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▲Anna Carvalho e Inês Dubini, de 19 e 20 anos, respetivamente, alimentam o sonho de levar a bandeira portuguesa pela primeira vez aos Jogos Olímpicos na modalidade

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▲Anna Carvalho e Inês Dubini, de 19 e 20 anos, respetivamente, alimentam o sonho de levar a bandeira portuguesa pela primeira vez aos Jogos Olímpicos na modalidade

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O desporto que é uma arte juntou uma dupla telepática com um sonho comum: Anna e Inês querem levar a natação artística aos Jogos Olímpicos

Foi num desporto com muita arte e beleza que Anna Carvalho e Inês Dubini se conheceram para formar aquela que é uma dupla de sucesso. Objetivo é levar Portugal pela primeira vez aos Jogos Olímpicos.

Portugal, o país que dá cartas no desporto sem ser de desporto. Nos últimos anos, muitos têm sido os avisos para a falta de prática desportiva em Portugal, bem como para os níveis de obesidade que têm crescido na sociedade. Por outro lado, e apesar da falta de incentivos à prática de desporto, Portugal tem-se afirmado como um dos países com maior taxa de sucesso desportiva em relação ao número de habitantes. Quando se fala em sucesso no desporto, o futebol tende a vir à tona como a modalidade mais bem sucedida, mas não é só nos relvados que se propaga a bandeira do país pelos cinco continentes, seja nos areais, nos pavilhões, no tartans, como também nas piscinas. Por entre os nomes de Diogo Ribeiro, Camila Rebelo ou Alexandre Yokochi, a história de Portugal na natação promete transcender a natação pura.

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Oficialmente designada de natação sincronizada até julho de 2017, a natação artística caracteriza-se por ser um desporto de elevada exigência, combinando natação com dança, ginástica e até ballet, levando os nadadores a executarem, dentro de água, um esquema sincronizado de movimentos que surgem acompanhados por uma música. Por tudo isto, esta modalidade exige força, resistência, flexibilidade, arte e um sincronismo a roçar a perfeição que estão ao alcance de poucos e que, na sua grande maioria, é executado por mulheres – embora este cenário esteja a mudar nos últimos anos.

Sabia que a forma que as nadadoras encontraram para prender o cabelo debaixo de água é com recurso a gelatina de culinária, que depois de se juntar com água quente e entrar em contacto com o cabelo, traduz-se num cheiro que tem tanto de intenso como de pouco suportável? Sabia que, dentro das piscinas, existem colunas de som que permitem aos nadadores continuar a ouvir a música enquanto estão a realizar o seu esquema debaixo de água? A natação artística tem tanto de inusitado como de belo e une desportos que parecem completamente distantes em prol de um bem maior: a arte. E é com a arte no corpo e o objetivo de levar a bandeira de Portugal até ao outro lado do Atlântico que Anna Carvalho e Inês Dubini dão cartas nesta vertente da natação que, em Portugal, tem tanto de magnífica como de precária.

Anna Carvalho, Inês Dubini

▲ Anna Carvalho e Inês Dubini representam o Clube Fluvial Portuense

Betano

Da natação pura à artística, a ligação “telepática” e a “gigante” treinadora

Como em muitos outros casos, Anna e Inês tiveram o primeiro contacto com o mundo do desporto bastante cedo e chegaram cedo à natação. Anna Carvalho tem 19 anos, nasceu no Brasil e representa o Clube Fluvial Portuense, onde conheceu Inês Dubini, de 20 anos. Foi naquele histórico clube da cidade do Porto, que vai completar 150 anos de vida no próximo ano, que as duas se juntaram à treinadora Sílvia Pinto, que comanda, há mais de uma década, o projeto de natação artística do clube. Apesar do nível de exceção e dos feitos que têm alcançado nos últimos anos, as três têm uma coisa em comum: o desporto é mais um hobby do que propriamente um trabalho a full time. As nadadoras estudam na Universidade do Porto, com Anna a frequentar o curso de Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes e Inês o de Arquitetura Paisagística na Faculdade de Ciências. Por outro lado, a treinadora é professora de História e Geografia no ensino público.

“Andei no ballet quando era pequenina, mas não gostei muito e a minha mãe disse-me que eu precisava de aprender a nadar. Fui para a natação, mas não gostava da monotonia que é a natação [pura]. Sempre gostei muito de água. A minha mãe viu, por acaso, um anúncio sobre natação artística e natação sincronizada, que começou no Fluvial em 2014, e eu, em 2015, no início das aulas, fui experimentar. Desde aí tornou-se a minha paixão“, começa por dizer Inês Dubini ao Observador, com Anna Carvalho a explicar como foi o seu primeiro contacto com o mundo da natação: “Eu era da natação [pura], treinava no lado da natação sincronizada e as treinadoras viam-me sempre a olhar. Um dia convidaram-me para experimentar, em 2017. Acabei por ficar”.

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▲ Anna Carvalho e Inês Dubini competem juntas desde 2021

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O início do dueto remonta ao ano de 2021, depois de Anna ter integrado o Fluvial Portuense. “A Anna veio para o Fluvial em 2020. Ela é um ano mais nova do que eu e, quando eu passava para o escalão a seguir, ela ainda estava no escalão anterior. No início não estávamos no mesmo escalão, por isso não fizemos logo dueto juntas. Na altura éramos as mais parecidas do clube, por isso a Sílvia decidiu juntar-nos. Desde 2021 que fazemos dueto juntas. Pertencer ao mesmo clube é vantagem? Sim, bastante. Treinamos juntas todos os dias, o que é bastante importante. Quando se faz um dueto, é preciso haver uma ligação. Costumamos dizer que, por passarmos muito tempo juntas, já somos telepáticas [risos]. Dizemos as mesmas coisas, usamos a mesma roupa, os mesmos fatos de banho… Acontece chegarmos ao treino e estarmos com o mesmo fato de banho”, acrescenta Inês Dubini, explicando que chegou ao escalão absoluto “há dois anos”. “Na natação artística, as pessoas que estão no escalão júnior podem competir como absolutas. Quando fiz essa transição, a Anna ainda era júnior, só que continuava a fazer dueto comigo, porque dá para fazer isso no nosso desporto”.

“Vimos para o treino depois das aulas. Diariamente treinamos entre três a cinco horas, dependendo dos horários das nossas aulas. Aquecemos em seco, fazemos ginásio, condição física, ballet e flexibilidade. Na água fazemos natação, técnica de algumas partes da coreografia e elementos parados”, resumiu Anna Carvalho sobre a rotina da dupla. Num desporto como a natação artística, a escolha da música e da coreografia é tão importante como o treino das atletas. E é aqui que entra o papel de Sílvia Pinto. “A Sílvia pede-nos sempre para darmos ideias de temas. Começamos sempre com um tema, que pode ser muita coisa, como um filme. Damos ideias. Já fizemos um dueto sobre a água. No fim chegamos a um consenso e depois vamos procurando músicas. Normalmente a música do esquema são muitas partes de músicas juntas. A Sílvia é que faz essa montagem. Depois temos um treino de criação da coreografia, onde vamos ouvindo a música, fazendo movimentos… A Sílvia diz-nos para experimentarmos coisas na água e vermos onde é que nos sentimos mais confortáveis. A coreografia final vai nascendo assim, aos bocadinhos”, afirma Inês.

"Trabalhar com a Anna e com a Inês é espectacular. A Inês uma miúda muito focada, muito disciplinada, que dá tudo de si em cada treino. Às vezes até temos que dosear esta questão da entrega que a Inês tem todos os dias. A Anna é uma menina que chegou cheia de talento. Já tinha a parte do escalão infantil feita e chegou a mim já como juvenil. Tem muito talento e muitas qualidades técnicas. A Anna tem tantas facilidades que a dificuldade é perceber as facilidades que tem, para tentar treiná-la e orientá-la nesse sentido."
Sílvia Pinto, treinadora de Anna Carvalho e Inês Dubini

“Importância da Sílvia? [Risos] É gigante. Ela é basicamente o nosso suporte. É quem nos ensina, quem nos mostrou este mundo da natação artística, quem nos fez apaixonar por este desporto e quem nos puxa para cima todos os dias. Ela é responsável por tudo: pelo nosso treino e pela nossa evolução”, conta Dubini, que trabalha com a treinadora “há dez anos”, ao passo que a companheira conheceu-a “quando veio para Portugal, em 2021”. Conciliar os estudos com a parte desportiva acaba por ser um dos grandes desafios de Anna Carvalho e Inês Dubini, que frequentam a faculdade a tempo inteiro. “É um pouco difícil mas nós já fazemos desporto há muito tempo, já estamos muito habituadas. Temos de saber organizar os horários, estudar, ter disciplina. Às vezes custa um pouco porque temos muitas horas de aulas e depois temos que ir treinar, mas como estamos em áreas que gostamos – e gostamos muito do desporto –, é uma coisa muito natural”, explica Anna Carvalho.

Em sentido inverso, Sílvia Pinto revela ao Observador como é o seu trabalho com a Anna e a Inês. “Trabalhar com a Anna e com a Inês é espectacular. Elas são muito diferentes, tanto a nível de treino como na forma de trabalhar. Trabalho com a Inês desde sempre. Ela chegou a mim e sabia nadar mais ou menos [risos]. É uma miúda muito focada, muito disciplinada, que dá tudo de si em cada treino. Às vezes até temos que dosear esta questão da entrega que a Inês tem todos os dias. A Anna chegou a mim mais tarde. É uma menina que chegou cheia de talento. Já tinha a parte do escalão infantil feita e chegou a mim como juvenil. Tem muito talento e muitas qualidades técnicas. A Anna tem tantas facilidades que a dificuldade é perceber as facilidades que tem, para tentar treiná-la e orientá-la nesse sentido. É espectacular porque estas miúdas estão a tempo integral na faculdade, onde estudam como qualquer colega. Todo o tempo que têm livre, estão aqui comigo a treinar no Fluvial. Não podia pedir melhor”, assume a treinadora.

A “espectacular” estreia nos Europeus e a vitória na Hungria: dueto aponta ao “fascinante” sonho olímpico

Olhar para o ano de 2025 é olhar para um grande ano da dupla que representa Portugal no dueto na natação artística. No início do verão, Anna Carvalho e Inês Dubini estrearam-se em Campeonatos da Europa no escalão absoluto na Madeira, onde alcançaram o nono lugar no dueto técnico. “Foi espectacular porque foi o nosso primeiro Europeu absoluto. Fomos para lá com receio. No escalão júnior já tínhamos competido com as seleções júnior dos outros países, mas nunca tínhamos competido com o top dos tops”, diz Inês Dubini, antes de ser interrompida pela treinadora: “Elas estão a ser muito modestas. Ficaram em nono lugar no Europeu absoluto. Foi o primeiro Europeu delas e elas são bastante jovens. Foi um trabalho exclusivamente de clube, não foi um trabalho de Seleção”.

“Se quisermos comparar, por exemplo, com o dueto anterior da seleção [Cheila Vieira e Maria Beatriz Gonçalves], que fazia um trabalho de Seleção e estava em estágio permanente, ficaram em oitavo lugar nos Jogos Europeus, já com este estágio permanente. Tendo em conta que elas fazem um trabalho de clube e que são muito jovens, este nono lugar foi espectacular. Para isto contribuiu bastante o apoio que elas têm da Heróis Betano, porque sentimos que fazemos o trabalho de clube, mas que nos falta esta experiência competitiva, em que temos de testar os nervos, o tempo que precisamos para a preparação da competição. Este apoio permitiu-nos competir mais para elas ganharem esta experiência competitiva, para estarem habituadas a competições internacionais. Portanto, elas estão a ser um bocadinho modestas [risos]”, acrescentou Sílvia Pinto, lembrando que a presença da dupla no recente Open da Hungria só foi possível graças ao apoio do programa de responsabilidade social daquela casa de apostas. No final, a aposta não podia ser mais certeira, já que Anna Carvalho e Inês Dubini subiram ao lugar mais alto do pódio.

“Esta participação serviu exatamente para iniciarmos a época, avaliarmos o nosso nível técnico, avaliarmos a nossa nova coreografia e ganharmos esta experiência competitiva. Havia participantes de países como Turquia, Noruega, Hungria ou Malta e elas conseguiram ficar em primeiro lugar. Foi um ótimo início de época”, sublinha a técnica. “Acho que foi muito importante para ganharmos a experiência competitiva que nos falta e que este apoio nos está a ajudar imenso a ganhar. Este ano temos uma coreografia nova. Devido às novas regras, que são muito restritas, é necessário ir a estas competições para testarmos a coreografia. Foi muito importante para vermos, também, como é que as nossas adversárias estão a trabalhar. O primeiro lugar foi incrível para nós. Presença nos Jogos Olímpicos? Acho que é um objetivo muito grande para as duas. Desde que me lembro, sempre me fascinou imenso ver a natação artística nos Jogos Olímpicos. Somos as três muito focadas quando temos um objetivo. É o nosso maior objetivo. Para isso acontecer é necessário haver apoios. Neste momento precisávamos de mais, mesmo da federação. Portugal e este desporto ainda estão muito atrasados”, elucida Inês.

Com a presença em Los Angeles, no verão de 2028, no horizonte, Anna Carvalho e Inês Dubini prometem continuar a desbravar caminho na modalidade e a elevar a bandeira de Portugal, sempre com muito trabalho por trás. Esta caminhada pode ser acompanhada através das redes sociais, nomeadamente do Instagram, onde a dupla partilha todos os seus passos, bem como curiosidades, como aquelas que aqui mencionámos no início deste especial. “O nosso objetivo é sempre melhorar cada vez mais e atingir cada vez mais os nossos objetivos. Para isso é necessário muito trabalho”, conclui a nadadora de 20 anos.

Natação artística, o “desporto que tem muito de bonito”, mas que vive de “apoios muito escassos”

Em Portugal, a natação artística é uma espécie de desporto precário, que sobrevive com poucas condições e um apoio diminuto da Federação Portuguesa de Natação (FPN), que há cerca de um ano mudou de presidência com Miguel Arrobas sucedeu a António José Silva na liderança do organismo. A realidade é traçada pelas próprias atletas. “É um desporto que tem muito de bonito e é incrível de praticar, mas depois tem apoios muito escassos. A beleza deste desporto é extraordinária e o que aprendemos e levamos para a vida é incrível. Portugal ainda está muito atrás em termos de apoios à natação artística. É uma pena. Estamos a tentar lutar contra isso. O programa Heróis Betano é importante para desportos como o nosso, que não têm tanto apoio”, lamenta Inês Dubini.

Questionada sobre a realidade do seu desporto no país, Sílvia Pinto explica ao Observador que a transição na modalidade “está a ser bastante lenta”. “Eu, por exemplo, sou uma pessoa muito atenta à realidade internacional. Se tenho o objetivo de estar nos Jogos Olímpicos, tenho que perceber o que está a acontecer no panorama internacional para poder adequar o meu treino a esse nível. A Federação, como está nesta transição, está completamente alheia daquilo que se passa a nível internacional. Continuamos à procura de alguém para assumir o cargo de consultora ou selecionadora nacional. Todo o trabalho que está a ser feito para competições internacionais, está a ser feito no clube. Temos a vantagem de termos as duas atletas a treinar no mesmo clube e de termos a treinadora – eu – que tem assumido as seleções júnior e, no último ano, o dueto absoluto. A natação artística é uma modalidade que requer um trabalho multidisciplinar. Tentamos colocar em prática aquilo que vemos os outros países a fazer: aulas específicas de ballet, aulas com treinadoras externas para montar coreografias, preparação física, trabalho de força”, diz.

Anna Carvalho Inês Dubini natação artística

▲ Dupla alcançou o nono lugar na sua estreia nos Europeus absolutos de natação artística que decorreram no Funchal

LUSA

“É necessário esse trabalho todo por parte da Federação, que acho que também tenta seguir modelos internacionais. Acho que o objetivo é olharmos para a nossa realidade em Portugal e formarmos o nosso próprio modelo, de acordo com as nossas necessidades e com a nossa realidade. Fazer muito com pouco? Sim, sem dúvida. Eu não sou treinadora a tempo inteiro, por exemplo. Sou professora de História e de Geografia na escola pública e, no meu tempo extra, estou a treinar aqui no Fluvial. O que ando sempre à procura é de alguma oportunidade e de alguma forma de colmatar uma falta que lhes faz, seja o trabalho de ginásio, alguém que as ajude com a parte da nutrição ou alguém que as ajude com algo que sinto que lhes está a fazer falta. Ando sempre à procura disso. A falta de experiência competitiva era algo que sentíamos muito, porque tínhamos dois Campeonatos Nacionais [o de verão e o de inverno] e depois íamos a um Campeonato da Europa. Não havia preparação nenhuma. Graças ao apoio que temos, conseguimos competir mais e ganhar mais experiência”, refere Sílvia.

Olhando ao calendário da temporada 2024/25, disponibilizado pela FPN, percebe-se que a época nacional começou a 23 de novembro, com o Torneio de Figuras e Elementos Técnicos, organizado pela Associação de Natação do Norte de Portugal (ANNP), terminando a 20 de julho, no Campeonato Nacional de Verão. Pelo meio registaram-se mais três provas: o Campeonato Nacional de Figuras e Esquemas Técnicos (dezembro), o Meeting Internacional do Porto (fevereiro) e o Campeonato Nacional de Inverno (abril). Já em 2025/26, o cenário é exatamente o mesmo, com a época a arrancar no Torneio de Figuras e Esquemas Técnicos, organizado pelos fluvialistas, que decorreu no dia 23 de novembro. Nessa prova, Anna e Inês conquistaram o primeiro lugar no dueto técnico absoluto.

A 6 de dezembro teve lugar, em Coruche, o Campeonato Nacional de Figuras e Esquemas Técnicos, onde a dupla voltou a conquistar o título nacional. Segue-se o Campeonato Nacional de Inverno, a 28 e 29 de março, na Mealhada, ao passo que o Campeonato Nacional de Verão vai acontecer entre 17 e 19 de julho, em Torres Novas. O Meeting Internacional do Porto, que não surge no calendário da FPN, vai acontecer a 14 e 15 de março. Entre 31 de julho e 5 de agosto, as atenções voltam-se para Paris, com a realização das provas de natação artística nos Campeonatos da Europa de Desportos Aquáticos.

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