Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • A situação na Ucrânia continua a ser tensa, com o Presidente dos EUA, Donald Trump, a revelar que o Presidente russo, Vladimir Putin, pediu a sua ajuda para resolver a guerra na Ucrânia. Trump afirmou ter conseguido abordar algumas destas questões num curto espaço de tempo, e criticou as Nações Unidas por não terem oferecido assistência na mediação da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
    • A Rússia anunciou a preparação para testes nucleares em larga escala em resposta a um teste com um míssil balístico intercontinental Minuteman III realizado pelos EUA na Califórnia. Apesar disso, o Kremlin expressou esperança de que esta situação não venha a afetar as relações entre os dois países.
    • O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, minimizou as consequências para a Aliança da retirada parcial das tropas norte-americanas estacionadas na Roménia, destacando que ajustamentos deste tipo ocorrem frequentemente e que não devem ser vistos como uma questão significativa.
    • A Noruega anunciou que vai disponibilizar mais de 6 mil milhões de euros para apoiar o setor de defesa da Ucrânia em 2026, reforçando o suporte europeu ao país em conflito. Além disso, a Ucrânia negou alegações russas de que as suas tropas estavam cercadas em Pokrovsk, mantendo firme a linha de defesa na região.

    [Há dúvidas até ao fim que acabam na vitória mais curta da História. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir o último episódio aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto aqui]

  • Bom dia.

    Este liveblog fica por aqui.

    Pode continuar a acompanhar os mais recentes desenvolvimentos da guerra na Ucrânia neste outro liveblog, que agora arquivamos.

    Forças russas tomaram parte oeste de Pokrovsk e apertam cerco à cidade. Ministro da Defesa russo pede preparativos para testes nucleares

  • Trump diz que Putin lhe pediu para resolver a guerra na Ucrânia

    O Presidente dos EUA afirmou que, durante uma conversa recente com Vladimir Putin, o líder russo pediu a sua ajuda para resolver a guerra na Ucrânia.

    “Falei com ele [Putin] há duas semanas e ele disse: ‘Há dez anos que tentamos resolver esta guerra, mas não conseguimos. Tem de ser você a resolvê-la'”, afirmou Trump, citado na Ukrinform.

    Acrescentou que “resolveu algumas destas questões numa hora”, sem esclarecer que questões seriam.

    Trump criticou ainda as Nações Unidas por não oferecerem qualquer assistência na mediação da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, bem como outros conflitos que, segundo ele, conseguiu parar desde que assumiu o cargo.

  • Trump sugere poder estar "a trabalhar num plano de desnuclearização" com a China e a Rússia

    Durante um discurso em Miami, o Presidente dos EUA sugeriu que pode estar a trabalhar com a China e com a Rússia num plano de desnuclearização. “Reconstruímos o nosso programa nuclear. Somos a maior potência nuclear, o que detesto admitir, porque é terrível”, afirmou, citado na CNN.

    “A Rússia é a segunda. A China está num distante terceiro lugar, mas eles vão apanhar-nos daqui a quatro ou cinco anos”, acrescentou. “Talvez estejamos a trabalhar num plano de desnuclearização, os três. Vamos ver se funciona.”

  • Alemanha anuncia criação de Conselho de Segurança Nacional e planos para ameaças híbridas

    O Governo alemão anunciou hoje a criação do Conselho de Segurança Nacional, uma nova instituição através da qual o executivo do chanceler Friedrich Merz aprovou um plano para lidar com ameaças híbridas atribuídas à Rússia.

    “O Conselho de Segurança Nacional realizou hoje a sua sessão inaugural sob a presidência do chanceler”, revelou o porta-voz do Governo alemão.

    Em comunicado, Stefan Kornelius explicou que a primeira reunião se centrou na aprovação de um “plano de ação interministerial” para combater as ameaças híbridas.

    Segundo o Governo alemão, o plano é uma resposta ao “número e à intensidade crescentes das ameaças híbridas contra a Alemanha, que têm origem principalmente na Rússia”.

    Estas medidas abrangem áreas como a economia circular, o armazenamento de energia e o reforço do setor mineiro nacional.

    Além disso, o plano de ação inclui “medidas na área do combate à espionagem e de proteção de infraestruturas críticas”, declarou o porta-voz, após a primeira reunião da nova entidade, centrada na defesa de instalações estratégicas.

  • Kremlin espera que teste nuclear "não afete relações entre Rússia e EUA"

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou ter sido informado pelos EUA da realização de um teste com um míssil balístico intercontinental de capacidade nuclear e que espera que não afete as relações dos dois países.

    “Esperamos que a situação em torno das declarações sobre a possibilidade de testes nucleares não afete as relações entre a Rússia e os EUA”, afirmou citado pela Interfax.

  • Ucrânia e Japão discutem produção conjunta de armas, apoio energéticos e pressão sobre a Rússia

    O Presidente ucraniano falou hoje com a primeira-ministra japonesa sobre a produção conjunta de armas, o apoio energético e a pressão sobre a Rússia.

    “Tive uma conversa muito boa com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e agradeço-lhe por apoiar o nosso povo – pelo seu respeito pela coragem dos ucranianos. Felicitei a primeira-ministra pelo início do seu mandato e discutimos como podemos unir os nossos esforços para trazer mais segurança e desenvolvimento aos nossos povos e às nossas regiões”, escreveu Volodymyr Zelensky numa publicação no Telegram.

    Zelensky informou Takaichi sobre a intenção da Ucrânia de desenvolver um sistema controlado de exportação de armas e “construir parcerias sólidas para a produção conjunta de armas modernas capazes de proteger os nossos amigos contra ameaças”.

    Enfatizou ainda a necessidade de reforçar as defesas aéreas da Ucrânia para proteger vidas civis e infraestruturas energéticas, que continuam a ser um alvo principal da Rússia.

    “Valorizamos profundamente a disponibilidade do Japão e da primeira-ministra em ajudar-nos no setor energético, fornecendo o equipamento necessário que ajudará as nossas cidades e comunidades neste inverno. É claro que também estamos interessados em expandir a cooperação com o Japão na reconstrução e recuperação”, acrescentou.

    Zelensky e Takaichi abordaram também a situação diplomática e as oportunidades para exercer pressão eficaz sobre a Rússia, a fim de obrigar o país a adotar uma diplomacia genuína e pôr fim à guerra.

    “Convidei a primeira-ministra a visitar a Ucrânia. Estou confiante de que a Ucrânia e o Japão têm um potencial de cooperação ainda maior do que o atual, e esperamos alcançar resultados conjuntos”.

  • Chefe da NATO desvaloriza retirada parcial de tropas dos EUA da Roménia

    O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, minimizou hoje em Bucareste as consequências para a Aliança da retirada de uma parte das tropas norte-americanas estacionadas na Roménia, anunciada na semana passada.

    “Acho sinceramente que estamos a exagerar um pouco esta questão”, declarou Rutte ao lado do Presidente romeno, Nicusor Dan, em declarações aos jornalistas.

    “Esses ajustamentos acontecem constantemente”, acrescentou, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

    Os Estados Unidos anunciaram há uma semana uma redução da presença militar na frente oriental da Europa, procurando, contudo, tranquilizar os aliados.

  • Militares ucranianos negam cerco russo em Pokrovsk

    O exército ucraniano negou hoje as alegações de Moscovo de que os seus soldados estavam cercados pelas tropas russas em Pokrovsk, no leste da Ucrânia, numa batalha que se tornou no centro do conflito.

    “A defesa da ligação de Pokrovsk-Myrnograd continua. Não há qualquer cerco às nossas unidades e divisões”, afirmou o Estado-Maior ucraniano nas redes sociais.

    Esta declaração surge após alegações da Rússia de que as suas tropas estão a “reforçar o cerco” nesta área da província de Donetsk.

  • Angelina Jolie visitou a cidade ucraniana de Kherson para apoiar esforços humanitários

    A atriz e embaixadora da Boa Vontade da UNICEF, Angelina Jolie, fez uma visita à cidade ucraniana de Kherson, possivelmente numa missão humanitária, confirmaram fontes das autoridades locais ao Mezha.

    Angelina Jolie visitou instalações médicas, conversou com profissionais de saúde e representantes de organizações da sociedade civil envolvidas na ajuda aos residentes daquela região ucraniana.

    No Facebook, o ex-membro do Conselho Municipal de Kherson, Vitalii Bohdanov, publicou uma fotografia com a atriz.

    Facebook

    Ainda não são conhecidos os detalhes da visita nem futuros planos para atividades humanitárias de Jolie.

  • Após testes nucleares dos EUA, Rússia responde e vai iniciar "preparativos para testes nucleares em larga escala"

    O Presidente russo, Vladimir Putin, reuniu hoje o Conselho de Segurança da Rússia em resposta aos testes nucleares norte-americanos.

    “É um assunto sério”, definiu Vladimir Putin, citado pela agência de notícias RIA.

    Perante a seriedade do assunto, o ministro da Defesa, Andrei Belousov, declarou, na reunião do Conselho de Segurança, ser “apropriado iniciar imediatamente os preparativos para testes nucleares em larga escala”.

  • EUA testam míssil balístico intercontinental Minuteman III na Califórnia

    Um míssil balístico intercontinental Minuteman III desarmado foi lançado durante um teste operacional às 1h35, horário do Pacífico, esta quarta-feira, na Base da Força Espacial de Vandenberg, Califórnia, nos EUA.

    “Os sistemas ICBM exigem testes regulares para verificar o desempenho do sistema e identificar quaisquer problemas potenciais. Os dados recolhidos do Glory Trip 254 ajudam a identificar e mitigar riscos potenciais, garantindo a precisão e confiabilidade contínuas da força ICBM”, destaca-se na página da base espacial.

  • Noruega vai disponibilizar 6 mil milhões de euros à Ucrânia para apoiar setor da Defesa

    A Noruega vai fornecer à Ucrânia mais de 6 mil milhões de euros, em 2026, para apoiar o seu setor de defesa, anunciou esta quarta-feira o primeiro-ministro Denys Shmyhal na rede social X.

    Shmyhal está atualmente em visita à Noruega, onde se reuniu com o ministro da Defesa norueguês, Tore O. Sandvik, e agradeceu-lhe pela “contribuição significativa” e apoio contínuo do país à Ucrânia.

  • Cidade russa de Oryol alvo de ataques aéreos ucranianos

    A cidade russa de Oryol foi alvo de ataques aéreos durante a noite desta quarta-feira. De acordo com o The Kyiv Independent, os residentes disseram ter ouvido várias explosões, a cerca de um quilómetro da central térmica da cidade.

    O governador da região de Oryol, Andrey Klychkov, afirmou que drones ucranianos estavam a atacar a região e que unidades de defesa aérea russas destruíram-nos. Os destroços dos drones intercetados danificaram casas e um anexo, informou.

  • Rangel confirma cooperação com UE sobre necessidades prementes da Ucrânia

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse na noite de terça-feira, em Vila Nova de Gaia, que Portugal recebeu informação sobre as necessidades “mais prementes” da Ucrânia, informação que está a avaliar em cooperação com a União Europeia.

    “Ainda hoje [terça-feira] recebemos bastante informação diretamente da Ucrânia sobre aquilo que são as suas necessidades mais urgentes para os próximos meses e trabalhamos em cooperação com toda a União Europeia”, disse Paulo Rangel.

    Questionado pelos jornalistas sobre que apoio poderá dar Portugal à Ucrânia e sobre os últimos pelos do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o ministro dos Negócios Estrangeiros português disse saber que “a atual situação é de stress e bastante difícil”.

    “Ainda hoje recebemos uma atualização das necessidades mais prementes seja a nível financeiro seja a nível militar”, repetiu.

  • Europa deve reforçar o seu equilíbrio de poder com a Rússia, afirma estudo

    Os europeus devem continuar a apoiar a Ucrânia e a reforçar o seu equilíbrio de poder com Moscovo, reduzindo as suas vulnerabilidades, de acordo com um relatório que considera a Rússia uma “ameaça duradoura” que “optou pela guerra”.

    “Os países europeus têm o potencial necessário — ou seja, os recursos económicos, as capacidades militares e o conhecimento tecnológico — para confrontar a Rússia até 2030, desde que demonstrem vontade política”, vincou à agência France-Presse (AFP) Thomas Gomart, diretor do Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI) e responsável pelo estudo intitulado “Europa-Rússia: Avaliando o Equilíbrio de Poder”.

    Na frente militar, embora os exércitos europeus usufruam de uma vantagem significativa nos domínios aéreo, naval, cibernético e espacial, “a Rússia detém uma vantagem fundamental em terra devido ao seu poder de fogo e dimensão, em comparação com os exércitos europeus, que são totalmente inadequados para este tipo de conflitos”, defendeu o especialista.

    A Europa deve, por isso, “acelerar os esforços para colmatar as lacunas de pessoal e de capacidade”, particularmente em termos de stocks de munições, capacidade de ataque profundo e defesa aérea.

  • "Sabemos quem são os nossos inimigos e quem não são", afirma ministro da Administração Interna belga

    O ministro da Administração Interna belga, Bernard Quintin afirmou esta quarta-feira que as autoridades nacionais estão a investigar todas as possibilidades relacionadas com o surgimento de drones a sobrevoar aeroportos em Bruxelas, sem descartar a intervenção russa.

    Sobre os responsáveis pelas incursões, manteve-se diplomático, destaca o Le Soir. “Sabemos quem são os nossos amigos e quem não são”, afirmou Quintin à Rádio 1.“Hoje, os serviços devem realizar uma análise aprofundada para ter a certeza de que dispomos de todos os elementos necessários partomar as decisões certas”, acrescentou, dizendo ser essencial que todos os objetos voadores possam ser identificados.

    “Temos de garantir que dispomos dos sistemas adequados para a deteção e identificação”, explicou o ministro.

  • 40 voos cancelados e muitos atrasos. Espaço aéreo belga foi reaberto, mas registam-se perturbações

    O Aeroporto de Bruxelas informou que 40 voos agendados para esta quarta-feira foram cancelados. Destes, 16 eram de partida e 24 de chegada, informa a VRT NWS, que também dá conta de múltiplos atrasos.

    As perturbações estão relacionadas com o facto de algumas aeronaves não terem chegado ao aeroporto de destino na noite passada. O espaço aéreo belga esteve encerrado após o avistamento de drones na zona do aeroporto de Zaventem, na noite de terça-feira.

  • Bom dia,

    Começamos agora a cobertura da guerra na Ucrânia nesta quarta-feira. Pode ainda ver ou rever tudo o que se passou na terça-feira neste liveblog que agora arquivamos. Fique connosco.

1 de 1