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Muito boa noite a todos. Que grande noite tivemos. Deixem-me começar por dizer isto. As empresas de sondagens falharam.

É uma crítica que tem sido feita por André Ventura.

Eu dirijo-me a todos os que têm, nesta área, responsabilidades em Portugal, porque o povo português não se deixou intimidar nem condicionar. Mas alguns falharam porque erraram. Outros falharam porque quiseram propositadamente mandar abaixo um partido político. Mesmo quando a rua já mostrava o resultado que vínhamos, e mesmo que o apoio incondicional já mostrava um crescimento incontornável, continuaram a tentar desvalorizar e a condicionar a opinião pública. Meus caros, eu aprendi que em política temos que tirar sempre consequências dos nossos atos. Foi sempre assim comigo, foi sempre assim com o Chega. É hora de que as empresas de sondagens também retirem consequências dos seus atos em Portugal e do que falharam em Portugal.

André Ventura, que reitera as críticas às sondagens. Ele tem vindo a repetir que as empresas de sondagens falham e precisamente esta ideia também ao longo da campanha, que essas empresas de sondagens têm de ser

Perdemos a ligação à sede do Chega. Vamos tentar continuar a ouvir este discurso através do som da televisão.

Esta é uma noite de vitória também nossa, mas digo para que o futuro seja menos condicionado por empresas e pessoas que só querem e só têm o objetivo de levar ao colo os dois partidos que no sistema nos governaram durante 50 anos em Portugal. E por isso eu sei que a partir de hoje ninguém mais acreditará em sondagem nenhuma. Não são todos, mas eu não ficava bem com a minha consciência, porque alertei a tempo e a facto de uma injustiça que estava a ser cometida contra mais de um milhão de eleitores. Condicionaram a democracia e tentaram fazê-lo. Foram chamados à atenção e mantiveram. Eu acho que é hora de se exigir a estas empresas e a estes donos responsabilidade em Portugal.

Estamos a ouvir o discurso de André Ventura, o penúltimo da noite, ainda falta Luís Montenegro.

Meus caros, nós não sabemos ainda o resultado final destas eleições à hora que estamos. Porém, as indicações que temos até ao momento, com o apuramento que falta do círculo da emigração na Europa e no fora da Europa, eu acho que podemos assegurar ao país algo que não acontecia desde 25 de abril de 1974.

André Ventura a discursar perante os apoiantes, numa sala muito entusiasmada, na perspetiva do Chega se tornar no segundo partido com maior representação parlamentar.

Nunca aconteceu desde 25 de abril de 74. O Chega tornou-se nestas eleições o segundo maior partido das nossas instituições.

O resultado ainda não confirmado, a confirmar se será o Chega o segundo maior partido, que já ditou esta noite o anúncio da demissão de Pedro Nuno Santos, que se vai demitir. Vão ser convocadas eleições internas no PS. Estamos a ouvir o discurso de André Ventura.

Do Chega, em tanto concelho e em tanto distrito do país. Permitam-me, porque sei que vencemos em vários distritos, em Setúbal vencemos, no Algarve vencemos. Deixem-me referir à minha terra natal, a Sintra, para dizer que ali vencemos as eleições legislativas de 2025. Nós fizemos mesmo o que nunca nenhum partido tinha feito em Portugal, nem nos anos 70, nem 80, nem 90. Nós hoje podemos declarar oficialmente, perante o país todo e com segurança, que acabou o bipartidarismo em Portugal.

Esta que foi uma ideia também reiterada por André Ventura quando chegou aqui à sede de campanha esta noite, que tinha acabado o bipartidarismo em Portugal, o regozijo do fato do Chega poder ficar à frente do PS.

Não venceu esta eleição legislativa. Fizemos o que nunca nenhum tinha feito, mas ainda não vencemos. Demos tudo o que podíamos dar. Quando nos apontavam à destruição e à diminuição, este bom povo saiu de casa, foi à rua e disse que não aceitava que decidissem por ele. Nós não vencemos estas eleições, mas fizemos história, porque acabamos com tudo o que aconteceu neste país nos últimos anos do ponto de vista partidário. E não tenham dúvidas, nada ficará como dantes em Portugal a partir da noite de hoje. Nada ficará como dantes a partir da noite de hoje.

A promessa de André Ventura, que garante mudanças daqui para frente com o Chega mais perto do poder, com mais influência. Vamos ver que mudanças vão ser essas a partir de hoje.

Sei que hoje, nas televisões, nos jornais e em muito do lobby deste país, há uma azia muito grande. Porém, eu quero vos dizer isto: apesar de tudo o que fizeram contra nós, apesar de toda a mentira, de todos os ataques, apesar da baixeza de chegarem ao ponto de desvalorizar a saúde de alguém e o seu sofrimento, eu quero lhes dizer isto: nós não vencemos contra ninguém, nem vamos atrás de ninguém. Nós fizemos e vencemos pelos portugueses, para eles, e é por eles que vamos trabalhar nos próximos anos.

Aqui a resposta de André Ventura às críticas que foram sendo feitas na sequência das duas indisposições durante esta campanha, críticas que tinham a ver com o fato de André Ventura poder tentar capitalizar por conta dessas indisposições.

Ofendidos, excluídos, propositadamente humilhados e com pactos secretos, com tentativas de nos esconderem e de nos diminuírem. Esta é a verdade que o país hoje sabe, mas que agora poderá saber com mais detalhe. O Chega tem o número de deputados que nunca nenhum outro partido, para além de PS e PSD, tiveram. Eu quero dizer hoje aqui, repetindo que não vamos atrás de ninguém, mas que vamos exigir contas a todos. A todos e a todos os poderes em Portugal que nos últimos anos nos destruíram, porque foi para isso que nos escolheram e foi para isso que agora votaram em nós.

André Ventura, depois de o Chega ter se mostrado disponível, presto para conversar com a AD, desde que essas conversas não fossem lideradas por Luís Montenegro, aqui a prometer que vai pedir responsabilidades, vai pedir contas aos erros que considerem existir dos outros partidos.

Tivemos o resultado que tivemos hoje, porque o país saiu de casa. E que orgulho é ver distritos, e eu até tenho aqui marcado, que há anos se dizia: "São de esquerda, nunca deixarão de ser." Varremo-los do mapa esta noite com uma vitória tremenda. Em Setúbal, em Beja, no Algarve, em Portalegre, varremos o mapa do país com uma votação histórica em todo lado. Diziam que no Norte é que não dava. Pois aí tivemos uma votação histórica para um Norte, que desde o Porto, a Braga, Viana, Vila Real, os grandes distritos e os mais pequenos, a todos eles hoje mostraram que o Chega não é do Sul nem do Centro, o Chega é o futuro do governo de Portugal em casa.

André Ventura, líder do partido que tem crescido, em particular, no Sul do país.

Hoje também ajustamos contas com a história. E eu, por isso, não podia deixar de me referir aos milhares, centenas de milhares, que ao longo das últimas décadas se sentiram em Portugal excluídos, que sentiram em Portugal que todos ou grande parte dos poderes os traíram. Da Igreja ao poder midiático e ao poder político, o português comum sentiu-se afastado das grandes decisões que o afetavam. Sentiu-se envolvido num país corrupto, sem futuro, que dizia aos jovens para emigrarem onde não tinham um futuro para viver. Uns ex-combatentes abandonados, um país reduzido e humilhado em 50 anos de regime democrático. Nós não vamos voltar atrás na história, mas olhos nos olhos com os portugueses. Eu queria dizer hoje a milhares de famílias, centenas de milhares delas, que podem sentir orgulho com o grande ajuste de contas que hoje foi feito em Portugal.

André Ventura aqui a falar para os cidadãos que considera terem sido excluídos Pela sociedade, dos partidos políticos tradicionais que têm governado, a falar aqui mais uma vez também dos ex-combatentes. Tem sido, de resto, um tema muito abordado pelo Chega.

O Chega superou o partido de Mário Soares. O Chega superou o partido de António Guterres. O Chega matou o partido de Álvaro Cunhal. E o Chega varreu do mapa o Bloco de Esquerda com uma pinta que nunca se tinha visto aqui em Portugal.

Estes gritos de apoio a André Ventura, que ao falar da esquerda, da forma como a esquerda tem perdido terreno na Assembleia da República.

Nesta noite de grande vitória do Chega, eu ouvi há pouco o secretário-geral do Partido Socialista dizer...

Aqui uma frase que tem sido também entoada muitas vezes ao longo desta noite: "Chora Pedro", relativamente a Pedro Nuno Santos.

Reconhecer a derrota e dizer que nós fomos muito agressivos nesta campanha eleitoral. Meus caros, eles ainda não viram nada. Este foi o partido que mais cresceu nestas eleições legislativas, mas foi também o partido que mais resistiu a mostrar às elites deste país que não há nenhuma força já que possam mover para nos derrubar. E eu espero que amanhã, quando o país acordar para um novo ciclo político, quando o país acordar para um novo momento da sua história global, compreenda, veja e sinta esta enorme massa humana que saiu de casa para votar. Para votar porque estavam fartos de corrupção, para votar porque queriam um país diferente na imigração, para votar porque apesar de terem andado atrás de nós a perseguir-nos na campanha toda, a mama vai mesmo acabar no nosso país.

Não modera na linguagem, André Ventura, aqui visivelmente satisfeito com este resultado eleitoral, também a deixar recados à esquerda, em especial a Pedro Nuno Santos, promete sobrepor-se ao PS em próximas eleições. É pelo menos nisso em que acredita André Ventura.

Vencemos e mudámos o sistema político português para sempre. Meus caros, a vitória hoje é do povo português, que deu um grito de revolta enorme. Há pouco, Portugal é nosso. Portugal é nosso.

Portugal é nosso e há de ser. Portugal é nosso e há de ser. Portugal é nosso até morrer.

Ouça agora estes gritos de apoio, mais uma vez, dos militantes do Chega, que gritam: "Portugal é nosso e há de ser." Aqui os militantes do Chega que mantêm a esperança de que no futuro possam liderar um governo.

Por isso, tive a oportunidade, deixem-me dizer-vos, para nosso orgulho, de receber nos últimos minutos mensagens de praticamente todos os grandes líderes da direita europeia. Incrivelmente honrados com o resultado, que acabou com um sistema que já não servia a ninguém. Esta vitória não é nossa exclusivamente. Esta vitória é do povo português. Deixem-me fazer um último apelo nesta noite eleitoral. Teremos muitos dias para falar de governo, teremos muitos dias para falar do que sucederá. Hoje não era esse dia. Hoje era o dia em que nós jogámos contra todas as apostas e ganhámos. Hoje era o dia de mostrar que jogámos contra toda a probabilidade e ganhámos. Hoje era o dia de mostrar que jogámos contra toda a sujidade do sistema e resistimos, e superamos e vencemos.

André Ventura, mais uma vez aqui a falar, mas a dar a entender que as projeções falharam.

E, por isso, aos que se sentem traídos por este sistema, aos que se sentiram abandonados, para lhes dizer que estamos quase lá. Para lhes dizer que estamos quase a atingir o ponto em que poderemos finalmente governar Portugal. Porque acreditem nisto: nós não conseguiremos a transformação que precisamos e que o país precisa enquanto não liderarmos esse governo. Meus caros, quando esta eleição começou, quando esta campanha começou, eu disse à direção nacional do partido, disse aos conselheiros nacionais do partido que assumiria por ela toda a responsabilidade desta eleição. Que aceitaria e assumiria, caso o resultado não nos fosse favorável e os portugueses dissessem nas urnas que a opção que tínhamos tomado tinha sido uma opção errada. Mas o bom povo português nunca falha e saiu de casa para dizer: "Nós continuamos a acreditar no Chega" e desculpem-me a pessoalização, saíram de casa para dizer: "André, nós ainda acreditamos em si, o André vai ser o nosso primeiro-ministro."