Momentos-chave
- "Direita tem que se sentar à mesa e conversar", diz Chega sobre revisão constitucional
- Pedro Pinto: "Tenho 98% de certeza que André Ventura não será candidato às eleições presidenciais"
- "Vamos estar serenos, vamos conversar e não vamos já precipitar o país para outra crise", diz Pedro Pinto
- "Ninguém lá fora está preocupado se vai haver uma revisão constitucional", garante dirigente social-democrata
- "Não é não" de Montenegro mantém-se, assegura Hugo Soares. "Integrar ministro do Chega no Governo seria quebrar essa palavra"
- Hugo Soares diz que Carneiro tem "todas as condições" para "protagonizar nova fase do PS mais moderada e responsável"
- PS ou Chega para parceiro? Hugo Soares diz que AD vai "dialogar com todos, todos, todos"
- José Luís Carneiro: "Tudo farei para desencrespar a relação política. Espero que a AD também tenha humildade democrática"
- Carneiro defende viabilização de governo da AD e "compromissos reformistas" entre os dois, mas sem bloco central
- Pedro Nuno sai sábado e César assume liderança interinamente
- "Chumbar um orçamento seria de uma total insanidade", afirma Pedro Duarte
- Marcelo quer ouvir partidos com calma e admite repetir audiências com forças "mais determinantes para a formação do Governo"
- CTT sobre críticas de Ana Gomes: "Comentário revela total desconhecimento do envio de boletins para portugueses [no estrangeiro]"
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- Joacine chama aos seis deputados eleitos pelo Livre um grupo de "sonsos" e "comedores de subvenções"
- Boticas foi o concelho com maior variação de votos entre AD e PS
- MPLA assinala “retrocesso para a democracia portuguesa”
- Marvila a única freguesia lisboeta em que o Chega venceu
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- Autarca de São Brás de Alportel retomou esta segunda-feira o mandato
- Carlos Moedas: crescimento do Chega resulta do “afastamento das pessoas da política”
- Assis defende diretas só depois das autárquicas, não será candidato a líder e quer PS "disponível" para AD
- Marcelo ouve amanhã o PSD, o PS e o Chega
- "É grande vitória o PAN manter-se no parlamento num contexto político tão adverso como este”, admite Inês Sousa Real
- Roberta Metsola felicita Montenegro e fala em estabilidade
- "Representação parlamentar do BE está reduzida mas existe", diz Ricardo
- Agência de "rating" receia que o próximo Governo não cumpra toda a legislatura
- Resultados eleitorais "são desfavoráveis para a resolução dos problemas das pessoas", diz Paula Santos, do PCP
- Cristóvão Norte, do PSD, lembra que "forças políticas, em todas as circunstâncias" devem ter "orientação de estabilidade"
- Livre teve "noite bastante agridoce", diz Isabel Mendes Lopes. Partido cresceu, "mas resultado final preocupa muito"
- Bruxelas tira uma décima à previsão de crescimento de 2025 (mas economia cresceu mais em 2024). Contas podem voltar aos défices em 2026
- Pedro Pinto diz que Chega "está disponível para conversar". Critica a "arrogância do PSD" e pede "Governo humilde"
- Alexandra Leitão, do PS, considera que resultado das eleições exige que "todos os partidos analisem mudança estrutural"
- Vitória do Chega no Seixal: "O concelho tem muita população nova" e "as pessoas estão menos civilizadas"
- Os próximos passos no calendário político
- Dececionados mas pouco surpreendidos. As reações aos resultados do PS na terra de Pedro Nuno Santos
Histórico de atualizações
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a atualidade política nacional ao longo do dia de ontem, segunda-feira.
Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!
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"Direita tem que se sentar à mesa e conversar", diz Chega sobre revisão constitucional
Pedro Pinto diz que os resultados das eleições legislativas mostram que as “pessoas levam agora o Chega a sério”. “Aquilo que as pessoas achavam que era uma brincadeira de André Ventura revolucionou a política em Portugal”, afirmou, em declarações à SIC Notícias.
O deputado do Chega, eleito pelo círculo eleitoral de Faro, assume que a luta do partido passa a ser a de “ganhar eleições”, porque só assim é que podem “mudar a vida dos portugueses”. “Se fosse para ser apenas mais um partido, não valia a pena estarmos aqui”, nota.
Pedro Pinto assume ainda o “ajuste de contas com o passado” dos portugueses, que diz terem sido “maltratados pelos partidos da esquerda”. Por causa disso, garante, “o Bloco foi praticamente limpo”.
Sobre uma potencial revisão constitucional, diz que a “direita tem que se sentar à mesa e conversar”. “Temos a hipótese de, pela primeira vez, limpar aquilo que está na Constituição — a parte ideológica — aquela que diz que temos que caminhar para um país sempre ligado ao socialismo”, descreve, apontando que as três forças que o podem fazer, que totalizam dois terços do parlamento, são a AD, o Chega e a Iniciativa Liberal.
Diz ainda que o Chega continuará a lutar para reduzir o número de deputados no Parlamento, uma medida emblemática do partido. “Há ali 70/80 deputados que não estão a fazer nada”, acusa.
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Pedro Pinto: "Tenho 98% de certeza que André Ventura não será candidato às eleições presidenciais"
Sobre a candidatura de André Ventura à Presidência da República, Pedro Pinto garante, na SIC Notícias, que o Chega irá muito provavelmente apresentar um outro candidato presidencial.
“Tenho 98% de certeza que André Ventura não será candidato às eleições presidenciais”, garante.
Em relação a potenciais substitutos, o deputado nega que seja ele próprio um possível candidato. “Existem vários nomes e já houve pessoas pensadas”, admite, sem revelar nomes.
“Antes das eleições presidenciais temos as eleições autárquicas”, lembra o deputado, que nota que o Chega pode ser a segunda força política em Portugal, “mas se não tiver força autárquica nunca será um partido de governação no futuro”.
“Para governar, as autárquicas são muito importantes”, sublinha.
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"Vamos estar serenos, vamos conversar e não vamos já precipitar o país para outra crise", diz Pedro Pinto
“Quem ganha tem que fazer pontes. E a AD ou faz diálogo com o Chega ou com o PS, e com o PS já se viu que não lhe correu bem”, afirma Pedro Pinto, deputado eleito pelo Chega, em entrevista à SIC Notícias.
“Todos os dados apontam que vamos ser a segunda força e isso significa que vamos ter ainda mais responsabilidade do que aquela que tínhamos”, admite.
Pedro Pinto garante que o Chega está aberto ao diálogo. “Somos um partido responsável desde a primeira hora. Desde o ano passado que o fizemos, quem não o quis fazer foi Luís Montenegro com o seu ‘não é não’. E percebeu-se que ele moderou essa expressão durante a campanha”, notou ainda.
“Vamos estar serenos, vamos conversar e não vamos já precipitar o país para outra crise política”, apela o deputado. “É importante haver uma conversa entra o Chega e o Governo”, acrescenta.
Em relação a uma potencial comissão de inquérito ao caso da Spinumviva, Pedro Pinto diz que esta não é uma “decisão que esteja já em cima da mesa”.
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"Ninguém lá fora está preocupado se vai haver uma revisão constitucional", garante dirigente social-democrata
Sobre uma eventual coligação entre a AD e a IL, Hugo Soares garante que se ela permitisse uma maioria absoluta e estabilidade para Portugal, aconteceria, mas não é o caso.
E ressalvou: “A IL tem do ponto de vista programático e de políticas públicas pontos convergentes com a AD, mas também vários pontos muito divergentes.”
Sobre a possibilidade de uma revisão constitucional impulsionada pela direita, possível devido aos dois terços conquistados no Parlamento, o social-democrata diz que esta é uma questão que se cinge à “bolha política”.
“As pessoas que nos ouvem querem saber de questões concretas”, assegura. “Ninguém lá fora está preocupado se vai haver uma revisão constitucional”, garante.
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"Não é não" de Montenegro mantém-se, assegura Hugo Soares. "Integrar ministro do Chega no Governo seria quebrar essa palavra"
“Não me parece que o Chega tenha crescido à conta do descontentamento com a AD”, defende Hugo Soares, que aponta, sim, o dedo ao PS. “O Chega cresceu à conta do PS e não da AD”, assegura, em entrevista à SIC Notícias.
“O Chega pode vira a ser a segunda força política em Portugal, mas é por isso que tem que demonstrar maturidade democrática”, destaca ainda o social-democrata.
Em relação ao “não é não” de Luís Montenegro, Hugo Soares diz que este continua a ser “o mesmo de há um ano”. “O primeiro-ministro é de palavra”, assegura, e “integrar um ministro do Chega no Governo significaria quebrar essa palavra”, assegura o ex-líder parlamentar.
Hugo Soares nota ainda que “os portugueses que votaram no Chega são tão portugueses como nós”. “O maior respeito pelos eleitores do Chega, mas o partuido não foi escolhido para governar e sim a AD”, ressalva.
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Hugo Soares diz que Carneiro tem "todas as condições" para "protagonizar nova fase do PS mais moderada e responsável"
“O PSD não deve ter preferência em relação ao líder do PS”, garante Hugo Soares, em declarações à SIC Notícias, mas não deixa de mencionar a “extraordinária relação de consideração” que tem com José Luís Carneiro, que foi cabeça de lista em Braga.
“Pode protagonizar uma nova fase do PS que espero mais moderada e mais responsável, tem todas as condições para isso”, admite ainda e pede uma reflexão aos socialistas sobre a sua “conduta no último ano”. “Contribuiu de forma gritante para a instabilidade em conluio com o Chega”, acusa sem reservas.
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PS ou Chega para parceiro? Hugo Soares diz que AD vai "dialogar com todos, todos, todos"
Hugo Soares, que na legislatura anterior assumiu o cargo de líder parlamentar do PSD, citou Montenegro a citar o Papa Francisco para dizer que a AD vai “dialogar com todos, todos, todos”, não sendo por isso preciso escolher entre o PS e o Chega para identificar um parceiro preferencial para acordos parlamentares.
“Procuraremos nas matérias que têm de passar no Parlamento de poder ter a adesão dos partidos da oposição. Umas vezes uns e umas vezes outros”, apela.
“Vamos respeitar a escolha dos portugueses”, assegurou Hugo Soares. E notou: “Não está tudo na mesma, a AD saiu reforçada do último ato eleitoral. A diferença para quem os portugueses escolheram governar e quem ficou em segundo e terceiro lugar é acentuada.”
O social-democrata diz que a “AD sozinha tem mais deputados do que toda a esquerda junta e isso é uma mudança também nas condições de governabilidade”.
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José Luís Carneiro: "Tudo farei para desencrespar a relação política. Espero que a AD também tenha humildade democrática"
“Não tenhamos dúvidas: isto é uma exigência para o PS, mas é também uma exigência para o Governo da AD”, continua José Luís Carneiro, notando que a coligação não conseguiu uma maioria absoluta. As áreas que enumerou devem ser alvos de “trabalho político complementar”, defende, que dê respostas a longo prazo para os problemas identificados e consiga “esvaziar os movimentos que atentam contra os valores democráticos e que instrumentalizam bolsas de descontentamento”.
Questionado sobre se o discurso de Pedro Nuno Santos — sobre não querer ser garante de um Governo da AD — condicionou a possibilidade de diálogo da próxima liderança socialista, José Luís Carneiro coloca essa hipótese de lado. O socialista recorre às diferenças de “personalidade e experiência de vida” com Pedro Nuno para justificar o seu objetivo de cultivar uma liderança de “diálogo interpartidário”.
“Tudo farei, dentro do Partido Socialista — e se vier a ter responsabilidades no diálogo parlamentar — para desencrespar a relação política. Espero que a AD tenha também a humildade democrática e o respeito institucional pelos partidos da oposição”, elabora José Luís Carneiro. No entanto, sublinha que essa capacidade de diálogo não deve pôr em causa a capacidade da oposição fazer o escrutínio do poder executivo.
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"Não há filhos da terra e os de fora vêm com outras ideias e costumes". Como se explica a vitória do Chega no Seixal e na Moita
Em 2024, Seixal e Moita eram socialistas, mas este ano o partido foi ultrapassado pelo Chega. O que explica o triunfo da extrema-direita em dois concelhos com um coração à esquerda?
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Carneiro defende viabilização de governo da AD e "compromissos reformistas" entre os dois, mas sem bloco central
José Luís Carneiro destaca que a nova liderança é essencial e urgente, não só nos órgãos do partido, como na bancada parlamentar, para que se possam ser cumpridas as novas “orientações políticas”.
Questionado sobre quais são estas orientações, o antigo ministro ressalva a sua preocupação com a estabilidade. “O PS deve ser claro no que respeita à garantia de viabilização do governo, porque é isso que os cidadãos nos pedem”, garante, adiantando que conduzir o país à estabilidade é a prioridade dos deputados socialistas.
O socialista defende que o PS e a AD devem ser “capazes de assentar compromissos que imponham um ritmo de reforma” em áreas estratégicas, que Carneiro classifica como “vitais”: o crescimento da economia, a atração de investimento estrangeiro, o combate à pobreza e desigualdades e o reforço da posição de Portugal na questão da Defesa europeia.
Apesar da abertura para o diálogo, José Luís Carneiro considera que a existência de um bloco central seria “prejudicial” para a existência dos dois partidos. “Agora, é possível, num quadro parlamentar, constituir uma dimensão de trabalho a alguns dos impulsos reformistas”, insiste.
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Carneiro agradece mensagens, apela à unidade e aponta baterias às autárquicas
O candidato a líder socialista afirma que tem “dialogado regularmente com vários camaradas”, no âmbito do seu objetivo de “promover a inclusão, a unidade e a diversidade intergeracional e interclassista”. José Luís Carneiro destaca a sua preocupação com os setores económicos do país e agradece as mensagens de apoio que já recebeu — destes setores e de outros da sociedade civil — desde que anunciou a sua candidatura.
O antigo ministro continua com agradecimentos a vários pares socialistas e elogios à forma como o Partido está a lidar com a transição de poder. E aponta já à próxima ida às urnas, elegendo as eleições autárquicas como “um dos momentos mais importantes [para] o rejuvenescimento do partido”, através da integração de “jovens e figuras femininas no poder local”.
Entre as prioridades está a eleição “o mais rapidamente possível” de um novo secretário-geral, para preencher o “vazio político”, causado pela derrota nas legislativas, ainda antes das próximas eleições, justifica.
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José Luís Carneiro: "Análise [às culpas] em nada contribui para que o PS se possa rapidamente reconstituir"
José Luís Carneiro afirma que nada poderá alterar a “sua disponibilidade” para liderar o Partido Socialista. Em entrevista à CNN Portugal, o candidato à liderança dos socialistas contorna a questão sobre se algum outro nome no partido o poderá fazer recuar na sua candidatura, justificando a decisão com a “responsabilidade” que assumiu desde que se candidatou pela primeira vez à liderança do PS e saiu derrotado por Pedro Nuno Santos, a quem deixa um agradecimento pelo trabalho realizado.
No que toca aos resultados eleitorais negativos, o socialista argumenta que “uma análise [às culpas] em nada contribui para que o PS se possa rapidamente reconstituir”, afirma.
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Ventura, sem pressão, à espera de "passo" de Montenegro. Chega exclui "cheques em branco" e faz cálculos eleitorais às opções
Dirigentes do Chega fazem contas no day after, mas concordam que primeiro passo, caso o queira, terá de ser de Montenegro. Seja como for, entrada no governo até poderia prejudicar partido de Ventura.
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Pedro Frazão: "O povo português deu uma chapada de luva branca"
Pedro Frazão sublinha a necessidade de respeitar a maioria eleita à direita e o coincidir entre a via de estabilidade desejada e o programa apresentado pelo Chega: “O nosso plano é para cumprir”.
Pedro Frazão: “O povo português deu uma chapada de luva branca”
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Pedro Nuno sai sábado e César assume liderança interinamente
Pedro Nuno Santos deixará de ser secretário-geral do PS já no sábado, após a Comissão Nacional, e será o presidente do partido, Carlos César, a assumir interinamente a liderança socialista, confirmou à Lusa fonte oficial partidária.
Esta informação foi inicialmente avançada pelo Público e confirmada à Lusa por fonte oficial do PS.
A Comissão Nacional do PS para aprovar o calendário eleitoral interno, depois do anúncio da demissão de Pedro Nuno Santos da liderança, foi convocada para sábado, em Lisboa, também para analisar os resultados das legislativas.
De acordo com a convocatória, a que a agência Lusa teve acesso, o presidente do PS, Carlos César, refere que depois do anúncio desta noite de Pedro Nuno Santos, após a pesada derrota do PS, convoca os membros da Comissão Nacional para esta reunião, que decorrerá sábado de manhã, em Lisboa, em local ainda a designar.
Da ordem de trabalhos faz parte a “análise da situação política face aos resultados eleitorais” de domingo e a “aprovação de calendários e regulamentos eleitorais”.
O PS alcançou o terceiro pior resultado da sua história em legislativas, ficando quase empatado com o Chega, o que levou o seu líder, Pedro Nuno Santos, a apresentar a demissão um ano e meio após a sua eleição.
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Carneiro disponível para servir PS pede reflexão profunda e novo ciclo
O antigo candidato à liderança socialista José Luís Carneiro assegurou hoje que estará disponível para servir o PS e Portugal, considerando que o partido deve fazer “uma reflexão profunda” e abrir um novo ciclo, contribuindo para a estabilidade política.
“Face aos resultados eleitorais e à decisão do secretário-geral do PS, entendo que os militantes socialistas devem promover uma reflexão profunda e abrir um novo ciclo que honre a história do Partido Socialista. Contando com todos e promovendo a inclusão, a coesão e a unidade do PS, na riqueza da sua diversidade”, pode ler-se numa nota enviada à agência Lusa por José Luís Carneiro.
O antigo ministro da Administração Interna, que há cerca de um ano e meio perdeu a disputa interna para Pedro Nuno Santos, termina esta nota com uma ideia de futuro: “como sempre, estarei disponível para servir o meu partido e para servir Portugal”.
“Importa ao país que o PS contribua para a estabilidade política e para o impulso reformista necessário. O PS não deixará de contribuir empenhadamente”, considerou, valorizando “o crescimento sustentável da economia, o trabalho digno, o combate à pobreza e às desigualdades” ou o reforço do SNS ou da escola pública.
Para José Luís Carneiro, “é preciso ser firme na defesa da pluralidade e da convivência pacífica entre todos, independentemente das suas convicções”.
“É preciso saber ouvir e dar voz às pessoas e às suas formas de representação, dentro e fora do quadro partidário. Pelo seu papel histórico na nossa Democracia, na defesa das Liberdades e dos Direitos Fundamentais, o Partido Socialista é e continuará a ser a garantia de um futuro onde a segurança, o bem-estar, a dignidade de todos e o prestígio das instituições continuarão a estar no centro das prioridades”, assegurou.
Uma palavra ainda para o trabalho que o PS deve fazer “para a valorização do papel de Portugal na União Europeia”.
“Além do serviço ao nosso país, num momento especialmente exigente na Europa e no Mundo, há que colocar as nossas forças no apoio aos que, em nome dos valores do PS, serão candidatos às próximas eleições autárquicas”, enfatizou.
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51 anos depois, os cravos "começam a murchar"?
Ridicularizar o Chega não resultou, basta, agora, saber lidar. Ainda, o “chumbo direto” vai para Pedro Nuno, mas não esqueçamos quem empurrou o PS para a cova; virá Costa ao funeral?
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Seguro e apelos ao PS. Álvaro Beleza: "Qual é a pressa?"
O socialista defende que o PS tem de dar um sinal “inequívoco” de que viabiliza governo da AD e OE, sem negociar. Seguro na corrida a Belém: “Partido tem de tratar bem todos os ex-líderes”.
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Ana Gomes. PS muleta do Governo ou oposição séria?
A histórica socialista Ana Gomes acredita que o PS vai conversar com a AD, mas alerta para uma decisão importante que merece uma reflexão. Para Ana Gomes, o PS só vai lá com uma regeneração.