Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a implementação de novas tarifas comerciais, apresentando uma tarifa base de 10% para todos os países, com exceções para certas nações. Estas tarifas são descritas como “recíprocas”, em resposta às taxas que os Estados Unidos alegam enfrentar de outros países. Além disso, tarifas adicionais de até 25% sobre automóveis importados também entrarão em vigor, exemplificando a abordagem agressiva da atual administração em relação ao comércio internacional.
    • A decisão de Trump provocou forte reação internacional, com países e entidades comerciais expressando preocupação com o potencial impacto económico global. A União Europeia, por exemplo, planeia empreender ações em resposta às tarifas impostas pelos EUA, com Ursula von der Leyen afirmando que o bloco está preparado para responder. Economistas e analistas alertam que estas medidas podem conduzir a uma recessão global, estimando-se perdas na economia mundial na ordem de 1,3 biliões de euros.
    • Os mercados financeiros reagiram negativamente ao anúncio das tarifas, indicando o receio de instabilidade económica. Os índices bolsistas norte-americanos, como o Dow Jones e Nasdaq, sofreram quedas significativas, sinalizando a preocupação entre investidores sobre as consequências a longo prazo destas políticas comerciais protecionistas.
    • A retaliação internacional é esperada, com países como o Canadá e o Brasil já a anunciar possíveis medidas em resposta às tarifas norte-americanas. O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, mencionou a possibilidade de contra-medidas enquanto líderes europeus, como Giorgia Meloni e Emmanuel Macron, expressaram a importância de uma resposta unificada da União Europeia para mitigar os impactos destas tarifas nos seus mercados.

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  • Bom dia,

    Arquivamos este liveblog que acompanhou os anúncios de Donald Trump sobre as novas tarifas que vão passar a ser cobradas nos EUA.

    Tarifas “agressivas” e calculadas de forma “incompreensível” (e “ilegal”?). Só o medo das eleições intercalares de 2026 pode travar Trump

  • Negociar tarifas? Só se os países oferecerem algo "fenomenal", diz Trump

    A caminho da Flórida, Donald Trump foi questionado pelos jornalistas sobre se estaria disposto a negociar as tarifas impostas pelos EUA na quarta-feira. Em resposta, o Presidente dos EUA respondeu que dependia do que era dado em retorno.

    “Depende se alguém disser que vos vamos dar algo que é fenomenal, desde que nos dêem algo que seja bom”, afirmou Trump, tendo dito ainda que “todos os países” tinham contactado os EUA para tentar negociar.

    Como exemplo de uma possível negociação sobre tarifas, Trump falou sobre o TikTok, cuja proibição nos EUA foi um dos temas mais quentes dos primeiros dias enquanto Presidente.

    “Temos uma situação com o TikTok em que a China provavelmente dirá que aprova um acordo, mas que temos de fazer alguma coisa relativamente às tarifas [em troca]. As tarifas dão-nos um grande poder de negociação. Sempre deram”, disse.

  • Wall Street acaba dia com maior queda desde o Covid-19

    Depois do anúncio das tarifas, temia-se como iriam responder os mercados norte-americanos. A resposta foi clara: os três principais indíces de mercado sofreram fortes quedas esta quinta-feira.

    Segundo a Sky News, o índice Dow Jones desceu 3,98% e o S&P 500 teve uma descida de 4,85%, as maior quedas num só dia desde junho de 2020, durante aquele que foi o primeiro verão da pandemia Covid-19. Já o Nasdaq registou a maior queda desde março de 2020, descendo 5,99%.

  • Primeira-ministra italiana quer tarifas norte-americanas abolidas e não multiplicadas

    A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, defendeu esta quinta-feira que as taxas alfandegárias impostas por Washington devem ser abolidas e não multiplicadas.

    “Precisamos de iniciar uma discussão franca sobre a substância com os norte-americanos, com o objetivo, na minha opinião, de abolir os direitos aduaneiros, não de os multiplicar”, argumentou a italiana, numa breve entrevista à emissora pública Rai1, referindo-se a uma possível retaliação por parte da União Europeia.

    Depois de ter lamentado a “má medida” na quarta-feira, a governante cancelou esta quinta-feira a sua agenda para se concentrar na introdução das novas tarifas decididas pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, tendo convocado uma reunião com os seus principais ministros.

    “Temos obviamente um problema, mas não é certamente a catástrofe de que algumas pessoas estão a falar”, comentou esta noite Meloni, que fará “um estudo do impacto real setor a setor” relativamente a Itália.

  • Golpe das tarifas nos mercados levam a descida de preço da Trump Coin em 14%

    As criptomoedas foram também afetadas pelo anúncio da implementação de tarifas a nível internacional pelo Presidente norte-americano Donald Trump.

    As maiores criptomoedas, a bitcoin e a ethereum, sofreram quedas nos preços de 6% e 7% depois do anúncio das tarifas, noticia a Sky News.

    No entanto, a memecoin lançada pelo próprio Trump sofreu um golpe ainda maior. Depois do anúncio do Presidente dos EUA, a Trump Coin, caiu 14% face aos preços de ontem.

    “Trump” e “Melania”. O que são “meme coins”, a nova aposta do casal presidencial norte-americano?

  • "Está a correr muito bem": Trump diz que o país e os mercados vão "prosperar" com as tarifas

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse aos jornalistas no relvado da Casa Branca que a aplicação das tarifas “está a correr muito bem”, voltando a compará-la a uma “operação” a um “paciente”.

    “E é uma coisa importante, eu disse que isto seria exatamente como está a ser”, acrescentou Trump, citado pela Sky News.

    “Os mercados vão prosperar, as ações vão prosperar, o país vai prosperar e o resto do mundo quer ver se há alguma forma de chegarmos a um acordo”, disse ainda, voltando a repetir que os outros países se têm “aproveitado” dos EUA.

    “Há muitos anos que estamos do lado errado da balança e digo-vos uma coisa, acho que vai ser inacreditável”, concluiu.

  • Confederação de Turismo diz que tarifas dos EUA representam política antiglobalização

    As tarifas dos Estados Unidos constituem uma política de antiglobalização, afirmou esta quinta-feira, em Lisboa, o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), alertando para os impactos que se vão sentir neste setor.

    “Não temos dúvidas de que esta questão das tarifas vai impactar com uma grande inflação e com a consequente subida de preços. […] Isto é claramente uma política de antiglobalização, que afasta as pessoas. A indústria do turismo é exatamente o contrário — aproxima as pessoas”, defendeu o presidente da CTP, Francisco Calheiros, que falava aos jornalistas no final da reunião de Concertação Social, em Lisboa.

    Apesar de ressalvar que a curto prazo o impacto não se deve sentir, Francisco Calheiros teme que o setor do turismo venha a ser impactado a médio prazo, lembrando que o mercado americano, a par do canadiano, é o que mais cresceu.

    O presidente da CTP insistiu que o que se está a verificar “não é bom” e apelou, assim, para o “bom senso”.

  • Presidente do México afasta tarifas retaliatórias aos EUA

    A Presidente do México, Claudia Sheinbaum, afastou a aplicação de novas tarifas retaliatórias aos Estados Unidos, já que o país foi deixado de fora da lista de novas tarifas apresentada por Donald Trump na quarta-feira.

    “Tem a ver com a boa relação que construímos entre os governos do México e dos EUA, que se baseia no respeito pelos mexicanos e pela soberania nacional. Este facto permitiu ao México evitar a aplicação de tarifas aduaneiras adicionais”, sublinhou Sheinbaum, citada pelo El País.

    A Presidente mostrou-se contente com o país ter sido deixado de fora e disse mesmo: “Isto é bom para o país”.

  • António Costa Silva: "EUA provocam tsunami comercial, mas pior é UE escalar tarifas"

    Ex-ministro da Economia defende que “diagnóstico de Trump é correto, método é errado”. António Costa Silva aconselha UE a taxar só “de forma cirúrgica” algumas empresas e atrair investigadores.

    Oiça aqui o programa “Explicador” da Rádio Observador.

    António Costa Silva: “EUA provocam tsunami comercial, mas pior é UE escalar tarifas”

  • António Costa Silva: "EUA provocam tsunami comercial, mas pior é UE escalar tarifas"

    Ex-ministro da Economia defende que “diagnóstico de Trump é correto, método é errado”. António Costa Silva aconselha UE a taxar só “de forma cirúrgica” algumas empresas e atrair investigadores.

    António Costa Silva: “EUA provocam tsunami comercial, mas pior é UE escalar tarifas”

  • Diretora da OMC diz que tarifas podem contrair volume do comércio internacional em 1%

    A diretora da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala, avisou esta tarde que as tarifas impostas pelos EUA à esmagadora maioria dos países pode contrair o volume comércio internacional de mercadorias em 1%, algo que lamenta.

    “Estou profundamente preocupada com este declínio e com a possibilidade de uma escalada para uma guerra tarifária com um ciclo de medidas de retaliação que conduzam a novos declínios no comércio”, acrescentou, citada pela Reuters.

  • Lula promete tomar todas as medidas para "defender empresas e trabalhadores brasileiros"

    Em reação à tarifa de 10% imposta pelos Estados Unidos ao Brasil, o Presidente do país Lula da Silva anunciou que iria agir de todas as formas possíveis em resposta.

    “Tomaremos todas as medidas necessárias para defender as nossas empresas e nossos trabalhadores brasileiros. Tendo como referência a lei da reciprocidade económica aprovada ontem pelo Congresso Nacional e as diretrizes da Organização Mundial do Comércio”, lê-se.

    “Que fala de igual para igual e respeita todos os países, dos mais pobres aos mais ricos. Mas que exige reciprocidade no tratamento. Defendemos o multilateralismo e o livre comércio e responderemos a qualquer tentativa de impor o protecionismo que não cabe mais hoje no mundo”, prometeu Lula, citado pela CNN Brasil.

  • Canadá contra-ataca e iguala tarifas impostas pelos EUA ao comércio automóvel

    O Canadá já reagiu às tarifas dos EUA. O primeiro ministro canadiano Mark Carney afirmou que o país vai impor tarifas de 25% às importações de carros vindos dos EUA, igualando as tarifas impostas por Donald Trump aos carros canadianos que não cumpram o acordo de comércio livre entre ambos os países e o México.

    Segundo o primeiro-ministro citado pela Reuters, estas tarifas não se vão aplicar a peças de automóvel e ainda a conteúdo dos carros vindos do México.

    “O período de 80 anos em que os Estados Unidos abraçaram o manto da liderança económica global, em que forjaram alianças baseadas na confiança e no respeito mútuo e defenderam a troca livre e aberta de bens e serviços, acabou. Esta é uma tragédia”, acrescentou Mark Carney.

  • Trump "não vai recuar" nas tarifas, avisa secretário do Comércio dos EUA

    O secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, avisou que as tarifas estão cá para ficar e que não há qualquer intenção de recuar por parte de Donald Trump.

    “O Presidente não vai voltar atrás no que anunciou ontem. Ele não vai voltar atrás”, sublinhou à CNN e citado pelo The Guardian.

  • "O paciente sobreviveu e está a recuperar": Trump compara introdução das tarifas pelos EUA a uma "operação"

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, comparou na a introdução das tarifas feita na quinta-feira a uma “operação” feita a um paciente que “sobreviveu e está a recuperar”: os Estados Unidos.

    “O prognóstico é que o paciente ficará muito mais forte, maior, melhor e mais resistente do que nunca”, acrescentou o Presidente norte-americano, falando na rede social Truth Social, tendo repetido ainda o seu típico lema:”Make America Great Again!!!”.

  • Macron considera tarifas decisão brutal e pede suspensão de investimentos nos EUA

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, criticou esta quinta-feira a “decisão brutal e infundada” do homólogo norte-americano, Donald Trump, de impor tarifas aos produtos europeus e apelou para a suspensão de investimentos nos Estados Unidos.

    As medidas anunciadas por Donald Trump são “extremamente graves para a economia europeia”.

    “O que é importante é (…) que os investimentos que estão para vir ou que foram anunciados nas últimas semanas sejam suspensos por um tempo até que tenhamos esclarecido as questões com os Estados Unidos”, disse o Presidente, numa reunião, no Palácio do Eliseu, com representantes das indústrias francesas mais afetadas pela imposição destas tarifas aduaneiras.

    “Qual seria a mensagem de ter grandes atores europeus a investir milhares de milhões de euros na economia americana numa altura em que estão a minar-nos?”, questionou.

  • Portugal vai ser afetado pelas tarifas americanas?

    Pedro Reis admite que Portugal pode sofrer consequências das tarifas de Trump tanto na importação, como na exportação. O ministro da Economia diz que setor agro-alimentar deve ser o mais afetado.

    Portugal vai ser afetado pelas tarifas americanas?

  • Governador do BdP defende “tranquilidade” após EUA anunciar tarifas

    O governador do Banco de Portugal (BdP) defendeu esta quinta-feira, na cidade da Praia, Cabo Verde, “uma posição de tranquilidade” face ao futuro, depois das tarifas comerciais anunciadas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

    “Há medidas de política económica, comercial, monetária e orçamental a serem tomadas todos os dias. Queria transmitir uma posição de tranquilidade face àquilo que é o futuro: foi uma longa caminhada global que fizemos, que trouxe prosperidade a todas as partes do globo e devemos pensá-lo como um todo”, referiu.

    Mário Centeno falava à margem de uma visita a Cabo Verde, no âmbito da cooperação entre bancos centrais.

  • Rússia compara União Europeia "a navio a afundar-se" após anúncio de tarifas de Trump

    Segundo a porta-voz dos Negócios Estrangeiros, as taxas anunciadas por Trump são “informações adicionais” que confirmam o fracasso de Bruxelas em cumprir os seus objetivos de crescimento económico.

    Rússia compara União Europeia “a navio a afundar-se” após anúncio de tarifas de Trump

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