Apaixonadas pela área que agora exercem, reconhecem que o caminho até ao presente foi atribulado, mas prazeroso. E que a ideia que tinham de agricultura biológica, antes de a começarem a praticar, nem sempre correspondeu à realidade.
“Percebemos que não era só ir para o campo e plantar. Há todo um processo – a logística da venda, a comercialização, a contabilidade, etc. No início não fazíamos contas a nada, plantávamos e logo víamos no que dava. Os primeiros 2 anos não recebemos dinheiro nenhum, não tínhamos ordenado porque não chegava. Tudo isso foi uma aprendizagem. Produzir, tentar cada vez produzir melhor, cada vez produzir mais, tentar arranjar mercado e organizar a empresa…foi todo um processo”.
É ao olhar para trás que afirmam que tudo teria sido mais fácil se, logo desde a estaca zero, tivessem recorrido a ajudas financeiras: “Se tivéssemos pedido um crédito logo no início tinha sido mais fácil. Teríamos mais tempo e anos de vida. Foram ali 5 anos muito intensos. De muito investimento, quer a nível financeiro, quer a nível pessoal. Se não for um crédito, como é que um jovem de 25, 26 ou 30 anos consegue fazer um investimento deste? O investimento que está aqui é de 70 mil euros. E ninguém tem esse dinheiro para investir. Se não forem estes apoios, não há novos projetos a acontecer, é impossível”, reforça Juliana.