Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador continua esta terça-feira a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia. Pode segui-los aqui.

    Zelensky acusa Putin de violar regras do mundo moderno e pede “responsabilização”

  • O que se passou até agora

    • Keir Starmer, o primeiro-ministro do Reino Unido, anunciou um acordo de coprodução industrial e militar com a Ucrânia, com o objetivo de fortalecer a defesa ucraniana e ampliar a pressão sobre a Rússia. Starmer sublinhou que a segurança da Ucrânia é a segurança do Reino Unido, destacando a importância do acordo no apoio contínuo ao país europeu.
    • A capital ucraniana, Kiev, foi alvo de ataques noturnos com drones e mísseis pelas forças russas, resultando na morte de pelo menos oito pessoas e causando ferimentos a mais de 30. Estes ataques intensificaram as tensões em torno do conflito, evidenciando os contínuos desafios e perigos enfrentados pelas populações civis na região afetada.
    • Em resposta às recentes atividades militares, a NATO planeia aumentar o investimento em defesa, fixando a despesa nos 5% do PIB para os seus membros. O aumento do orçamento tem como objetivo principal reforçar a segurança dos membros da Aliança e continuar a fornecer apoio à Ucrânia. As crescentes ameaças, particularmente do Irão, são citadas como um dos principais fatores de motivação para esta decisão.
    • Vladimir Putin, durante uma reunião com graduados de universidades militares, afirmou que a Rússia está a lutar pelo seu futuro. O líder russo criticou o novo limite de gastos militares da NATO, acusando a Aliança de provocar uma militarização global e uma corrida ao armamento. Putin comprometeu-se a reforçar as capacidades nucleares russas com novos bombardeiros e mísseis balísticos.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 6.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto aqui]

  • Defesa aérea russa destrói nove drones ucranianos em Kursk e Bryansk

    Os meios de defesa aérea russos destruíram, na noite desta segunda-feira, nove drones ucranianos nas regiões de Kursk e Bryansk, informou o Ministério da Defesa da Rússia em comunicado, citado pela agência Ria Novosti.

    “No dia 23 de junho, das 21h00 às 22h30 [hora de Moscovo], os meios de defesa aérea destruíram nove aeronaves ucranianas: cinco sobre o território da região de Kursk e quatro sobre o território da região de Bryansk”, pode ler-se na nota.

  • Zelensky e Starmer encontraram-se com militares ucranianos em formação no Reino Unido

    “Encontrámo-nos e conversámos com militares ucranianos que estão a receber formação no Reino Unido no âmbito do programa Interflex”, anunciou o presidente ucraniano na rede social X.

    “Graças ao apoio do Reino Unido, cerca de 58 mil pessoas receberam formação. O programa está a decorrer há três anos e 13 países aderiram. Obrigado a todos os que ajudam o nosso exército a tornar-se mais forte”, acrescentou.

    Segundo Zelensky, os soldados ucranianos vão terminar a sua formação dentro de poucas semanas.

  • França e Noruega de "mãos dadas" para "reagir à agressão russa na Ucrânia"

    França e Noruega estão “de mãos dadas” para “reagir à agressão russa na Ucrânia”, afirmou Emmanuel Macron esta segunda-feira durante a assinatura, em Oslo, de uma parceria estratégica com a Noruega.

    De acordo com o Le Monde, o Presidente francês e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, manifestaram a vontade de reforçar os laços entre os dois países em matéria de defesa — face à ameaça russa e aos desafios de segurança no Grande Norte.

    A França e a Noruega estão “comprometidas lado a lado, em particular para reagir à guerra de agressão russa na Ucrânia”. A parceria estratégica abrange a cooperação no âmbito da NATO, o reforço da interoperabilidade entre os dois exércitos, as operações conjuntas no Grande Norte e o apoio a projetos industriais de defesa.

  • Rússia garante que não irá transferir armas nucleares ao Irão

    O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, garantiu, esta segunda-feira, que Moscovo não tem intenção de transferir armas nucleares para o Irão.

    Esta garantia surge em resposta às declarações do Presidente dos Estados Unidos em relação ao tema. “Em relação à preocupação de Trump, a Rússia não tem intenção de transferir armas nucleares para o Irão, pois, ao contrário de Israel, somos signatários do TNP [Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares]”, disse Medvedev, na rede social X.

  • Ucrânia atinge depósito de petróleo na região russa de Rostov

    As forças de defesa ucranianas atacaram, esta segunda-feira, um depósito de petróleo na região russa de Rostov, escreve o Le Monde.

    De acordo com o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas, “a fábrica [atingida] é utilizada para fornecer combustível às unidades militares russas envolvidas na agressão armada contra a Ucrânia”.

    “Foi confirmado que as nossas munições atingiram a zona alvo. Foi registado um incêndio e os resultados dos danos causados pelo incêndio estão a ser esclarecidos”, avançou ainda.

  • Zelensky já se reuniu com os presidentes das duas câmaras do parlamento britânico

    O Presidente ucraniano já se reuniu com os presidentes das duas câmaras do Parlamento, Lindsay Hoyle e Lord John McFall.

    Na rede social X, e após o encontro, Zelensky agradeceu “pelo apoio forte e consistente à Ucrânia”, acrescentando que a reunião se centrou nos “esforços diplomáticos conjuntos, no papel do parlamento na tomada de decisões políticas importantes, na unidade transatlântica e na pressão sobre a Rússia através de medidas restritivas em prol da paz”.

    Volodymyr Zelensky reiterou, também, o agradecimento “na assistência contínua”. “Estou grato ao povo, ao parlamento e ao governo do Reino Unido pelo seu apoio inabalável e pelo facto de milhares de ucranianos se sentirem realmente em casa aqui”, concluiu.

  • "A segurança da Ucrânia é a nossa segurança.". Starmer anuncia novo acordo industrial e militar entre Reino Unido e Ucrânia

    Depois de se ter reunido com o Presidente ucraniano, Keir Starmer anunciou um acordo de coprodução industrial e militar entre o Reino Unido e Ucrânia, avança a agência Reuters.

    “Estou muito orgulhoso por anunciar um acordo de coprodução industrial militar — o primeiro, até agora, deste tipo entre a Ucrânia e o Reino Unido — que representará um grande passo na contribuição que podemos continuar a dar”, afirmou Starmer.

    Na rede social X, o primeiro-ministro britânico reiterou: “A segurança da Ucrânia é a nossa segurança”.

  • "Estou grato ao Reino Unido", diz Zelensky depois do encontro com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer

    “Estou grato pelo apoio e solidariedade do Reino Unido à Ucrânia e pela sua ajuda na proteção de vidas”, disse Volodymyr Zelensky após o encontro com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, no n.º 10 de Downing Street.

    Na rede social X, o Presidente ucraniano reiterou que “graças à cooperação, milhares de pessoas foram salvas dos ataques russos”, acrescentando que o principal objetivo atualmente é “salvar o máximo de vidas possível, acabar com o terror russo [e] forçar a Rússia a pensar na paz”.

    Na mesma publicação, Zelensky disse, ainda, que os dois países estão a aumentar os projetos conjuntos nas áreas de defesa e produção de armas: “Estamos a aumentar os investimentos no fabrico e a preparar um maior desenvolvimento da cooperação em matéria de defesa”.

    Por fim, o Presidente da Ucrânia afirmou que será impossível para a Rússia aumentar a produção de armas tendo em conta as sanções que irão ser aplicadas a Moscovo. “Agradeço a todos os que estão a ajudar-nos a enfraquecer o potencial de defesa da Rússia”, concluiu.

  • Parceira estratégica entre Rússia e Irão é "inquebrável", diz vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo

    O Irão tem “todo o direito” a defender-se dos ataques israelitas e norte-americanos, declarou esta segunda-feira o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov.

    De acordo com a agência Reuters, o ministro acrescentou que a parceria estratégica entre os dois países é “inquebrável”.

    Questionado se o Irão pediu assistência militar a Moscovo, Ryabkov disse que o Kremlin está a trabalhar em conjunto, mas que seria irresponsável revelar mais detalhes sobre a cooperação.

  • Zelensky almoçou com o rei Carlos III

    O rei Carlos III recebeu, esta segunda-feira, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, no Castelo de Windsor para um almoço.

    Zelensky está no Reino Unido para se encontrar com os líderes britânicos e militares ucranianos, como o Observador deu conta neste mesmo liveblog.

  • Kallas: 18º pacote de sanções contra a Rússia será aplicado "até ao final da semana"

    Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia, afirmou esta segunda-feira que o 18º pacote de sanções contra a Rússia irá ser aplicado “até ao final da semana”.

    A informação é avançada pela agência estatal russa TASS, que acrescenta que o bloco comunitário está a ponderar baixar o preço do petróleo.

  • Rússia destrói dois drones ucranianos em Belgorod e Kursk

    Os meios de defesa aérea russos destruíram, esta segunda-feira, dois drones ucranianos nas regiões de Belgorod e Kursk, informou o Ministério da Defesa da Rússia.

    “No dia 23 de junho, das 11h00 às 16h00 [hora de Moscovo], os meios de defesa aérea destruíram dois drones ucranianos sobre os territórios das regiões de Belgorod e Kursk”, diz o comunicado citado pela agência Ria Novosti.

  • Irão está envolvido na guerra entre Ucrânia e Rússia, reitera Mark Rutte

    Mark Rutte, secretário-geral da NATO, lembrou esta segunda-feira que o Irão está “fortemente envolvido” no conflito entre Kiev e Moscovo, escreve o Le Monde.

    “Os drones iranianos matam todos os dias ucranianos inocentes nas cidades e nas comunidades, sem qualquer respeito pela vida humana”, afirmou Rutte, em Haia — onde irá decorrer, na próxima quarta-feira, a cimeira da aliança militar.

    “O meu maior receio seria o Irão possuir e pudesse utilizar uma arma nuclear para consolidar o seu domínio sobre Israel, toda a região e outras partes do mundo”, insistiu o secretário-geral da NATO.

  • Secretário-geral da NATO considera "insuficientes" os gastos em Defesa planeados por Espanha

    “A Espanha acredita que pode atingir as metas [de Defesa] com gastos de 2,1%. A NATO está absolutamente convencida de que a Espanha terá que gastar 3,5%”, afirmou esta segunda-feira Mark Rutte, secretário-geral da NATO, na conferência de imprensa que antecede a cimeira dos aliados desta terça-feira.

    Como destaca o EL País, mesmo depois do acordo alcançado com Pedro Sánchez para conseguir maior flexibilidade nas metas de gastos militares, a NATO continua “convencida” de que a Espanha eventualmente terá que gastar mais.

    Apesar de ter enviado uma carta a Sánchez assegurando-lhe que a Espanha terá a “flexibilidade” solicitada para “determinar seu próprio caminho soberano para atingir os objetivos de capacidade militar” estabelecidos, Rutte enfatizou que a NATO não prevê acordos de exclusão “nem faz acordos paralelos”.

  • Ucrânia devolveu os corpos de três soldados russos repatriados como se fossem ucranianos

    O ministro da Administração Interna ucraniano, Ihor Klymenko, confirmou que foram devolvidos à Rússia três corpos dos soldados russos que tinham sido repatriados para a Ucrânia como se fossem restos mortais de ucranianos, avançou o Kyiv Independent.

    Na passada sexta-feira, o Presidente ucraniano levantou a possibilidade de a Rússia estar a enviar deliberadamente os corpos de soldados russos para dar a impressão de que matou mais ucranianos e minimizar as suas próprias perdas, mas também porque há muitos mais mortos nesta guerra do que Moscovo quer deixar perceber.

    Por sua vez, Ihor Klymenko disse durante numa conferência de imprensa esta segunda-feira que poderia ter sido feita para “semear o caos” durante a identificação dos corpos dos soldados.

    O Ministério da Administração Interna ucraniano informou que, durante o exame dos corpos transferidos pela Rússia para a Ucrânia, foram encontrados distintivos pessoais, divisas, documentos, elementos de uniformes militares e calçado típico das Forças Armadas russas.

    De acordo com Klymenko, os corpos foram transferidos para a Rússia após confirmação de que pertenciam a russos. Os outros 17 corpos ainda não foram entregues a Moscovo, uma vez que os exames continuam.

    “Estamos à espera do ADN dos familiares. Por isso, queremos que os familiares (dos russos) apresentem o seu ADN para podermos confirmar”, disse Klymenko. “Dei uma ordem para proibir a entrega destes corpos aos russos até que haja uma confirmação a 100%”.

    “Os corpos dos nossos heróis regressam extremamente mutilados. Há razões objetivas para isso, como a guerra em curso e a utilização generalizada de armas. Ao mesmo tempo, registámos casos em que os restos mortais de uma pessoa foram devolvidos em diferentes fases do repatriamento, o que complica o nosso trabalho”, acrescentou.

    No sábado, Zelensky já tinha acusado a Rússia de entregar os corpos de 20 soldados russos a Kiev, em vez dos restos mortais de soldados ucranianos, conforme o acordo recente para a troca de soldados mortos. Entre esses 20 corpos “há, por exemplo, um mercenário israelita que lutava ao lado deles. Um cidadão israelita, com documentos israelitas”, disse o Presidente ucraniano durante uma conferência de imprensa.

    Com Agência Lusa

  • Putin acusa NATO de provocar corrida armamentista e anuncia reforço de tríade nuclear

    A NATO está a causar uma corrida ao armamento no mundo, declarou hoje o Presidente russo, anunciando o reforço da tríade nuclear com novos bombardeiros Tu-160M e mísseis balísticos intercontinentais RS-24 Yars.

    “Sabemos que na cimeira da NATO [que começa na terça-feira em Haia] está previsto anunciar o início de um programa em grande escala para continuar a aumentar o potencial da Aliança”, afirmou Vladimir Putin, ao discursar perante um grupo de licenciados de escolas e academias militares, num ato transmitido em direto pela televisão russa.

    “Para a implementação, os orçamentos militares dos países-membros serão aumentados. […] Disto conclui-se claramente quem é que realmente provoca uma militarização global e uma corrida ao armamento”, acrescentou.

    Putin, que se referiu expressamente ao novo limite de 5% do produto interno bruto (PIB) em gastos com armamento que os aliados devem acordar, garantiu que os Estados-membros da NATO já gastam neste setor “mais do que todos os países do mundo juntos”, de acordo com a agência de notícias Interfax.

    Nesse sentido, Putin referiu que a Aliança Atlântica “tenta justificar” essa ambição em defesa recorrendo à “ideia de ameaças” por parte da Rússia, a “algum tipo de possível invasão” de territórios que replicaria a ofensiva que ainda continua em aberto na Ucrânia e que começou em fevereiro de 2022.

    “Inventaram esta história e repetem-na ano após ano”, salientou Putin, que descreveu estas suspeitas recorrentes sobre os planos de Moscovo como “mentiras descaradas”.

  • NATO fixa despesa de 5% do PIB em Defesa. Rutte diz que assegura apoio à Ucrânia

    Mark Rutte, secretário-geral da NATO, considera que o novo plano de investimento em Defesa da aliança, que será fixado nos 5% do PIB para cada país membro da aliança de segurança, é essencial para a Ucrânia.

    “No momento em que os líderes começam a reunir-se para a cimeira, este é o nosso objetivo: garantir que temos tudo o que é necessário para dissuadir e defender contra qualquer ameaça”, assegurou, destacando um “momento histórico, com crescentes desafios”.

    O aumento da despesa em Defesa serve “para trazer mais segurança, mas também mais postos de trabalho e um contínuo esforço no apoio à Ucrânia”, afirma. Bem como para se continuar a perseguir o “objetivo de terminar com a agressão da Rússia contra a Ucrânia”.

  • Zelensky discursa quarta-feira no Conselho da Europa

    O Presidente ucraniano desloca-se na quarta-feira a Estrasburgo para discursar no Conselho da Europa, numa visita marcada pela proposta de criação de um tribunal especial para o crime de agressão contra a Ucrânia.

    O Conselho da Europa, que reúne 46 países, incluindo a Ucrânia, é o órgão de fiscalização da democracia e dos direitos humanos no continente.

    Volodymyr Zelensky vai falar no comité de ministros, órgão que está a “finalizar os instrumentos legais necessários para a criação” deste tribunal, que visa julgar os líderes russos pela invasão da Ucrânia, de acordo com um comunicado.

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