasil: “procuro sempre fazer pratos que me façam lembrar minha infância.” ou de África do Sul: “a minha melhor memória na cozinha é a fazer receitas do meu país natal: África do Sul. Sempre que as preparo para a minha família – o meu irmão, a minha irmã e a minha mãe, que vieram viver comigo – todos ficam entusiasmados! É como se, por um momento, voltássemos às recordações antigas da casa de lá.”
E se por vezes, cozinhar serve para curar a saudade, outras serve também como uma forma de terapia: “para mim, a melhor terapia é cozinhar. É estar de volta dos tachos, pensar o que fazer, experimentar, criar.”
Um dos participantes lembrou-se até das tardes em que chegava da escola primária e ia direto para a cozinha mexer a comida que estava a ser preparada para o almoço.
Outros, escreveram verdadeiros mantras da cozinha apurados em sabedoria: “’cozinhar não é um serviço, é uma forma de amar alguém’ era o que a minha avó dizia.”
São dezenas de histórias que trazem um sabor nostálgico, temperado com muita ternura e amor, mas acima de tudo celebram os momentos que realmente importam: estar à volta da banca da cozinha com quem amamos, partilhar histórias e criar memórias que duram uma vida, destacando assim a importância da divisão estrela da casa nas nossas vidas, bem como a influência duradoura que a Miele teve ao longo dos últimos 125 anos de história.
Embora o concurso tenha terminado, as memórias partilhadas continuam vivas e, como escreveu um dos participantes, o ingrediente secreto que se deve ter sempre na cozinha está bem guardado dentro de cada família: “quando olhei para a minha mãe enquanto cozinhava e disse: ‘sabes porque é que cozinhas tão bem? Porque cozinhas com amor’.”