Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora?

    • Pedro Nuno Santos está sob averiguação preventiva do Ministério Público por suspeitas relacionadas com a aquisição de imóveis. Em resposta, o líder socialista expressou surpresa com o ‘timing’ da divulgação e reafirmou a sua disposição para fornecer todas as explicações necessárias, prometendo disponibilizar documentação relevante no ‘site’ da campanha do PS. Além disso, criticou Luísa Montenegro, exigindo que o líder da AD também forneça esclarecimentos detalhados sobre assuntos ainda por esclarecer relacionados com a Spinumviva.
    • Luís Montenegro destacou a importância de novas infraestruturas da GNR para melhor receber as vítimas de crime e garantir a segurança. O líder da AD e primeiro-ministro também defendeu que Portugal precisa de continuar a manter um equilíbrio entre abertura ao mundo e regulação da imigração, assinalando que o país converge politicamente para uma abordagem de imigração com regras humanitárias.
    • Durante um debate, Paulo Raimundo e André Ventura discutiram vivamente questões relacionadas com a economia e a desigualdade, com Ventura a criticar o PCP e Raimundo a defender a luta pelos direitos da maioria contra uma minoria privilegiada.

    Já saiu o quinto episódio de “O Misterioso Engenheiro Jardim”, o novo PodcastPlus do Observador que conta a história de Jorge Jardim, o empresário que, na verdade, era um agente secreto que liderou missões perigosas em todo o mundo, tentou criar um país e deu início a um clã de mulheres aventureiras. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro e aqui o quarto episódio]

  • Bom dia. Terminamos aqui a cobertura dos desenvolvimentos da política nacional em plena fase de pré-campanha.

    Pode acompanhar todos os desenvolvimentos no liveblog que agora iniciamos. Obrigada por estar connosco.

    AD “não fecha em absoluto” a hipótese de reduzir IRC além dos 17%, mas só a partir de 2028

  • Raimundo para Ventura: "A única minoria que defende são os 0,3% das empresas que concentram 40% dos lucros"

    Paulo Raimundo diz que parece que Ventura não está a ouvir e quer apenas “descarregar a cartilha”, voltando a frisar que os maiores custos das pequenas empresas não são os salários e sobrevivem à custa do mercado interno.

    “Não percebe nada de economia”, atira Ventura.

    Raimundo insiste que é preciso melhorar as condições de vida da população e dos jovens para pôr o país a funcionar, se não ficamos entregues a partidos que “querem corresponder aos interesses de uma pequena minoria, caso de Ventura”. “A única minoria que defende são os 0,3% das empresas que concentram 40% de todos os lucros”.

  • Ventura: "Raimundo não compreende que a vida não é só Estado"

    Sobre a propostas para equiparar as pensões ao salário mínimo nacional, Ventura diz que vai manter e realça que viu “AD a aproximar-se de propostas do Chega”.

    “Aceito muitas lições do PCP mas não de democracia”, atira, realçando que o PCP tem um “passado de ditadura e antidemocracia” — “Se há um partido antidemocrático é o PCP.”

    “O Paulo Raimundo não compreende que a vida não é só Estado e pôr o Estado a controlar tudo, pequenos empresários têm de ter menos impostos e burocracia e Segurança Social”, diz Ventura, com Raimundo a sugerir: “Sei que quer pôr a mão…” “Paulo Raimundo parece que não percebe patavina do que estou a dizer do que é preciso para as empresas portuguesas.” “Não precisamos de mais parasitas, precisamos de mais trabalho”, remata.

  • "Enfrentámos todos os rostos do seu projeto, nos 48 anos [de ditadura] ou agora", diz Raimundo

    Paulo Raimundo diz que pagaria o aumento das pensões cortando benefícios fiscais. “A grande opção que está feita é em entregar 1800 milhões de euros em benefícios”.

    “Não vale a pena vir falar em democracia porque sou de um partido que lutou muito pela democracia. O seu projeto já teve várias formas e rostos”, atira a Ventura. “Enfrentámos todos esses momentos, nos 48 anos passados ou agora”.

    “Nasci em 1983”, atira Ventura. “Nunca vai perdoar o PCP por afastar o Governo de Passos e Portas que aplaudia todo contente”, responde Raimundo.

  • Ventura critica PCP por não ter "respeito democrático", Raimundo recusa "falar de democracia" com o líder do Chega

    André Ventura diz que “PCP votou contra aumento do salário mínimo proposto pelo Chega”. “Não venha falar de democracia comigo”, atira Raimundo, o que leva Ventura a dizer que PCP “não tem respeito democrático”.

    “PCP tem o maior património imobiliário”, aponta Ventura, sugerindo que os comunistas “metem gente nas sedes”. “Impacto orçamental tem de ser suportado pelo Estado, senão empresas não podem sustentar”, justifica, frisando que os partidos têm um “privilégio fiscal” para o IMI. “O seu partido não paga IMI?”, questiona Ventura, líder do Chega diz que “não tem imobiliário”.

  • Raimundo diz que PCP vota contra propostas do Chega para "não animar a demagogia"

    Paulo Raimundo diz agora que os grandes custos das empresas pequenas não são os trabalhadores, e que se tem de atacar outros custos, que mexeriam nos “lucros das grandes empresas”.

    “Temos partidos a propor salário mínimo de 1100 euros em 2029?”, indigna-se. Frisa que o PCP não votou a favor de nenhuma proposta do Chega porque não quer “animar a hipocrisia e demagogia”. “São as palas da extrema-esquerda”, diz Ventura. “Diferença de humildade e respeito democrático”.

    Raimundo continua dizendo que o salário mínimo é muito inferior ao de Espanha mas o preço do gás de botija é o dobro.

  • Ventura acusa PCP de responsabilidades pela geringonça, Raimundo atira: "2015 está-lhe mesmo atravessado"

    “Às vezes penso que estou num debate do início do século XX”, atira André Ventura. “O seu projeto é que é o mais avançado”, aponta Paulo Raimundo.

    “Cada um de nós tem o seu legado, o Chega ainda não governou nem esteve em nenhuma solução governativa. Em 2021 quando PCP deixou de apoiar o governo estavam sem médico de família 1.1 milhões de pessoas, carga fiscal era 35,8% do PIB, recorde, mais e 70 mil milhões pagámos em impostos por causa das vossas brincadeiras da geringonça”, explica o líder do Chega. “2015 está-lhe mesmo atravessado”, aponta Raimundo.

    Ventura justifica que pretende descer o IRC porque também veio “de um bairro”, onde “muitos pequenos empresários” precisam desse apoio. Segue para dizer que Raimundo “não tem autoridade moral”. Ambos concordam: “Há um mundo de diferença entre nós.”

  • Raimundo e Ventura discutem os "bairros" de onde vieram. "Há lá bandidagem"

    Paulo Raimundo diz que é “urgente” executar o programa do PCP e que há “números para tudo” no que toca ao custo eventual das nacionalizações.

    “Está sempre na nheca nheca, isso não serve para nada”, atira a Ventura quando este o interrompe.

    Diz que vive num bairro periférico onde também há “muita bandidagem”, tal como no bairro de Ventura, “mas talvez o delito seja diferente”. Estas pessoas vivem com muitas dificuldades e a resposta não pode ser que “o povo aguenta”.

    Acusa Ventura de defender o sistema fiscal que existe na Rússia, com 15% de IRC, o que são menos 2 mil milhões por ano de receita para o Estado. E pergunta como vai explicar aos professores ou bombeiros que vai fazer esse corte. “É preciso fazer opções”.

    Depois diz que o PS deu “uma grande abébia” ao Chega quando viabilizou o Orçamento da AD. “Neste OE estão soluções onde se deve ir buscar o dinheiro” e o controlo público de empresas não tem de ser uma nacionalização.

  • Ventura cola PCP ao Putin, dizendo que "amigos do Paulo Raimundo invadiram a Ucrânia"

    André Ventura explica que o Chega terá um “programa que responde aos problemas da economia”. E segue para atacar PCP: “Não podemos perceber como é que a CDU defende saúde para todos mas quer acabar com PPP que correram bem.”

    Sobre a saúde, acusa os “amigos do Paulo Raimundo, que invadiram a Ucrânia” de serem os culpados pelo estado da economia. “Tem coragem de dizer uma coisa dessa?”, interrompe Paulo Raimundo.

    Ventura ataca para dizer que “PCP teve responsabilidades na geringonça e fora dela”.

  • "A minha alma está parva", diz Raimundo, acusando Ventura de estar "de acordo com Trump"

    Paulo Raimundo diz que Ventura “andou às voltas” para fugir a estar “de acordo com Trump”. (Antes com Trump do que a Venezuela, diz Ventura).

    E diz que o líder do Chega falou na Europa como um bloco e que se esqueceu de que Portugal não é uma província, mas um país soberano. “Ah, sozinho!”, vai provocando Ventura.

    “As exigências da nossa economia não são as francesas ou alemãs”, diz o comunista, defendendo que o país deve produzir mais alimentos ou medicamentos e que Ventura quer “vergar-se à UE”.

    “Falou da agricultura como se a PAC tivesse uns resultadões”, atira.

    Ventura volta a dizer que o PCP defende a saída do euro. “Não diga isso, a questão não está colocada”, garante Raimundo. O líder do Chega pergunta se o PCP tem noção do impacto económico da saída do euro. “A minha alma está parva com esta intervenção!”, diz Raimundo, queixando-se de que o Chega nos debates de há um ano disse o mesmo.

    Depois diz que o PCP não enterra a cabeça na areia perante a realidade e que a situação internacional exige que se olhe para caminhos para a economia nacional. “Não estava à espera do seu endeusamento da UE”.

  • Ventura diz que é preciso responder aos EUA: "Ficamos agachados e calamo-nos?" Raimundo supreende-se com intervenção do líder do Chega

    André Ventura reitera que “não é Presidente dos EUA” e realça que “EUA estão a defender o seu mercado e produtos”, frisando que a Europa devia fazer o mesmo, nomeadamente os trabalhadores, que acusa o PCP de ter “abandonado”

    “Há muito tempo não devíamos estar sujeitos a um regime amigo do Paulo Raimundo, a China, nos invadisse com vestuário, têxteis, calçado, mão de obra escrava”, atira. “Respondemos aos EUA como? Ficamos agachados e calamo-nos? à China, Índia, Bangladesh, Paquistão, em que as mulheres recebem um terço do salário dos homens”.

    “Não esperava ouvir isso de si”, aponta Paulo Raimundo, com Ventura a realçar que “Europa tem de proteger indústria, agricultura e trabalhadores”. E ainda diz que “não é sair do euro”, atacando Paulo Raimundo.

  • Ventura diz que partidos não devem ter exigência diferente com Pedro Nuno e Montenegro. "Não deve ser para mim", reage Raimundo

    Paulo Raimundo diz que o processo de Pedro Nuno Santos tem de se investigar e o mais depressa possível, para não haver um “clima de suspeição”.

    “Não nego a importância deste caso, como outros, mas não quero que o debate político se centre nestas questões”, argumenta, lembrando problemas da Habitação ao acesso às creches. “Vamos ficar afunilados nestes temas, importantes mas muito longe da vida das pessoas”.

    Diz que o espaço para os esclarecimentos de Pedro Nuno Santos é junto das autoridades.

    André Ventura diz que é importante que os partidos não tenham uma posição quando é um líder e outra quando é outro, como à “esquerda”.

    “Qual esquerda? Não deve ser para mim”, atira Raimundo, com Ventura a dizer que era para o BE, mas diz também que Raimundo parece mais “brando” com o PS.

    Raimundo diz que o que já se conhecia do caso de Montenegro era suficiente para que se demitisse.

  • Ventura: "Pedro Nuno Santos não pode dar menos explicação do que as que exigiu a Luís Montenegro"

    É André Ventura que começa o debate e é questionado pela averiguação preventiva às casas de Pedro Nuno Santos. “Temos de distinguir a ética na política”, começa por dizer, para acrescentar que acha “estranho” como é que políticos estão “a comprar casas como se o dinheiro jorrasse das fontes”. Apesar de dizer que não está a dizer que é o caso de Pedro Nuno, diz que “a forma é estranha”.

    O líder do Chega considera que é fundamental que a justiça seja “imparcial e apolítica e que seja capaz de investigar, doa a quem doer”.

    “Pedro Nuno Santos não pode dar menos explicação do que as que exigiu a Luís Montenegro”, atira, apontando que “temos de ser capazes de ser exigentes”.

  • Arranca agora o segundo debate da noite desta quarta-feira, entre André Ventura (Chega) e Paulo Raimundo (PCP), transmitido na CNN Portugal. Acompanhe aqui no Observador.

  • "Só Nuno Melo não percebeu que EUA e Rússia aliaram-se para pilhar a Ucrânia”

    Joana Mortágua diz que o BE é contra a NATO, como afirma a Constituição, e que Nuno Melo “está em negação”.

    “A NATO é controlada pelo melhor aliado de Putin. Só Nuno Melo não percebeu que EUA e Rússia aliaram-se para pilhar a Ucrânia”.

    É preciso um acordo de Defesa entre os Estados europeus, mas não em cima de “mentiras” como dizer que a Europa não tem capacidade defensiva face à Rússia.

    Diz que também é mentira dizer que “isto não nos sai do bolso” e que o investimento em armamento, pela NATO, seria superior ao investimento na Educação. Cita Mark Rutte perguntando se Melo acredita que é preciso cortar em gastos sociais. “Mal seria que as nossas Forças Armadas não tivessem condições, não está em causa”, garante.

    “Acabou de dizer sem se rir que o Orçamento da Defesa é maior do que o da Educação. Dizem umas coisas com o ar mais cândido…”, atira Melo. Mortágua corrige: diz que isso seria de acordo com o apelo da NATO.

    “Uma Europa que abdica do Estado Social para uma corrida ao armamento desnecessária é uma Europa em que Putin e Trump já ganharam”, remata.

  • Melo sobre BE: "A nossa fronteira, ao contrário da vossa, é a democracia"

    O líder do CDS discute agora a questão da Defesa e começa ao ataque, recuperando as declarações de Mariana Mortágua anteriores ao início da guerra da Ucrânia, quando a bloquista se referiu à tensão naquela região como sendo um “conflito diplomático”.

    “Não sei já contaram o número de mortos [desde então]”, provoca Melo, sugerindo que a posição do Bloco de Esquerda é uma “perfeita irresponsável” atendendo às ambições imperialistas de Putin.

    O ministro da Defesa recupera as declarações de Mariana Mortágua, que ironizou recentemente com a possível entrada de tanques pela entrada de tanques pela fronteira espanhola. “A nossa fronteira, ao contrário da vossa, é a democracia.”

    Melo garante ainda que não há nenhum risco de sacrificar prestações sociais em nome de maior investimento na Defesa. “Não é papão nenhum.”

  • Joana Mortágua pergunta se jovens da JP vão construir casas. "Se tiver de ser..."

    Joana Mortágua diz que é uma “desfaçatez” a tentativa de associar a crise na habitação à imigração e pergunta se Nuno Melo acha que são os jovens da JP que vão construir as casas. “Se tiver que ser…”, responde o líder do CDS.

    “O mínimo é tratar estes trabalhadores com respeito”.

  • Melo diz que a AD garantiu no "humanismo" no acolhimento de imigrantes

    Nuno Melo fala agora sobre imigração. “Quando ouça Joana Mortágua a citar Paulo Portas penso que nem tudo está perdido.”

    O líder do CDS recorda a evolução do número de imigrantes em Portugal e diz que só o Bloco acredita na “loucura de que pode vir toda a gente” e diz que é precisamente para garantir o “humanismo” no acolhimento das pessoas que é preciso regular a imigração.

  • Joana Mortágua cita Paulo Portas: "Até Portas percebe a necessidade que a economia tem de imigração"

    Joana Mortágua acusa o Governo de se ter aproximado da extrema-direita na imigração, de ter “mentido” sobre o aumento dos imigrantes e de ter “feito de conta” que ia limitar a imigração.

    “Vão continuar a entrar, basta ouvir Paulo Portas”, que perguntou quem vai cumprir uma série de serviços. “Até Paulo Portas percebe a necessidade que a economia tem de imigração. É preciso citar o bom senso”.

    Com a nova “via verde” para a imigração, os imigrantes vêm “por encomenda” e para os outros resta o tráfico e a miséria, acusa. Portugal tem imigrantes da mesma forma que todos os “países ricos”, que receberam mais imigrantes nos últimos anos, contextualiza. Quem tem turismo e agricultura intensiva recebe mais imigrantes.

    “Se não for pelos imigrantes as contribuições para a Segurança Social deixam de permitir pagar as pensões. Hipócrita é perceber que precisamos deles mas não os tratar com respeito”.

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