Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Como dissemos muitas vezes na campanha, agora deixem o Luís trabalhar.
Agora a primeira referência do Luís Montenegro, perante o entusiástico apoio na sala, que dificulta sempre o arranque dos discursos.
Caras e caros amigos, caras e caros portugueses, quero, em primeiro lugar, cumprimentar o povo português. Cumprimento a sua liberdade, a sua responsabilidade cívica, a sua bravura e a sua inteligência. Quero cumprimentar também todos os democratas que, de boa-fé, se entregaram à mais nobre das causas, que é colocarem-se à disposição do povo para tratar daquilo que é de todos, da coisa pública. Quero saudar, hoje mais do que nunca, a minha família.
Para além da mulher e dos filhos, a mãe de Luís Montenegro está também ao lado do Primeiro-Ministro, no palco. Aplauso prolongado para esta primeira referência à saudação que quer fazer à família. Como disse, estiveram na génese desta crise, com a empresa familiar, primeiro que era gerida pela mulher, agora pelo filho mais velho, Hugo Montenegro, que é um dos que está também no palco atrás do pai. Aplauso muito prolongado agora nesta sala onde discursa o líder da AD. Luís Montenegro também a fazer esse compasso de espera, a sentir-se vingado deste ataque que considera que fizeram à família.
E a minha família política, pelo apoio, pela força e pela solidariedade. O povo falou, exerceu o seu poder soberano e, no recato da sua liberdade, aprovou de forma inequívoca um voto de confiança no Governo, na AD e no Primeiro-Ministro.
Voto de confiança nestas três dimensões: no trabalho feito pelo Governo no último ano, no projeto da Aliança Democrática, mas também, e arrisco dizer-se, sobretudo, no nome de Luís Montenegro para Primeiro-Ministro.
Nestas eleições, que foram eleições antecipadas, que não foram exigidas pelas pessoas, os políticos decidiram perguntar ao povo que programa o povo queria que fosse a base da governação e que Primeiro-Ministro queria que fosse o coordenador da sua execução. A resposta foi clara. O programa base da governação é o programa da AD, o Primeiro-Ministro é o atual e todos devem ser capazes de dialogar e colocar o interesse nacional acima de qualquer outro interesse.
Luís Montenegro a pedir aos partidos da oposição que coloquem o interesse nacional acima, porque diz que o programa que foi escolhido para ser executado é o deste governo e agora também muito a pessoalizar esta vitória. A campanha foi também feita sempre à volta, não só do trabalho do governo, mas da figura e da ética de Luís Montenegro.
Os portugueses não querem mais eleições antecipadas. Querem uma legislatura de quatro anos e exigem a todos que percebam, que respeitem e que honrem a sua palavra livre e democrática. Ao governo e ao Primeiro-Ministro caberá executar o programa que foi apresentado, cumprir os compromissos que foram assumidos e estar à altura da confiança reforçada que recebeu dos eleitores. Às oposições caberá, igualmente, respeitar e cumprir a vontade popular.
Lá está, a pedir às oposições que não impeçam a execução deste programa do governo, o Governo da República, digamos assim, não há uma votação do programa, pode é ser apresentada uma moção de censura.
E as suas propostas, mas adequando-os às circunstâncias nacionais e coletivas. De uns e outros, espera-se sentido de Estado, sentido de responsabilidade, respeito pelas pessoas e, naturalmente, espírito de convivência na diversidade, mas também de convergência e salvaguarda do interesse nacional.
Está a falar também deste espírito de convergência, a AD, que não consegue a maioria absoluta, nem com acordo com a Iniciativa Liberal o conseguiria, e a Iniciativa Liberal já se pôs à margem de aliança.
O povo quer este governo e não quer outro. O povo quer este primeiro-ministro e não quer outro.
Lá está a insistência. Foi um plebiscito, Luís Montenegro, do qual saiu vencedor, especialmente no confronto direto com Pedro Nuno Santos.
O povo quer que este Governo e este primeiro-ministro respeitem e dialoguem com as oposições, mas o povo também quer que as oposições respeitem e dialoguem com este Governo e com este primeiro-ministro.
A colocar aqui o ônus de uma negociação para a existência de um governo estável também nas oposições. Recordo que Marcelo Rebelo de Sousa quer garantias de um Executivo estável. Luís Montenegro também já fez menção que os portugueses querem uma legislatura completa de quatro anos e não querem andar mais em eleições antecipadas. Cânticos agora também da sala para AD.
Caras e caros portugueses, a Europa está a atravessar um período de incerteza que impõe decisões estratégicas. O mundo está perigoso, com enormes desafios geopolíticos, humanitários e comerciais. Portugal não é imune à pressão externa, mas a nós exige-se que sejamos parte das grandes decisões da Europa e do mundo, mas que não deixemos de fazer o trabalho que só depende de nós. Vamos, por isso, continuar a valorizar o trabalho e os rendimentos dos portugueses, a estimular o investimento. Com mais rendimento, com recursos humanos mais valorizados, com mais investimento, vamos criar mais riqueza para assim combater a pobreza, para assim garantir prosperidade e justiça social. Vamos continuar a apostar na juventude, que queremos reter e manter em Portugal e com a qual contamos para criar mais riqueza para podermos redistribuir de forma mais justa.
Depois da parte mais política a abrir o discurso, agora já no fato de primeiro-ministro, sobre as prioridades para a legislatura.
Vamos continuar a valorizar aqueles que prestam serviço no Estado, os trabalhadores da administração pública, porque uma administração pública mais qualificada será mais eficiente, com isso vai servir mais o cidadão, dando-lhe as respostas que ele procura e vai também servir mais a economia, ser um fator de crescimento e competitividade do país. Vamos continuar a salvar o Estado social, da saúde à educação, da habitação à mobilidade. Vamos continuar a levar a cabo mais regulação da imigração.
Lá está, todas estas prioridades para a legislatura. A imigração colheu um aplauso. Foi um dos temas sempre muito aplaudido em todos os comícios em que Luís Montenegro falava do assunto.
Mais reforço da segurança, mais combate à criminalidade grave e à corrupção, o reforço das nossas estruturas das forças de segurança e também das Forças Armadas. Vamos continuar a estimular a produtividade e a cultura de mérito, a cultura de premiar quem atinge mais e melhores resultados. Quem trabalha mais, quem produz mais, tem de ter a justa retribuição pelo seu desempenho. E não falharemos, como não falhámos, não falharemos aos nossos reformados e pensionistas, àqueles que tiveram uma vida de trabalho.
Palavra sempre importante no eleitorado, tendo em conta que o PS colhe a maior parte dos votos dos reformados e pensionistas, por norma, e por isso Luís Montenegro muito preocupado em recuperar também este eleitorado.
À esperança de um país que confiou neste projeto e que é um país com futuro, com muito futuro. É um país com elevado potencial. É um país que tem de acreditar mais em si próprio. É um país que tem de acreditar que tem todas as condições, condições naturais, condições sociais, condições económicas, recursos humanos, para poder ser um dos países mais desenvolvidos e prósperos da Europa. Portugal! Portugal! Portugal! Quero agradecer, penhoradamente, todo o apoio, toda a confiança, todo o estímulo, todo o entusiasmo, toda a alegria, toda a energia, toda a alma, toda a chama de Portugalidade que nos foi transmitida em todos os cantos do nosso país. Quero agradecer àqueles que votaram em nós, mas quero dizer que isso já acabou há algumas horas. Nós vamos ser, como sempre fomos, o governo para todos.
Luís Montenegro, a citar a célebre expressão do Papa Francisco, a dizer que governará para todos, independentemente de quem tenha ou não votado na AD. E terá mesmo que o fazer, tendo em conta que não tem a maioria parlamentar que assegure essa estabilidade por quatro anos, vai ter que procurar aqui e acolá votos fora da AD.
Para tantos que organizaram, que participaram, que foram os motores desta campanha eleitoral inesquecível. Quero, simplesmente, de forma singela, mas absolutamente profunda, dizer-vos uma coisa muito simples: muito obrigado.
Aplauso também prolongado com este agradecimento de Luís Montenegro.
É carregado de um sentimento de profunda gratidão, que vos agradeço todo o trabalho que fizeram, todo o trabalho que fizeram para que o Luís continuasse a trabalhar, a trabalhar no governo a bem de Portugal. E a todos vós, àqueles que nos seguem em casa, direi apenas que, tal como fizemos nesta campanha, daqui em diante, deixaremos todo o nosso esforço, até à última gota de suor, no desempenho da tarefa mais nobre que alguém pode ter: liderar o governo de um país, transportar um país tão grande, transportar a vontade de um povo tão valente e transformá-lo em mais bem-estar, em mais qualidade de vida, em mais futuro. Muito obrigado e viva Portugal!
Luís Montenegro a dizer que continuará a trabalhar com empenho, aunque durante a campanha tinha mantido o critério do ano passado, só governar se ganhasse as eleições. Ora isso aconteceu e por isso Luís Montenegro aqui a assumir já alguns compromissos para a próxima legislatura, a pedir também à oposição que tenha sentido de Estado e que permita uma legislatura de quatro anos. Vamos agora às perguntas, o primeiro-ministro que vai responder a três blocos de perguntas, embora sejam pegadas perguntas por praticamente todos os meios de comunicação social aqui presentes. Vamos ouvir o primeiro bloco de questões.
Não sei, seria a maioria maior que pediu, não é suficiente para garantir a estabilidade, mas a minha questão é se vai continuar a dizer não é não ao CHEGA perante os resultados desta noite.
Já se ouve aqui um bruá na sala.
Uma outra questão, esta noite o líder do Partido Socialista-
Vitória! Vitória! Vitória!
E agora as chicletadas.
Luís Montenegro vai apontando. O líder do Partido Socialista apresentou a demissão esta noite. Acredita que vai ser mais fácil com o novo líder garantir essa estabilidade? E se vai procurar esse apoio desde já, uma vez que o Presidente da República avisou que só dá posse a um governo que garanta a viabilização do programa no Parlamento. Obrigada.
Muito obrigado pelas questões. Em primeiro lugar, dizer que esta foi uma grande vitória.
Antes de responder se o moteio não é não, é reclamar esta vitória.
Se atentarmos só de relance à comparação dos resultados que obtivemos com aqueles que tínhamos obtido há um ano, podemos constatar que temos hoje mais votos, temos hoje mais mandatos e multiplicamos por 10 a diferença entre o primeiro classificado e o segundo classificado nestas eleições.
E por isso, o facto de não ter maioria absoluta acaba por ficar um pouco para segundo plano nesta leitura de Luís Montenegro.
Esta maioria é uma maioria maior do que aquela que tínhamos há um ano atrás. Nós sabemos que Portugal é hoje um país com estabilidade económica, com estabilidade financeira, com estabilidade social Cabe a todos aqueles que hoje receberam o mandato do povo garantir que tenha também estabilidade política. Na parte que nos compete, nós tudo faremos para assegurar essa estabilidade. Não me parece que haja outra solução de governo que não aquela que dimana da vontade livre, democrática, convicta, diria, do povo português hoje manifestada. Do ponto de vista aritmético, apenas sobraria uma outra possibilidade, que era uma coligação entre o Partido Socialista e o Chega, o segundo e o terceiro classificado. Como isso não é, em nenhum cenário, crível ou admissível, parece-me que a todos competirá dar sequência àquela que foi a expressão livre, democrática, clara e inequívoca dos portugueses. Foi, aliás, isso que eu ouvi também dos líderes dos partidos que ficaram em segundo e em terceiro.
Luís Montenegro a fazer estas contas, a única possibilidade de ter uma maioria estável parlamentar era uma aliança entre o Chega e o PS. Como isso é praticamente impossível, não sobra.
Nós já mostramos que temos palavra e que cumprimos a nossa palavra. Não sei aquilo que os outros partidos poderão dizer-nos e também dizer a Sua Excelência, o senhor Presidente da República. Não vou, por isso, contribuir para estar aqui a teorizar. Apenas direi que dentro do cumprimento dos compromissos que assumi em nome da AD e dentro deste espírito que é um espírito sim é sim a Portugal, tenho a certeza absoluta que vai acabar por imperar o sentido de responsabilidade, não só para a assunção plena de funções do Governo após a investidura parlamentar, mas para o próprio funcionamento da democracia e, portanto, das condições de execução do programa do Governo em quatro anos, que é aquilo que é normal na nossa democracia constitucional.
Lá está, Luís Montenegro a manter este não é não ao Chega, mas diz também que espera por parte das oposições que permitam que o Governo entre em funções, ou seja, que não apresentem nem aprovem moções de censura ao programa do Governo e depois que viabilizem também os principais instrumentos. Mais uma ronda de perguntas.
Da TVI, CNN Portugal, da Rádio TSF e, naturalmente, da RTP. Repagando ainda o primeiro tema, o terramoto político desta noite que é a subida do Chega, que ilações é que, do seu ponto de vista, os partidos tradicionais, sobretudo o PS e o PSD, devem retirar desta subida? Têm ou não de mudar, do seu ponto de vista? Em segundo lugar, considera que este resultado encerra o tema que deu origem às eleições, a empresa familiar do senhor Primeiro-Ministro?
Mais um alarido e alguns assobios.
Calma.
Eu vou repetir a pergunta.
Eu ouvi, não precisa repetir.
Se este resultado, senhor Batista, encerra este tema e tendo em conta a vitória, se reforça a sua posição pessoal ou se ainda receia que, na verdade, esta questão volte a ser colocada na agenda, nomeadamente através de uma comissão parlamentar de inquérito. E finalmente, uma terceira pergunta, relativamente ao futuro elenco governativo, pergunto se será um governo novo ou apenas haverá algumas mexidas pontuais. Muito obrigado.
Muito obrigado pelas três questões, que são muito simples e rápidas de responder. A primeira, eu não vou estar aqui a assumir o papel de analista e comentador político. Em todo caso, se há destaque que este ato eleitoral comporta, é o reforço da confiança dos portugueses numa linha de governo, num primeiro-ministro. O reforço da linha política do governo, da ação do primeiro-ministro e, portanto, da força política que integra o governo e que, no caso, comporta dois partidos políticos e muitos cidadãos independentes. Aquilo que é a distribuição pelas oposições da respectiva representatividade, eu deixo não só aos analistas e àqueles que fazem o comentário, mas também aos próprios responsáveis desses partidos que devem tirar as ilações dos resultados que obtiveram. Nós, do nosso lado, e eu respondo apenas pelos nossos resultados, estou muito satisfeito por, um ano depois, haver muito mais portugueses, cerca de duzentos mil, contando com a nossa representação na imigração. Mais de duzentos mil portugueses a confiar na AD, termos aumentado 10 vezes a distância para a segunda força política com maior representatividade e termos, portanto, recebido um mandato claro para prosseguir. Repito, aquilo que são as leituras políticas que os outros partidos têm de fazer dos seus próprios resultados, deixo a eles, deixo aos próprios. Em segundo lugar, a razão objetiva que conduziu à realização de eleições antecipadas foi a rejeição de uma moção de confiança na Assembleia da República. Aquilo que eu posso dizer é que a moção de confiança que o povo português endereçou hoje ao Governo é suficiente para
Lá está, puxar os galões deste resultado eleitoral, que é um reforço de confiança pessoal no Primeiro-Ministro.
É suficiente para que todos assumam as respetivas responsabilidades, para que todos mostrem verdadeiro respeito pela vontade das portuguesas e dos portugueses e mostrem também a maturidade política dos próprios, das suas forças políticas e, conjuntamente, da nossa democracia. Será um exercício que ninguém compreenderá se os políticos não forem capazes de interpretar a vontade do povo. Nós não podemos passar as campanhas eleitorais a falar para as pessoas, a prometer representá-las e depois não as ouvirmos naquilo que é essencial. Eu vou repetir. O povo português não quer outro governo, nem quer outro primeiro-ministro.
Lá está.
Este governo e este primeiro-ministro não querem violentar nenhuma das alternativas políticas que vêm da oposição, nem querem que as oposições se obriguem a aderir aos princípios programáticos do governo. O que nós exigimos no cumprimento da vontade do povo português é que, com as regras de funcionamento da democracia, nos deixem governar ou, como temos dito de uma forma ainda mais simples na campanha eleitoral, nos deixem trabalhar.
Lá está. Para Luís Montenegro, este resultado é uma espécie de limpeza das questões éticas à volta do caso Spin&Go Viva e tendo ganho, não há motivos para essa comissão parlamentar de inquérito.
E se nos deixarem governar e se nos deixarem trabalhar, ninguém fica mal, porque aqueles que o fizerem também demonstram, por essa via, espírito de missão, espírito de serviço, espírito de colocar o interesse do país acima dos seus próprios interesses.
E aqui a dar este toque a Pedro Nuno Santos, que insistir no tema da Spin&Go Viva não foi proveitoso e não teve ganho.
Quanto à composição do governo, eu aguardarei os desenvolvimentos das audições que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República vai, por certo, realizar nos próximos dias e todo o procedimento subsequente e, portanto, teremos outras oportunidades de falar sobre esse tema. Obrigado.
Resposta da chapa cinco nesta questão do governo, aguardará para ser indigitado primeiro-ministro antes de escolher, mas é certo que Luís Montenegro escolheu muitos dos atuais ministros para cabeças de lista e portanto poderá ser um sinal de que, pelo menos com esses, contará. Também ali no palco está um nome que não foi escolhido para as listas, Margarida Blanco, que é ministra da Justiça Interna. Vamos ao último bloco de perguntas.
O que aconteceu nesta noite, reforçando a pergunta da minha colega da Rádio Renascença, no sentido de tentar perceber se quando falava em maioria maior, lembrando-se à Carneiro, ou quando ouvimos Nuno Melo falar de uma maioria mais robusta, se aquilo que estava a pensar era: "Não, aquilo que nós queremos mesmo é ter mais nove deputados," se é isso e se este resultado não pode ter ficado aquém para aquilo que eram as expectativas da AD. Em segundo lugar, insistir também nesta questão da formação do governo, é possível ou não haver ministros da iniciativa liberal neste governo? Isso faz sentido, não faz? Já conversou com alguém da iniciativa liberal sobre esse assunto? Em terceiro lugar, tentar perceber também se vai aproveitar esta oportunidade em que há uma maioria de direita, como nunca houve no Parlamento, para uma revisão constitucional. E, em último lugar, qual é que seria o melhor novo líder para o Partido Socialista, uma vez que Pedro Nuno Santos se demitiu?
Calma, tenham calma, se faz favor. Muito obrigado também pelas questões. A primeira pergunta é se nós percebemos o que foi resultado da pronúncia do povo, percebemos muito bem. Nós percebemos muito bem. O povo português deu voto de confiança ao governo que está em funções, deu voto de confiança ao primeiro-ministro que coordena o trabalho desse governo e disse que o alinhamento principal da ação do governo deve ser o programa que a AD apresentou a sufrágio.
Sem responder para já ao crescimento do CHEGA e ao impacto que teve ou que poderá ter.
Se há alguém que não concluiu isto, então tem de apresentar as conclusões alternativas, porque nós não podemos negar uma coisa e o seu contrário. Eu acredito que o povo português disse isto. Aqueles que acreditam que o povo português não disse isto, então digam o que o povo português disse. Disse o quê? Disse o quê? Disse que as oposições se devem juntar todas e boicotar o prosseguimento do trabalho deste governo? Devem juntar-se todas e formar um governo alternativo? Se foi isso, eu sou um democrata e sou um formalista, já agora também. Se foi isso, apresentem essa alternativa. Agora, o que não se pode é dizer que essa alternativa não existe e que a única que existe, que foi sufragada, que não é a primeira, é uma segunda manifestação de adesão do povo português, não está em condições de desenvolver o seu trabalho. Se nós não formos capazes, todos, todos os partidos e todos os órgãos de soberania, se não formos capazes de perceber isto, sinceramente, não nos mostramos capazes de perceber a raiz da pronúncia do povo. E eu, como respeito muito essa pronúncia, como acho que ela é absolutamente Indissociável do exercício da função que hoje cumpro como Primeiro-Ministro, que me remete até para o meu compromisso de só ser Primeiro-Ministro depois de ganhar eleições, que o mesmo é dizer, só seria, como serei, Primeiro-Ministro, depois das pessoas dizerem claramente que é isso que querem, sinceramente, admito que possa haver pensamentos diferentes, mas aqueles que os tiverem, têm de os colocar em cima da mesa. Em segundo lugar, dizer-lhe que não vou adiantar, aliás, em segundo, terceiro e quarto. Não vou adiantar nem a composição do Governo, nem antecipar conversas com outros partidos, muito menos falar de uma hipotética revisão constitucional. Bom, e quanto a escolher líderes políticos de outros partidos, era o que faltava.
Luís Montenegro encerra assim as respostas às perguntas dos jornalistas em três blocos. Não se imiscuir nessa contenda eleitoral interna do Partido Socialista, também a não adiantar se há margem ou não, ou se há vontade para uma revisão constitucional, isto porque a direita no seu todo já não precisa do PS para aprovar uma revisão da Constituição.
Que foram sempre a nota dominante da nossa ação governativa e da nossa postura na campanha eleitoral. Depois de falarmos com respeito pelos eleitores e com respeito pelos outros partidos e pelos outros protagonistas políticos, sem termos de atacar nem ofender ninguém. Depois de respondermos com elevação e cordialidade ao funcionamento da democracia, que é a confrontação de ideias que muitas vezes não são convergentes. Depois de fazermos isso tudo com sentido de responsabilidade, com convicção profunda de que estamos à altura daquilo que se exige e que o povo exige de nós, agora vamos mesmo festejar a nossa vitória, nós. Muito obrigado!