Momentos-chave
- Alexandra Leitão candidata à liderança do PS? "Não lhe vou responder agora. Estou candidata à Câmara de Lisboa e é aí que me vou concentrar"
- Sérgio Sousa Pinto diz que candidatura de José Luís Carneiro à liderança do PS é uma "excelente notícia"
- Abstenção alcança valor mais baixo em 30 anos
- Montenegro confrontado com "não é não" ao Chega diz que vai manter "compromissos" assumidos em nome da AD
- Montenegro: "Todos devem ser capazes de dialogar"
- Ventura: "Governo de Portugal depende do Chega e só do Chega"
- Ventura diz que o Chega não conseguirá a "transformação que o país precisa" enquanto não for governo
- António Costa fala em "tempos difíceis": "Sei que, tal como no passado, a União Europeia vai cumprir os seus objetivos e sair mais forte"
- Ventura: "Chega superou o partido de Mário Soares, matou o partido de Álvaro Cunhal e varreu do mapa o Bloco de Esquerda"
- Ventura diz que resultado causa "azia" a muitos: "Não vamos atrás de ninguém, mas vamos exigir contas a todos"
- Ventura diz que resultado dá "azia": "Não vamos atrás de ninguém, mas vamos exigir contas a todos"
- Ventura fala no círculo da emigração e atira: "Chega tornou-se o segundo maior partido de Portugal"
- André Ventura: "Foi uma grande noite, as empresas de sondagens falharam"
- Pedro Nuno ainda vai avaliar se vai manter-se como deputado
- Pedro Nuno diz que "não estará na decisão" sobre programa do Governo e sobre inquérito a Montenegro
- Pedro Nuno quer sair rápido, para "não ser estorvo nas decisões que o partido tiver de tomar"
- IL também apupa e goza com Pedro Nuno: "Chora"
- Chega reage à demissão do secretário-geral do PS: "Chora, Pedro"
- Rocha: "Parece que estamos isento da responsabilidade" de fazer acordo com AD
- Pedro Nuno Santos demite-se e não será novamente candidato nas diretas do PS: "Não desistirei de lutar. Até breve"
- "Não me cabe ser suporte do Governo e esse papel também não cabe ao PS", diz o líder socialista
- Inês Sousa Real continua a não afastar uma eventual coligação com a AD
- Pedro Nuno: "São tempos duros e difíceis para a esquerda e para o PS"
- Rui Tavares festeja noite histórica do Livre, mas admite: "é uma noite agridoce"
- CDU falha a eleição do quarto deputado. "Queria que eu ficasse contente com isso?"
- "Resultados não foram aqueles que desejaríamos", reconhece Raimundo que diz que "não se desvia, nem um milímetro"
- Rocha: "Somos fiéis a nós próprios, mesmo que isso nos leve a caminhar mais devagar"
- "O PAN não se vai demitir. Vamos continuar nas ruas e no Parlamento", garante Inês Sousa Real
- CDU perde deputado, mas Raimundo insiste: "Resultado de resistência, num quadro exigente"
- Rocha confirma que não haverá aliança com IL: "As maiorias possíveis já estão constituídas"
- Festa no quartel-general do Chega. Fazem-se conta aos deputados da emigração
- Rocha assume que queria ter crescido mais, mas festeja e garante: "Não teria feito nada de diferente"
- Miguel Albuquerque diz que PS "pagou caro" por ter derrubado o Governo
- Chega ganha Setúbal, PS em segundo, Bloco perde deputada
- Melo pede responsabilidade ao Largo do Rato: "PS foi fortemente penalizado. Que lhes sirva de lição"
- "Somos PAN". Inês Sousa Real eleita deputada por Lisboa
- IL elege nono deputado, superando resultado de 2024
- Com o resultado de quatro freguesias por apurar, há silêncio total entre os militantes do PAN
- Livre aumenta a noite histórica: e vão seis
- IL já superou votos de 2024, mas ainda só elegeu sete deputados
- Mariana Mortágua eleita por Lisboa e rejeita demissão como líder do Bloco depois de perda de vários deputados
- Ana Catarina Mendes aguarda "avaliação de Pedro Nuno " e pede "reflexão profunda" no PS
- Fernando Medina: "Teremos uma nova fase no debate político relativamente ao Partido Socialista, mas hoje não é essa noite"
- Gritos de "Mário" enquanto IL elege o seu sexto deputado. Maior festa é para nova deputada
- Livre faz história e bate recorde de deputados: são 5 no Parlamento
- O Livre iguala o número de deputados de 2024: já são quatro
- Chega consegue eleger o 51.º deputado e bate recorde de 2024
- "A CDU avança com toda a confiança", Alfredo Maia eleito pelo Porto
- AD ganha Leiria, mas Chega rouba segundo lugar ao PS
- Paulo Rangel atribui descida do PS a "erro gravíssimo" na "questão da imigração"
- E vão três para o Livre: Isabel Mendes Lopes eleita
- Festa no quartel-general da CDU com a eleição dos primeiros deputados
- Poiares Maduro: "Noutros tempos esta derrota do PS significava uma enorme maioria do PSD"
- Liberais festejam eleição do secretário-geral do partido como deputado
- AD (com PPM) vence nos Açores e rouba deputado ao PS
- Chega volta a ganhar Faro e rouba mais um deputado ao PS. Bloco cai do quarto para o oitavo lugar
- Apesar de ainda não ter elegido, PCP faz declaração a apoiantes e ouvem-se os primeiros grandes aplausos da noite
- Festa na sede do Livre. Partido elege primeiros dois deputados
- Paulo Cafôfo do PS Madeira não se demite. "Não são os resultados que me fazem demover dos meus valores"
- Liberais festejam eleição de Mariana Leitão
- El País diz que o "grande vencedor da noite é o líder do Chega". Le Monde aponta PS como "o grande perdedor"
- Manifestantes retirados do quartel-general da AD pela PSP
- AD destrona PS e ganha Coimbra, Chega no terceiro lugar
- PS vence Évora, Chega rouba segundo lugar à AD
- Carlos Guimarães Pinto, da IL, eleito pelo Porto
- IL aplaude eleição de Carlos Guimarães Pinto
- Duarte Cordeiro: "A ideia de ficarmos atrás do Chega é uma circunstância que deveria levar a uma reflexão profunda do líder do PS"
- AD rouba deputado do PS em Viseu. Chega fica como a segunda força
- Madeira fecha com vitória da AD e eleição inédita do JPP
- "É um dos piores momentos do Partido Socialista em termos eleitorais", diz o eurodeputado socialista Bruno Gonçalves
- AD ganha Vila Real e rouba deputado ao PS
- Bragança fechada. Vitória da AD, segundo lugar do PS
- Guimarães Pinto (IL) sobre crescimento do Chega: "Há ali votos do PS"
- Fecha contagem em Beja: Chega ganha e dois mandatos para PS e AD
- Livre reage às projeções: "Um país não cresce nem é feliz com o ódio"
- Júdice diz que Pedro Nuno Santos "foi completamente incompetente" e que AD "não pode começar a falar com o Chega"
- Termina contagem na Guarda: PSD, PS e Chega dividem 3 mandatos
- "É uma derrota para toda a esquerda", diz António Vitorino
- André Ventura fala numa “libertação de amarra” e antecipa “resultado histórico”
- Hugo Soares: "AD saiu reforçadíssima deste ato eleitoral"
- André Ventura sobre possibilidade de Chega ser segunda força política: "Acabei de sair da missa, é algo histórico se se confirmar"
- Cotrim de Figueiredo sobre resultado do Chega: é preciso "respeitar" e não "diabolizar e achar que a democracia está em causa"
- "Vamos aguardar, são projeções, não é bom falar antes de tempo", garante o PAN, que ainda não fecha a porta a coligação com a AD e a IL
- João Oliveira reconhece que a "composição negativa" na Assembleia, mas assegura "a CDU resiste"
- Apatia entre os (poucos) militantes do PAN a assistir às projeções
- "O Partido Socialista ou acaba com esta direção ou esta direção acaba com o partido", diz Sérgio Sousa Pinto
- Pedro Pinto não quer euforias: "Não sabemos se vamos ficar em 2.º ou 3.º, mas sabemos que o sistema já está a tremer"
- Silêncio na IL enquanto se tenta perceber o significado das projeções
- No quartel-geral festejam-se as primeiras projeções
- Projeção da Now: AD à frente sem maioria, Chega passa PS e JPP pode eleger
- Projeção da SIC dá vitória à AD. PS e Chega em empate técnico
- Projeção da TVI/CNN dá provável vitória à AD. Chega à frente do PS
- Grita-se "Vitória" no quartel-general da AD
- Balseiro Lopes: "Estamos com muita confiança e serenidade"
- PAN sobre a abstenção: "Pelo que sabemos estará em linha com os dados do ano passado"
- PS: "Confiamos no discernimento dos portugueses"
- Luís Montenegro: "Estou confiante"
- CDU relaciona a abstenção com a "falta de resposta" à vida das pessoas
- Chega ainda esperançoso nos valores mais baixos da abstenção: "Demonstra que os portugueses viram estas eleições com bastante preocupação"
- Sede da IL tranquila, Rocha aguarda resultados com vice-presidentes
- Carlos César: "Pedro Nuno Santos fez uma boa campanha eleitoral"
- "Não estou nervoso, estou só expectante", diz Pedro Nuno Santos
- Urnas encerram em Portugal Continental e na Madeira
- Miranda Sarmento: "Obviamente esperamos uma vitória"
- Nuno Melo sobre participação para já abaixo das últimas eleições: "não é uma diferença trágica"
- Presidente diz que irá analisar resultados eleitorais e pretende ouvir partidos durante a semana
- Afluência às urnas até às 16h foi de 48,28%. Percentagem é inferior à do ano passado
- Membro da mesa de voto em Lisboa obrigado a sair por estar embriagado
- "Apesar de estarem cansadas de eleições, vão votar", diz Marques Mendes
- Sobre relatos de agressão a autarca do PS, Ventura diz que "revolta" deve ser "pacífica" e através do voto
- André Ventura diz que "a saúde da democracia é que está em causa" este domingo, não a dele
- "Atirou-me ao chão" e "gritou 'Vota Chega'". Autarca do PS denuncia agressão
- Pedro Nuno Santos apelou ao voto e criticou episódio de violência contra autarca do PS
- Nuno Melo apelou ao voto pela estabilidade "seja em quem seja"
- Inês Sousa Real diz que voto "é uma oportunidade para dar mais voz àquilo em que acreditam"
Histórico de atualizações
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Bom dia! Este liveblog fica por aqui, mas pode acompanhar todas as reações à noite eleitoral de domingo neste outro artigo em direto, que agora abrimos.
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Manual de bolso por distritos: Norte e Centro a laranja, Chega domina a Sul (exceto Évora)
AD venceu todos os distritos no Norte e Centro. PS perdeu a vantagem a Sul para o Chega e só liderou em Évora. Além de Faro, partido de André Ventura vence três distritos.
Manual de bolso por distritos: Norte e Centro a laranja, Chega domina a Sul (exceto Évora)
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ADN continua com número de votos suficientes para pedir subvenção partidária
Mesmo não elegendo deputados, o ADN pode pedir a subvenção partidária por ter tido mais de 50 mil votos.
ADN continua com número de votos suficientes para pedir subvenção partidária
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14 dados (algumas curiosidades) que saíram das eleições legislativas de 2025
A AD tem mais deputados que a esquerda. O PS terá o seu terceiro pior resultado. O Chega só não elegeu em Bragança. Ventura ganha na sua terra, ao contrário de Pedro Nuno Santos.
14 dados (algumas curiosidades) que saíram das eleições legislativas de 2025
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De uma sala apática às lágrimas de alegria. PAN dá a volta e elege Inês Sousa Real (pela terceira vez) como deputada única
A esperança foi mesmo a última a morrer na noite em que o PAN voltou a sentar Sousa Real no Parlamento. A tricampeã da representação única não fecha a porta a acordo com a AD, mas tem condições.
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Montenegro. "Voto de confiança inequívoco"
Líder da AD pessoaliza vitória nas legislativas, promete fazer “tudo pela estabilidade” e pede diálogo a todos os partidos.
Ouça aqui o discurso de vitória de Luís Montenegro
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Alexandra Leitão candidata à liderança do PS? "Não lhe vou responder agora. Estou candidata à Câmara de Lisboa e é aí que me vou concentrar"
Depois de Pedro Nuno Santos anunciar a demissão, traçam-se possíveis cenários para a liderança do Partido Socialista.
Na CNN, no habitual espaço de comentário, Alexandra Leitão foi confrontada com a questão: seria candidata à liderança do partido? “Não vou destrunfá-la já”, começou por dizer a líder parlamentar do PS. Perante a insistência do jornalista contestou: “Não lhe vou responder agora. Estou candidata à Câmara de Lisboa e é aí que me vou concentrar nos próximos meses.”
Alexandra Leitão é a candidata socialista à Câmara Municipal de Lisboa nas eleições autárquicas previstas para setembro.
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Sérgio Sousa Pinto diz que candidatura de José Luís Carneiro à liderança do PS é uma "excelente notícia"
Sérgio Sousa Pinto diz que a candidatura de José Luís Carneiro à liderança do Partido Socialista é uma “excelente notícia”.
O jornal Expresso avança que a decisão está tomada e deverá ser formalmente anunciada no contexto da reunião da Comissão Nacional do PS anunciada para o próximo sábado.
Em declarações à CNN, onde é comentador, Sérgio Sousa Pinto reagiu à demissão de Pedro Nuno Santos felicitando a disponibilidade e José Luís Carneiro, que considera “uma pessoa que reúne todas as condições para poder avançar para a liderança do Partido Socialista e fazer alguma coisa”. “O Partido Socialista tem de liderar a esquerda e liderar as soluções que sejam autenticamente reformistas e progressistas para o nosso país”, disse o antigo deputado.
Questionado diretamente se apoiaria então José Luís Carneiro, Sérgio Sousa Pinto foi menos taxativo: “Não disse que apoiava José Luís Carneiro, mas é natural que o faça. O que disse é que é uma boa notícia.”
Sérgio Sousa Pinto, antigo deputado socialista, anunciou que não queria integrar as listas já depois de terem sido aprovadas pela Comissão Política Nacional, à qual faltou.
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"Muitos com azia, Governo depende só do Chega"
André Ventura diz que vai “exigir contas a todos” e antecipa que o Chega há-de ter bons resultados na no círculo da emigração, conseguindo “superar o partido de Mário Soares”.
Ouça aqui o discurso de André Ventura
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“Pode ser um retrato genuíno do país, mas é um retrato absolutamente preocupante”, diz Marisa Matias
“Este é um resultado trágico”, diz Marisa Matias, num vídeo publicado na rede social X. “Pode ser um retrato genuíno do país, mas é um retrato absolutamente preocupante”, continua a então deputada do Bloco de Esquerda que era cabeça de lista do partido pelo Porto. No entanto, o Bloco de Esquerda não elegeu qualquer deputado pelo círculo eleitoral da Invicta nas eleições deste domingo.
Num vídeo em jeito de despedida, a antiga eurodeputada disse: “Não é apenas uma derrota da esquerda ou do Bloco de Esquerda, é o país que sai fragilizado”. “Temos a certeza absoluta de que as pessoas que precisavam de nos no dia 17 de maio vão precisar ainda mais a partir de hoje. Cá estaremos para fazer essas lutas de forma coletiva e não baixamos os braços.”
Matias rematou o vídeo dizendo: “Dos cacos que saem desta noite havemos de fazer muitos cristais.”
Quero agradecer-vos de coração e dizer-vos que estamos cá para dar a volta a isto! ✊????❤️ pic.twitter.com/5yImdIt71F
— Marisa Matias (@mmatias_) May 18, 2025
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Abstenção alcança valor mais baixo em 30 anos
A taxa de abstenção nas eleições legislativas de domingo deverá situar-se nos 35,62%, a mais baixa em 30 anos, quando em outubro de 1995 ficou nos 33,70%.
Estes valores não incluem ainda os eleitores residentes no estrangeiro, cuja participação e escolhas serão conhecidos a 28 de maio.
A taxa de abstenção baixou nas duas últimas eleições legislativas, depois da tendência de subida durante décadas, tendo alcançado em 2019 o valor mais elevado desde 1975 ao atingir os 51,43%.
A taxa de abstenção nas eleições legislativas de 2024 situou-se nos 40,16%, a mais baixa desde 2005, quando ficou nos 35,74% e José Sócrates alcançou a primeira maioria absoluta do PS.
Nas legislativas de 30 de janeiro de 2022, quando António Costa foi reeleito com maioria absoluta, a taxa de abstenção situou-se nos 48,54%, verificando-se já uma participação eleitoral superior à registada nas eleições de 2019, ano em que a abstenção atingiu o recorde de 51,43% e em que foram mais os não votantes do que os votantes.
Desde as legislativas de 1995, em que ficou nos 33,70%, que a abstenção não registava um valor tão baixo como o sufrágio deste domingo.
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Luís Montenegro responde agora ao último grupo de questões. “O povo português deu um voto de confiança ao Governo, ao primeiro-ministro e ao programa que a AD apresentou a sufrágio. Se há alguém que não concluiu isto, então tem de apresentar as conclusões alternativas.”
A seguir, Montenegro desafia todos os que contestam a vitória da AD a explicarem o que disse, afinal, o povo. “Disse que as oposições se devem juntar e boicotar? Que devem apresentar um programa de Governo? Então, que apresentem uma alternativa. Se não formos capazes, todos, de perceber isto, não nos mostramos capazes de perceber a raiz da pronuncia do povo”.
“Não vou adiantar nem a composição do Governo, nem antecipar conversas com outros partidos, muito menos antecipar futuras revisões constitucionais. E quanto a escolher futuros líderes de outros partidos, era o que faltava”, despede-se Montenegro.
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"Queremos que nos deixem trabalhar"
“[Este resultad0] é o reforço de confiança dos portugueses numa linha de governo, no primeiro-ministro e das forças políticas que integram o Governo”, continua Montenegro.
Sobre a nova dinâmica parlamentar, o primeiro-ministro e líder social-democrata diz que as outras lideranças, nomeadamente o PS, “devem tirar as ilações dos resultados que tiveram”.
Montenegro fala agora sobre o risco de haver uma comissão parlamentar de inquérito à Spinumviva mesmo depois destas eleições.
“É suficiente para que todos assumam as respetivas responsabilidades e mostrem verdadeiro respeito pela vontade dos portugueses e maturidade política. Ninguém compreenderá se os políticos não souberem respeitar a vontade do povo. O povo português não quer outro governo, nem querem outro primeiro-ministro.”
“Queremos que nos deixem governar e trabalhar”, atira Montenegro. “Se o fizerem, ninguém fica mal. Demonstram por essa via, espírito de missão.”
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Montenegro confrontado com "não é não" ao Chega diz que vai manter "compromissos" assumidos em nome da AD
Luís Montenegro responde agora às perguntas dos jornalistas. A primeira questão é sobre se mantém o “não é não” ao Chega e se confia numa nova disponibilidade do PS.
“Esta foi uma grande vitória. Temos hoje mais votos, mais mandatos e multiplicámos por dez a diferença entre o primeiro classificado e o segundo classificado nestas eleições.”
“Esta maioria é uma maioria maior do que aquela que tínhamos há um ano. Cabe a todos aqueles que hoje que receberam um mandato garantir que há estabilidade política”, diz Montenegro.
“Tudo faremos para assegurar essa estabilidade. Não me parece que haja outra solução de governo do que aquela que emane da vontade popular. A todos competirá dar sequência àquela que foi a expressão livre e inequívoca.”
“Já mostrámos que temos palavras e que cumprimos a nossa palavra. Não vou contribuir para teorizar. Dentro do cumprimento dos compromissos que assumi em nome da AD, tenho a certeza que vai acabar por imperar o sentido de responsabilidade.”
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"Vamos ser o Governo para todos, todos, todos"
“Vamos ser, como sempre fomos, o Governo para todos, todos, todos”, nota ainda Montenegro, antes de agradecer a todos os que o ajudaram nesta campanha eleitoral.
“Tal como fizemos nesta campanha, daqui em diante deixaremos todo o nosso esforço até à nossa última gota.”
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Montenegro exige "sentido de Estado" às oposições
“Os portugueses não querem eleições antecipadas. Os portugueses querem uma legislatura de quatro anos e exigem a todos que percebam e respeitem a sua palavra livre e democrática”, continua Luís Montenegro.
“As oposições devem respeitar a vontade popular, honrando os seus compromissos, mas adequando-os às circunstâncias nacionais e coletivas. Espera-se sentido de Estado, responsabilidade, respeito pelas pessoas e espírito de convivência na diversidade.” Mais um recado de Montenegro para os partidos que perderam estas eleições.
“O povo quer este Governo e não quer outro. O povo quer este primeiro-ministro e não quer outro. O povo quer que este Governo e primeiro-ministro dialoguem com as oposições; mas o povo também quer que as oposições dialoguem com este Governo e com este primeiro-ministro.”
“Vamos continuar a valorizar o trabalho e os rendimentos dos portugueses. A estimular o investimento. E, com isso, vamos criar mais riqueza para assim combater a pobreza e garantir prosperidade e justiça social.”
A seguir, Montenegro deixa o guião sobre o que fará no próximo ciclo de poder: “Vamos continuar a investir na juventude. Vamos continuar a valorizar os trabalhadores da Administração Pública. Vamos continuar a salvar o Estado Social. Vamos continuar a levar a cabo mais regulação da imigração. Mais reforço da segurança. Vamos continuar a estimular a produtividade e a cultura de mérito. Não falharemos, como não falhamos, aos nossos reformados e pensionistas”.
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Montenegro: "Todos devem ser capazes de dialogar"
Já discursa Luís Montenegro. “Quero cumprimentar o povo português. A sua liberdade, bravura e inteligência. Quero cumprimentar também todos os democratas que se colocaram à disposição de todos para tratar da causa pública”, começa por dizer.
“Quero saudar, hoje mais do que nunca, a minha família”, sublinha Luís Montenegro. Tenho ao lado a mãe, a mulher e os filhos. “A minha família de sangue e a minha família política pelo apoio e solidariedade.”
“O povo falou e exerceu o seu poder soberano. No recato da sua liberdade, aprovou um voto de confiança inequívoco no Governo, na AD e no primeiro-ministro. Todos devem ser capazes de dialogar e colocar o interesse nacional acima de qualquer outro interesse.”
João Porfírio
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Ventura: "Governo de Portugal depende do Chega e só do Chega"
André Ventura diz que já ligou a Luís Montenegro e que, antes, tinha garantido ao Presidente da República que falariam no dia seguinte às eleições, mas atira esse tema para mais tarde.
Perante as perguntas sobre o tema, há apupos da plateia. “Ouvi o PS dizer que não sustentará este Governo, há uma coisa clara: Governo de Portugal depende do Chega e só do Chega.”
“Temos tempo de falar sobre o Governo e sobre esse cenário, o único cenário que era admissível era a demissão dos líderes da esquerda.”
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CDU. Paulo Raimundo insiste: "resultado é de resistência"
Apesar de a CDU perder um deputado, Paulo Raimundo, fala num resultado de “resistência, num quadro particularmente exigente”. Pede ainda “muita coragem” para enfrentar a direita.
Ouça aqui na íntegra o discurso do secretário-geral do PCP.
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Partido a partido, os nomes de todos os deputados eleitos para a Assembleia da República
Conheça os deputados eleitos: 89 pela AD; 58 pelo PS e pelo Chega; nove pela IL; seis pelo Livre; três pela CDU. O BE passa a ter uma deputada única, o PAN mantém-se e o JPP estreia-se.
Partido a partido, os nomes de todos os deputados eleitos para a Assembleia da República