Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia.

    Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar as notícias sobre o conflito entre Israel e o Hamas nesta ligação.

    Ministério Público da Turquia emite mandado de detenção contra Netanyahu por alegado genocídio em Gaza

  • O que se passou até agora

    • Os Acordos de Abraão, que visam a normalização das relações diplomáticas com Israel, receberam um novo subscritor, o Cazaquistão. A adesão foi vista como um movimento simbólico, dado que o país já mantinha relações diplomáticas com Israel desde 1992, mas pretende melhorar a imagem de Israel no mundo árabe e muçulmano após o conflito em Gaza.
    • O Conselho de Segurança das Nações Unidas, após uma campanha intensa dos Estados Unidos, retirou as sanções contra o Presidente sírio. Ahmed al-Sharaa, no poder desde a deposição de Bashar al-Assad em dezembro, encontrava-se sob sanções devido à sua ligação ao grupo islâmico Hayat Tahrir al-Sham.
    • A Organização Mundial de Saúde anunciou planos para reabilitar 20 infraestruturas de saúde em Gaza, enfatizando a necessidade de manutenção do cessar-fogo para garantir o sucesso desses esforços. A OMS, juntamente com a UNICEF e a UNRWA, vai iniciar a provisão de vacinas e tratamentos nutricionais para crianças na região.
    • As tensões aumentaram entre o Líbano e Israel após ataques israelitas no sul do Líbano, que Israel justificou como ações contra infraestruturas do Hezbollah. Tanto o Presidente libanês, Joseph Aoun, quanto o grupo Hamas condenaram os ataques, afirmando que Israel respondeu com agressão às ofertas de diálogo e cometeu crimes de guerra ao atingir civis.

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  • Witkoff revelou que o Hamas lhe garantiu que se iria desarmar

    O enviado de Donald Trump para o Médio Oriente, Steve Witkoff, revelou que representantes do Hamas lhe garantiram que iriam desarmar-se na reunião antes do cessar-fogo, que contou com a presença do genro e assessor do Presidente, Jared Kushner.

    “Espero que eles cumpram a sua palavra, porque, se o fizerem, compreenderão que o plano de desenvolvimento que temos para Gaza é realmente fantástico — muito melhor do que qualquer outro já discutido anteriormente”, disse ainda Witkoff, citado pelo Times of Israel.

  • Síria agradece aos EUA pelo voto para retirada de sanções

    A Síria agradece aos EUA após a votação do Conselho de Segurança das Nações Unidas para levantar as sanções ao Presidente síria Ahmed al-Shaara.

    “A Síria expressa o seu apreço aos EUA e às nações amigáveis pelo apoio à Síria e ao seu povo”, escreveu Asaad al-Shaibani, ministro dos Negócios Estrangeiros, na rede social X.

  • Cazaquistão considera "natural e lógica" decisão de aderir aos Acordos de Abraão

    O país da Ásia Central confirmou esta tarde tratar-se do mais recente subscritor dos Acordos de Abraão, depois de ter sido avançado por Steve Witkoff que outro país juntar-se-ia a este acordo.

    “A nossa adesão prevista aos Acordos de Abraão representa uma continuação natural e lógica da política externa do Cazaquistão — baseada no diálogo, no respeito mútuo e na estabilidade regional”, afirma o governo cazaque em comunicado, citado pelo Times of Israel.

    Este mesmo jornal frisa que a decisão é inteiramente simbólica, visto que este país já mantém relações diplomáticas com Israel.

  • Conselho de Segurança da ONU retira sanções contra o presidente da Síria

    O Conselho de Segurança das Nações Unidas votou para retirar as sanções contra o presidente sírio Ahmed al-Sharaa após uma campanha intensa dos EUA, avança a Reuters.

    Recorde-se que o líder sírio, que depôs Bashar al-Assad em dezembro, se encontrava sob sanções da ONU por pertencer ao grupo islâmico Hayat Tahrir al-Sham (HTS). Este, anteriormente conhecido como Frente Nusra, foi o braço oficial da Al Qaeda na Síria até romper relações em 2016.

    A resolução, proposta pelos EUA, também pugnava pela suspensão de sanções contra o ministro do Interior sírio, Anas Khattab, e recebeu 14 votos a favor, enquanto a China se absteve.

    Este levantamento de suspensões ocorre dias antes de al-Sharaa encontrar-se com Donald Trump na Casa Branca, na segunda-feira.

  • Presidente libanês acusa Israel de responder com "agressão" à oferta de diálogo

    Após uma primeira reação feita a quente nas redes sociais, o Presidente do Líbano, Joseph Aoun, emitiu um comunicado esta tarde onde acusou Israel de responder com agressão à sua disponibilidade para negociações.

    “Quanto mais o Líbano expressa a sua disponibilidade para negociações pacíficas, a fim de resolver as questões pendentes com Israel, mais Israel continua a sua agressão contra a soberania libanesa”, criticou o dirigente libanês.

    No mesmo comunicado, Joseph Aoun lamentou que Israel mantém “desprezo pela resolução 1701 do Conselho de Segurança” da ONU e “continua a violar as suas obrigações ao abrigo do acordo de cessar-fogo”, em vigor desde novembro de 2024 e que suspendeu as hostilidades entre as forças israelitas e o grupo xiita libanês apoiado pelo Irão.

    No último ano, prosseguiu o Presidente do Líbano, “Israel não poupou esforços para demonstrar a sua rejeição de uma solução negociada” entre os dois países, acrescentando: “A sua mensagem foi recebida”.

    Aoun classificou a vaga de bombardeamentos de hoje como um “crime total”, tanto ao nível político como em relação ao direito internacional humanitário, que proíbe causar o pânico entre a população civil e obrigá-la a abandonar as suas casas, segundo o comunicado.

    Por sua vez, o Exército libanês afirmou que estes ataques fazem parte de “uma continuação da estratégia destrutiva de Israel”, com o objetivo de “minar a estabilidade do Líbano, ampliar a devastação no sul [do país], perpetuar a guerra e manter a ameaça contra civis”, além de impedir a conclusão do destacamento de tropas libanesas para a região da fronteira entre os dois países.

    Nesse sentido, sublinhou “uma estreita coordenação” com a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), com a qual mantém uma relação caracterizada por um “elevado grau de confiança e cooperação”.

  • Hamas condena ataques israelitas no sul do Líbano e apela à "união para enfrentar a agressão"

    O Hamas condenou os ataques israelitas no sul do Líbano, afirmando que as tropas de Telavive atingiram esta quinta-feira civis desarmados, constituindo um crime de guerra.

    Na mensagem partilhada no Telegram, o grupo expressou “total solidariedade” com o Líbano e apela à “união para enfrentar a agressão e travar os crimes da ocupação contra civis”.

    O grupo palestiniano pediu, ainda, às Nações Unidas e aos países árabes e muçulmanos que responsabilizem o Governo israelita e atuem para travar os ataques.

  • "A mensagem foi recebida". Presidente do Líbano reage aos ataques israelitas e condena "crime desprezível"

    O Presidente do Líbano, Joseph Aoun, criticou os ataques israelitas realizados no sul do país esta quinta-feira, classificando-os como uma “violação do direito internacional”.

    “O que Israel fez hoje no Sul do Líbano não é apenas um crime segundo o direito internacional, mas também um crime político desprezível”, disse, citado pelo Times of Israel.

    O Presidente libanês acrescentou que “quase um ano depois do cessar-fogo, Israel não poupou esforços para mostrar a sua recusa em alcançar um entendimento entre os dois países. A mensagem foi recebida”.

  • Cazaquistão deverá juntar-se aos Acordos de Abraão, avança Axios

    O enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, afirmou que será anunciado ainda esta quinta-feira um novo país a aderir aos Acordos de Abraão, que estabelecem a normalização de relações diplomáticas com Israel.

    Embora não tenha identificado o país, o Axios avança que será o Cazaquistão a juntar-se ao acordo.

    O Cazaquistão já mantém relações diplomáticas com Israel desde 1992, pelo que a adesão terá sobretudo um valor simbólico. Segundo os responsáveis citados pelo Axios, o objetivo é melhorar a imagem de Israel no mundo árabe e muçulmano após o conflito em Gaza.

    Os Acordos de Abraão foram assinados em 2020, promovidos pelos Estados Unidos, e incluem países que decidiram cooperar diplomaticamente com Israel.

  • Áustria diz ter encontrado "esconderijo de armas" ligadas a alegados membros do Hamas detidos na Alemanha e no Reino Unido

    Os serviços secretos da Áustria (DSN, na sigla em alemão) anunciaram que encontraram um “esconderijo de armas num armazém alugado em Viena”, que pertenceria ao grupo de alegados membros do Hamas, detidos na Alemanha em outubro e no Reino Unido, esta quinta-feira.

    “Suspeita-se que um grupo tenha trazido armas para a Áustria com o objetivo de utilizá-las em possíveis ataques terroristas na Europa”, lê-se num comunicado dos serviços, que indica que os alvos “seriam, em particular, instituições israelitas ou judaicas na Europa”.

    “Numa mala foram encontradas cinco armas de fogo e dez carregadores, que foram imediatamente apreendidos”, indicou ainda.

    A DSN acrescentou que o britânico detido esta na segunda-feira em Londres por suspeitas de tráfico de armas “é suspeito de estar intimamente ligado ao esconderijo de armas e ao grupo que opera em toda a Europa”.

  • Witkoff diz que um novo país vai juntar-se aos Acordos de Abraão esta noite, sem dizer qual

    O enviado especial Steve Witkoff anunciou que um novo país vai se juntar aos Acordos de Abraão, que normalizam relações diplomáticas com Israel.

    O anúncio foi feito perante um fórum empresarial na Flórida, noticiou a Reuters, sem esclarecer qual seria o país.

  • Israel ataca novamente sul do Líbano, segundo imprensa local

    As IDF voltaram a atacar o sul do Líbano, noticiou a imprensa libanesa citada pelo Times of Israel.

    Desta vez, o alvo foi a localidade de Kfar Dounin, zona que tinha sido marcada num aviso de evacuação devido a uma presença de um alvo do Hezbollah.

  • Conselho de Segurança vai começar a negociar plano de governação e da força internacional para Gaza esta quinta-feira

    As negociações no Conselho de Segurança da ONU sobre a criação de um órgão internacional de governação para Gaza e da força internacional de estabilização, defendidos por Donald Trump, vão começar esta quinta-feira, de acordo com um alto representante do governo norte-americano, que falou à Reuters.

    A proposta foi já foi passada para os membros do Conselho, com apoio regional de vários países do Médio Oriente e da Turquia.

    “A mensagem é: se a região estiver connosco nesta questão e concordar com a forma como esta resolução foi elaborada, então acreditamos que o Conselho também deverá estar”, indicou o representante, que espera que a proposta seja votada dentro de “semanas”.

    “A Rússia e a China certamente darão os seus contributos, e nós os aceitaremos conforme forem surgindo. Mas, no final das contas, não vejo esses países a atrapalhar e a bloquear o que é provavelmente o plano mais promissor para a paz em uma geração”, acrescentou.

  • Netanyahu vai reunir gabinete de segurança esta tarde

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, vai reunir o gabinete de segurança do Governo esta tarde, indicou o gabinete de um dos participantes ao Times of Israel.

    O gabinete de segurança israelita junta ministros e altos comandos militares. Nesta reunião, o tema discutido será os cessar-fogos em Gaza e em Líbano, indicou o representante.

  • Cidadão britânico detido por suspeita de traficar armas para o Hamas. Terá colaborado com outros três alegados membros, segundo autoridades

    Um cidadão britânico foi detido em Londres por suspeitas de traficar armas e armazenar armas para o Hamas, indicou o Procurador Federal da Alemanha, em comunicado.

    O suspeito, um homem identificado como Mohammed A., deverá ter-se encontrado por duas vezes com outro homem detido por suspeitas semelhantes, Abed Al G.

    “Nessas ocasiões, Mohammed A. recebeu cinco pistolas e munições de Abed Al G. Em seguida, transportou as armas para a Áustria e armazenou-as em Viena. Essas ações serviram para preparar ataques terroristas contra instalações israelitas ou judaicas na Alemanha”, lê-se.

    Abel Al G., cidadão alemão, foi detido no primeiro dia de outubro, sendo um de três alegados membros do Hamas que foram alvo da operação, juntamente com o cidadão libanês Wael F. M. e o cidadão alemão Ahmad I.

    “Nessa operação das autoridades, lê-se no comunicado dessa altura, “foram encontradas várias armas, incluindo uma arma de assalto AK-47 e várias pistolas, bem como munições em quantidade considerável”.

  • Israel emite novas ordens de evacuação do sul do Líbano

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) lançaram um novo alerta para os habitantes do sul do Líbano. As tropas israelitas estão a preparar-se para atacar o sul do país de forma mais intensa e apelam à saída dos residentes.

    “Alerta urgente aos residentes do sul do Líbano”, escreveu o porta-voz das IDF, AvichayAdraee, na rede social X.

    “A curto prazo, as Forças de Defesa de Israel atacarão a infraestrutura militar da organização terrorista Hezbollah para combater as tentativas proibidas do Hezbollah de reconstruir suas atividades na região”, lê-se na publicação.

    Dirigindo-se aos habitantes da região de Zawtar al-Sharqiyah, o porta-voz alertou que estes estão “localizados perto de um prédio utilizado pelo grupo terrorista Hezbollah”.

    “É necessário evacuar os prédios imediatamente e que se afaste deles a uma distância de pelo menos 500 metros”, lê-se também na publicação.

  • Tropas de Israel mandam residentes do sul do Líbano sair da região

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) deram indicações aos residentes na região do sul do Líbano para deixarem a área antes que seja realizado um novo ataque.

    Segundo o jornal Haaretz, o alerta dado pelo porta-voz AAvichay Adraee, era dirigido às aldeias de A-Tayyiba e Tir Daba.

  • Papa Leão recebe presidente da Autoridade Palestiniana e volta a defender solução de dois Estados

    O Papa Leão XIV reiterou hoje a defesa da solução de dois Estados para o conflito israelo-palestiniano, ao receber pela primeira vez em audiência, no Vaticano, o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas.

    Não é a primeira vez que o Papa Leão defende esta ideia. Em setembro já tinha dito ao presidente israelita Isaac Herzog que uma solução de dois Estados era a “única saída para a guerra”.

    O encontro de hoje foi o primeiro entre Abbas e Leão XIV desde a eleição do Papa, em maio. E serviu também para assinalar o décimo aniversário da assinatura do Acordo Global entre o Vaticano e o Estado da Palestina, em 2015, quando a Igreja Católica reconheceu o Estado palestiniano.

    “Durante as cordiais conversações, reconheceu-se a necessidade urgente de prestar assistência à população civil em Gaza e de pôr fim ao conflito, buscando uma solução de dois Estados”, indicou o Vaticano em comunicado.

    Segundo a agência Associated Press, que cita o comunicado emitido pelo Vaticano, a reunião entre o Papa Leão e Mahmud Abbas durou cerca de um hora e foi descrita como tendo sido “cordial”. Com Lusa

  • Israel diz que atacou "infraestrutura do Hezbollah" no sul do Líbano

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) anunciaram nas rede sociais que levaram a cabo um ataque no sul do Líbano, tendo atacado “terroristas que operavam numa infraestrutura terrorista da unidade de construção da organização terrorista Hezbollah”.

    Segundo as tropas de Israel, esta “infraestrutura era utilizada para produzir equipamentos”, com os quais os membros do Hezbollah “trabalhavam para restaurar infraestruturas que tinham sido atacadas e destruídas”.

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