Momentos-chave
- Dominado pelas 23h00 fogo que atingiu Vila Chã de Sá, Viseu
- Frente de fogo em Arganil em perigo de chegar à Pampilhosa da Serra
- Aguiar da Beira. Incêndio obriga a evacuação de um lar, diz presidente da Câmara Municipal
- Autarca de Vila Real quer saber o que “não correu bem” na serra do Alvão
- Fogo de Trancoso com frente ativa de seis quilómetros
- José Luís Carneiro pede ao Governo para declarar situação de contingência
- Autarca de Oliveira do Hospital antecipa noite de alerta
- Montenegro garante que dispositivo de combate a incêndios "não vai deixar ninguém sozinho"
- Situação “mais calma” em Trancoso depois de “momentos complicados” durante a tarde
- Viseu com três frentes mas uma começa a ceder
- Quinta e sexta-feira com temperaturas altas e vento forte no interior do país
- Fogo com duas frentes em Fornos de Algodres, onde a situação está “mais calma”
- 59 ocorrências até às 17h00. Sete situações preocupantes, diz Proteção Civil
- Dominado incêndio que atingiu a serra do Alvão
- Seguro pede “conversa séria” porque fogos “não podem ser o novo normal”
- Incêndio de Sátão chega a Sernancelhe e Aguiar da Beira
- Frente em direção à vila de Tabuaço ativa mas “sem qualquer perigo
- EN 323 no distrito de Viseu e nacionais 330 e 226 na Guarda cortadas, diz a GNR
- Secretário de Estado da Proteção Civil garante que está em contacto "com todos os intervenientes no teatro de operações"
- Marcelo alerta para o perigo de incêndio na sexta-feira. “É um dia particularmente preocupante”
- Fogo de Trancoso consumiu quase 14.000 hectares
- Liga dos Bombeiros apela à Proteção Civil que pague despesas mais rapidamente
- Suspeito da autoria de seis fogos em Pinhel fica em prisão preventiva
- "Há pelo menos quatro frentes ativas" em Arganil, diz presidente da Câmara Municipal
- Mais de 2.150 operacionais combatiam às 17h00 seis maiores fogos
- "Ardeu tudo, não escapou nada". Luís, de 80 anos, viu a sua casa a ser consumida pelas chamas
- Gouveia e Melo "envergonhado" com avarias em meios aéreos: "Isto é o Estado do improviso"
- Macedo de Cavaleiros. Três bombeiros feridos após despiste
- JPP pede que reunião entre Montenegro e Marcelo resulte em “medida concretas”
- Três jovens detidos por fogo florestal em área protegida de Almada
- Incêndio em Vila Real regista reacendimento perto da aldeia de Cravelas
- Trânsito cortado na EN323 no distrito de Viseu e EN330 na Guarda
- Incêndio "muito perto" de "algumas casas" em Aguiar da Beira
- Seis aldeias evacuadas devido ao incêndio em Piódão, Arganil
- Perto de 1.900 operacionais combatem os cinco fogos mais preocupantes no país
- Fogo na Covilhã está em rescaldo e consumiu cerca de 700 hectares
- Aldeias em Fornos de Algodres e Piódão ameaçadas pelas chamas
- Ponto de situação: sete incêndios de dimensões significativas combatidos por centenas de operacionais
- Moimenta da Beira em conclusão com bombeiros a evitar reacendimentos
- Trânsito cortado na EN323 entre Távora e Granjinha, distrito de Viseu
- Tabuaço mantém uma frente ativa e a segunda está dominada
- Trânsito reaberto numa das faixas do IC1 na zona de Ermidas-Sado
- Popular detido durante combate na serra do Alvão onde há 2 frentes ativas
- Mais de 1600 bombeiros combatem os seis principais incêndios ativos
- País em situação de alerta até sexta-feira
Histórico de atualizações
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Bom dia,
Vamos fechar este liveblog, que acompanhou a evolução dos incêndios em Portugal ao longo de quinta-feira, um dia em que o primeiro-ministro garantiu que o dispositivo de combate a aos fogos “não vai deixar ninguém sozinho”.
Pode continuar a seguir a nossa cobertura nesta nova ligação.
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Ponto da situação dos incêndios em Portugal Continental: mais de 3.190 operacionais em 45 incêndios
O ponto de situação dos incêndios em Portugal pelas 00h30:
- 3.196 operacionais estão no terreno a combater 45 incêndios em todo o território do continente português;
- Mais de mil meios terrestres estão envolvidos no combate aos fogos;
Há nove incêndios classificados pela Proteção Civil como ocorrências significativas: Moura, Vila Real, Trancoso, Sátão, Vinhais, Cinfães, Tabuaço, Arganil.
O fogo que mobiliza mais meios é o que está a lavrar em Piódão, Arganil: estão no terreno 862 operacionais, com o apoio de 280 veículos terrestres e um meio aéreo.
[Um homem desobedece às ordens dos terroristas e da polícia e entra sozinho na embaixada. Momentos depois, ouve-se uma enorme explosão. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto a embaixada turca em Lisboa e uma execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o quarto episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui]
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Dominado pelas 23h00 fogo que atingiu Vila Chã de Sá, Viseu
O incêndio que começou ao início da tarde de quarta-feira em Vila Chã de Sá, no concelho de Viseu, foi dado como dominado pelas 23h07, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.
Fonte do Comando Sub-regional de Viseu Dão Lafões indicou que o fogo entrou em resolução pelas 23h07, depois de os meios no terreno terem debelado as três frentes ativas.
Pelas 00h05 de hoje, mantinham-se no local 104 operacionais, apoiados por 33 viaturas, de acordo com a página na internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
O alerta para o incêndio foi dado pelas 14h35 de quarta-feira.
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Frente de fogo em Arganil em perigo de chegar à Pampilhosa da Serra
Uma das frentes de fogo ativas no município de Arganil, no distrito de Coimbra, poderá evoluir para o concelho da Pampilhosa da Serra, com a prevista mudança da direção do vento durante a noite, disse hoje fonte autárquica.
Em declarações à agência Lusa, ao início da noite, o presidente da Câmara de Arganil, Luís Paulo Costa, notou que uma das situações que suscita mais preocupação – no fogo que deflagrou hoje na freguesia do Piódão e possui vários focos ativos — é uma frente que poderá evoluir para o sudoeste do concelho, em direção ao município vizinho da Pampilhosa da Serra.
“É uma frente que abriu durante a tarde de hoje em direção à localidade de Porto Castanheiro [perto do troço de Arganil do Rali de Portugal]. Com a previsão de uma nova rotação e intensificação do vento, se isso acontecer, vai dar muito que fazer”, observou o autarca.
Ao longo do dia, as frentes de fogo no concelho de Arganil, a partir do Piódão, avançaram para norte e noroeste, em direção ao município vizinho de Oliveira do Hospital e outra para nordeste, que entrou no concelho de Seia, já no distrito da Guarda, potenciadas por vento forte e pelos declives abruptos da serra do Açor.
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Aguiar da Beira. Incêndio obriga a evacuação de um lar, diz presidente da Câmara Municipal
Virgílio Cunha, presidente da Câmara de Aguiar da Beira, confirmou à RTP3 que um lar na Quinta de Açores teve de ser evacuado por precaução devido ao incêndio que está a lavrar naquela zona.
O autarca frisou que o número de bombeiros não é suficiente para combater o incêndio e disse que já pediu reforços. “Os bombeiros foram muito poucos. Pedimos reforço de bombeiros e meios aéreos, mas não foi o suficiente para conseguir deter o incêndio”, sublinhou.
Neste momento, Aguiar da Beira combate o incêndio que veio de Trancoso e o fogo que chegou através de Sátão.
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Autarca de Vila Real quer saber o que “não correu bem” na serra do Alvão
O presidente da Câmara de Vila Real quer saber o que “não correu bem” no incêndio que se prolongou por 12 dias e entrou hoje em resolução, depois de queimar 6.445 hectares na serra do Alvão.
“Deixou-nos muito preocupados alguns daqueles que foram os silêncios que se verificaram e, por isso mesmo, da nossa parte quereremos saber o que é que não correu bem efetivamente aqui em Vila Real para termos um incêndio que esteve 12 dias a lavrar precisamente naquilo que é o nosso coração”, afirmou Alexandre Favaios aos jornalistas.
O fogo deflagrou a 2 de agosto, em Sirarelhos, Vila Real, serpenteou a serrão do Alvão e estendeu-se a Mondim de Basto, esteve em conclusão e sofreu duas reativações, uma no sábado e outra na segunda-feira.
Durante este período, o autarca fez vários apelos a um reforço de meios no terreno e disse também que estava na hora de ouvir a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e o Governo sobre o incêndio que estava consumir o concelho em “lume brando”.
Questionado sobre quem são os responsáveis a quem se dirige, Alexandre Favaios respondeu que “terão que ser os responsáveis máximos”.
“Terá que ser a ANEPC, terão que ser responsáveis políticos também, que nos possam, de alguma forma, dar uma palavra que nos permita explicar às pessoas que tiveram as suas casas, as suas vidas, as suas terras, a sua floresta, aquilo que é o seu próprio rendimento, de alguma forma colocado em causa durante tantos e tantos dias”, afirmou.
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Fogo de Trancoso com frente ativa de seis quilómetros
O fogo que lavra em Trancoso desde sábado tem, esta noite, uma frente ativa com cerca de seis quilómetros e “muito trabalho” pela frente para os operacionais, de acordo com a Proteção Civil.
“Foi um dia muito difícil, ao fim do qual temos uma frente ativa com cerca de seis quilómetros. Ainda temos muito trabalho pela frente”, disse à agência Lusa o comandante operacional Carlos Silva.
Durante o dia de hoje as chamas rondaram várias localidades dos concelhos de Trancoso e de Fornos de Algodres, tendo entrado nos municípios vizinhos de Celorico da Beira, durante a tarde, e de Aguiar da Beira (concelhos do distrito da Guarda) ao final do dia.
Segundo o comandante sub-regional do Oeste, que está no comando operacional deste incêndio desde segunda-feira, já arderam 15 mil hectares.
“Ontem [terça-feira], o incêndio estava controlado, com muitos pontos em consolidação, mas as condições meteorológicas durante a noite provocaram inúmeras reativações”, adiantou.
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José Luís Carneiro pede ao Governo para declarar situação de contingência
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, pediu ao Governo para declarar situação de contingência para melhorar o combate aos incêndios, principalmente depois das previsões de uma sexta-feira muito complicada feita pelo Presidente da República.
“O Governo deve declarar a situação de contingência. Foi o que fiz em 2022, quando estávamos com mais de 150 incêndios. Estamos hoje com 80 em simultâneo”, disse em entrevista ao Now, recordando que tal decisão permite ativar “planos de emergência e proteção civil locais e subregionais e, assim, permite mobilizar meios que de outra forma seriam mais difíceis de mobilizar”.
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Autarca de Oliveira do Hospital antecipa noite de alerta
O incêndio que eclodiu em Arganil e passou para Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, está longe de estar controlado e o presidente deste último município antecipou uma noite de alerta até ser possível dominar as chamas.
Ouvido pela agência Lusa pelas 20:05, Francisco Rolo indicou que uma das frentes mais preocupantes lavra na encosta entre o monte do Colcurinho e a povoação de Chão do Sobral, onde residem mais de 100 pessoas, algumas das quais, nomeadamente as mais idosas, previamente retiradas por precaução.
“Vai ser uma noite de alerta reforçado e de vigilância. Vamos ter aqui uma noite comprida e de muito trabalho”, afirmou o autarca.
“Esta é a parte do fogo que, desde manhã, tem estado na linha de cumeada, tem vindo a descer lentamente, é uma zona muito íngreme, muito acentuada, uma zona de matos bastante densos e de difícil acesso”, explicou.
Francisco Rolo considerou ainda que o “fator de risco e a grande ameaça” decorre da mudança de direção do vento: “ora está a favor do fogo e fá-lo progredir em direção à aldeia de Chão do Sobral, ora está em sentido contrário e o fogo amaina, retarda, empurra-o de volta para a cumeada”, frisou.
Francisco Rolo disse ainda que os bombeiros “estão a fazer tudo para conseguirem controlar” esta frente de fogo ao longo da noite, estando “a estudar uma forma, com ajuda de maquinaria pesada, de criar aceiros, linhas de corte de fogo, para evitar que ele desça”.
“É importante que ele não passe um estradão, que existe ali a meia encosta, porque aí sim, as coisas ganham outra proporção”, avisou.
O presidente da Câmara criticou, por outro lado, a alegada não utilização de meios aéreos naquela frente de chamas, ao longo da tarde, que, na sua opinião, “com duas ou três descargas, tinham resolvido o problema”.
“Estamos a falar de uma zona de regeneração natural após os incêndios de 2017. Pinheiros que têm oito anos, já têm alguma dimensão, toda esta zona é de regeneração natural, quer na parte do pinheiro-bravo, que no eucaliptal. Isto nem era zona de eucaliptal, mas por regeneração natural e projeções, está pejada de eucaliptos. Se não combatermos o fogo no mato, como é que protegemos as casas?”, inquiriu Francisco Rolo.
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Primeiro-ministro diz que ajuda ao estrangeiro não será pedida enquanto não for "tecnicamente adequado"
Sobre um eventual pedido de ajuda parceiros internacionais, Montenegro diz que “quando as circunstâncias o motivarem” o Governo fa-lo-á, mas esclarece que “isso obedece a critérios de natureza técnica e operacional que terão de ser atendidos”.
“Nós não temos nenhuma objeção a fazê-lo, quando tiver de ser feito, mas também não o vamos fazer nas alturas em que não for tecnicamente adequado”, acrescentou.
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Montenegro garante que dispositivo de combate a incêndios "não vai deixar ninguém sozinho"
O primeiro-ministro disse esta noite que “o País enfrenta dias de grande dificuldade que ainda vão ter, infelizmente, muitas incidências nas próximas horas”. Luís Montenegro acompanha Marcelo Rebelo de Sousa na apreensão com as condições meteorológicas da sexta-feira e prevê que os “próximos dois dias serão muito complexos”.
“Podemos garantir todo o nosso empenhamento, todo o nosso dispositivo está no terreno, tem feito um esforço absolutamente notável”, disse o primeiro-ministro depois de um jantar com o Presidente da República em Faro.
“Temos todos os meios disponíveis, temos um acompanhamento que não vai deixar ninguém sozinho. Agora, evidentemente que não temos meios ilimitados e que, nos momentos de maior aperto, todos sentimos que precisamos de mais, mas temos de saber gerir”.
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Município de Seia deslocou 55 pessoas para Casa do Povo de Vide
O incêndio florestal que eclodiu na serra do Açor, no município de Arganil, distrito de Coimbra, estendeu-se a Seia (Guarda), obrigado à deslocação de cerca de 55 pessoas dos dois municípios, mas sem danos nas habitações, disse fonte oficial.
Segundo o presidente da Câmara de Seia, Luciano Ribeiro, “logo que foi dada a ordem de evacuação ao início da tarde”, foram concentradas na Casa do Povo de Vide, “cerca de 55 pessoas” de “algumas povoações do concelho de Seia, mas também do concelho de Arganil”.
O autarca do município do distrito da Guarda falava à Lusa pelas 20:00, num balanço sobre a evolução do incêndio florestal que deflagrou na serra do Açor, no município de Arganil, pelas 05:08 de hoje, e que evoluiu para os concelhos vizinhos de Oliveira do Hospital e Seia, onde lavra “desde o início da tarde”.
As chamas, explicou Luciano Ribeiro, avança na União de Freguesias de Vide e Cabeça, ameaçando “em particular as localidades ao longo da ribeira do Piódão”, num vale em que “é difícil o combate ao incêndio”
“Neste momento, os bombeiros têm controlado o incêndio, mantêm-no afastado das várias povoações, e o fogo vai progredindo nas zonas de mais difícil acesso, mas os bombeiros têm assegurado a manutenção de todas as povoações”, afirmou o autarca de Seia, acrescentando que, até então, não tinha conhecimento de qualquer pessoa ferida devido ao sinistro.
O presidente da autarquia avançou que, na altura, estava “um pouco de vento” e que “também se prevê uma mudança da direção, o que aumenta a sua imprevisibilidade nos vales muito encaixados” da região, que ardeu nos incêndios de 2017.
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Situação “mais calma” em Trancoso depois de “momentos complicados” durante a tarde
O presidente da Câmara de Trancoso disse que hoje se viveram “momentos complicados” com o fogo que lavra desde sábado naquele concelho do distrito da Guarda, mas que a situação está agora “mais calma”.
“Houve momentos complicados na Serra do Pisco e casas ameaçadas em Venda do Cepo, Montes, Vila Novinha e Rio de Mel, mas conseguiu-se dominar as chamas”, disse à agência Lusa Amílcar Salvador, autarca de Trancoso.
O presidente da Câmara acrescentou que durante a tarde também se registaram reacendimentos em Mendo Gordo e Torre de Terrenho, mas que foram “rapidamente dominados”.
“A situação que, neste momento, continua a merecer mais cuidados e atenção dos operacionais é Vila Novinha”, indicou.
Amílcar Salvador referiu que o incêndio já terá passado desta localidade para o concelho vizinho de Aguiar da Beira, na zona de Carapito, Eiriz, Sequeiros e Gradiz.
“Não consigo fazer uma previsão para o fim disto, ninguém consegue, porque isto muda de um momento para o outro devido à força do vento, que continua muito forte”, afirmou.
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Viseu com três frentes mas uma começa a ceder
Um incêndio com início pelas 14h35 de hoje em vila Chã de Sá, Viseu, mantém três frentes ativas, sendo que uma começou a ceder, disse pelas 19h30 à agência Lusa o comandante das operações.
“Os trabalhos decorrem favoravelmente, mas continua ativo, com três frentes. Uma virada a nascente, para a Estrada Nacional [EN] 231-1, outra virada a poente, para a estrada que liga Vila Chã de Sá a Passos de Silgueiros e uma terceira, a cabeça, virada à povoação de Rebordinho”, especificou o comandante dos Bombeiros Sapadores de Viseu, Rui Nogueira.
De momento, a frente que se dirige a Rebordinho “já está a começar de ceder ao combate, mas mantemos as outras duas frentes a nascente e poente”, disse o comandante pelas 19h30.
Pelas 20h00, combatiam este incêndio um total de 121 operacionais, apoiados por 33 veículos e quatro meios aéreos, segundo a página oficial da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
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Quinta e sexta-feira com temperaturas altas e vento forte no interior do país
As temperaturas no interior do país vão manter-se bastante elevadas na quinta e sexta-feira, acompanhadas por vento do quadrante Sul, por vezes com muita intensidade, o que aumenta o risco de incêndio naquelas regiões, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Jorge Ponte, meteorologista do IPMA, adiantou à agência Lusa que nos próximos dias as temperatura vão baixar no litoral, mas o interior do país vai manter-se muito quente e com ventos por vezes fortes, sobretudo nas terras altas.
Como exemplo, deu os casos dos distritos de Bragança e de Vila Real, com temperaturas a rondar os 39 graus, e no Vale do Douro, onde podem ultrapassar os 40 graus.
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Fogo com duas frentes em Fornos de Algodres, onde a situação está “mais calma”
O concelho de Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, tem duas frentes ativas, mas a situação está “mais calma”, segundo o vice-presidente do município.
“Temos algumas reativações em Casal do Monte, que os bombeiros estão a tentar controlar, e uma frente a evoluir perto da Fraga da Pena, onde uma máquina de rasto do ICNF [Instituto de Conservação da Natureza e Florestas] está a abrir um corta-fogo e há operacionais para travar as chamas”, disse à agência Lusa Alexandre Lote, vice-presidente da Câmara de Fornos de Algodres (distrito da Guarda).
Se a estratégia na Fraga da Pena não for bem-sucedida, as chamas poderão seguir em direção às localidades de Muxagata ou Maceira, “consoante a direção do vento”.
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59 ocorrências até às 17h00. Sete situações preocupantes, diz Proteção Civil
Portugal continental contabilizou hoje 59 incêndios rurais, até às 17h00, estando empenhados no combate aos fogos mais de 2.500 operacionais, segundo um balanço da Proteção Civil, que dá conta de sete fogos mais preocupantes.
José Ribeiro, segundo comandante nacional da Autoridade de Emergência e Proteção Civil, no balanço do dia em termos de fogos feito na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, destacou como mais preocupantes, dos sete incêndios, os de Piódão, concelho de Arganil, e de Sátão.
Ao todo, estavam empenhados nos incêndios 2.516 operacionais, auxiliados por 720 viaturas e por meios aéreos, que às 17h00 já tinham concluído 135 missões.
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Dominado incêndio que atingiu a serra do Alvão
O incêndio que começou a 2 de agosto, em Sirarelhos, Vila Real, entrou em fase de resolução às 19h48 de hoje, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
O fogo deflagrou a 2 de agosto, em Sirarelhos, em Vila Real, serpenteou a serra do Alvão, estendeu-se a Mondim de Basto, esteve em conclusão e sofreu duas reativações no sábado e na segunda-feira.
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Seguro pede “conversa séria” porque fogos “não podem ser o novo normal”
O candidato presidencial António José Seguro defendeu hoje que os incêndios não podem ser “o novo normal” e que o país deve ter uma “conversa séria” sobre o assunto em outubro ou novembro.
“O país tem de ter uma conversa séria sobre como prevenir os incêndios e um ataque mais eficaz logo no início”, disse António José Seguro, em declarações aos jornalistas à entrada do Festival Paredes de Coura, no distrito de Viana do Castelo, onde apresentou a maratonista Manuela Machado como sua mandatária pelo distrito de Viana do Castelo.
Seguro frisou que, “em tempo de combate, não se limpam armas”, sendo necessário “ajudar as famílias, a proteção civil, os autarcas, para enfrentar a situação” em curso.
“Tem de haver um pacto entre gerações. Isto não pode ser o novo normal no nosso país. Em outubro, novembro, quando passar este flagelo, temos de ter uma conversa séria no país”, sublinhou.
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Incêndio de Sátão chega a Sernancelhe e Aguiar da Beira
O incêndio iniciado na madrugada de hoje em Sátão estendeu-se aos concelhos de Sernancelhe e Aguiar da Beira e mantém um comportamento eruptivo sem possibilidade de combate direto, disse à agência Lusa o comandante no terreno.
“O incêndio está a evoluir nos concelhos de Sátão, Sernancelhe” (distrito de Viseu) e Aguiar da Beira (distrito da Guarda), disse à agência Lusa, pelas 19h30, o segundo comandante do Comando Sub-regional de Viseu Dão Lafões, João Cardoso.
Segundo o comandante das operações, o incêndio está “com bastante intensidade, com comportamento eruptivo desde manhã, sem a possibilidade de combate direto”.
“As condições de instabilidade são constantes, com rotações de vento o que acaba por potenciar várias projeções a longa distância”, referiu João Cardoso.
Assim, foi já realizada uma “defesa no perímetro das aldeias de Carrasqueira, Quinta da Madalena, Barrocas, Pinheiro, Fumadinha, Quintela, Quintas do Vouga, Águas Boas, Aldeia Nova e Castelo” nos três municípios, adiantou.