Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Lukoil vai vender ativos internacionais após sanções dos Estados Unidos
- Investigação da ONU revela que a Rússia tem cometido "crime contra a humanidade" ao usar drones para obrigar à fuga de civis ucranianos
- Estados da UE estão a preparar um "plano B" ao uso de fundos russos para financiar reparações
- Zelensky ordena expansão dos ataques contra a Rússia
- Orbán vai encontrar-se com Trump para discutir sanções à Rússia
- Noruega diz que Rússia lançou ataque de míssil a partir de arquipélago no Ártico
- Ucrânia e aliados vão trabalhar proativamente num plano de cessar-fogo, revela Zelensky
- Secretário do Tesouro dos EUA chama "propagandista" a enviado especial do Kremlin
- Kremlin desvaloriza declarações de Trump sobre míssil. "Rússia defende os seus interesses"
- Ucrânia pronta para combater mais três anos, diz polaco Donald Tusk
- Trump. "Putin devia estar a acabar com guerra, não a testar mísseis"
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- Uma investigação das Nações Unidas acusou a Rússia de crimes contra a humanidade ao usar drones para forçar civis ucranianos a fugir das suas casas e persegui-los perto das linhas da frente do conflito na Ucrânia. O relatório destacou que esses ataques foram parte de uma estratégia coordenada para a expulsão forçada de civis e será apresentado na Assembleia-Geral da ONU.
- O governo dos Estados Unidos pondera conceder um prazo de seis meses para que a Alemanha resolva questões relacionadas à subsidiária alemã da petrolífera russa Rosneft, atualmente sob tutela do estado alemão. A licenças atribuídas pelos EUA não poderão ser renovadas até que a Alemanha resolva as questões de propriedade da empresa.
- Devido às sanções impostas pelos Estados Unidos, a Lukoil, uma das maiores petrolíferas da Rússia, anunciou que irá vender os seus ativos internacionais. A decisão é uma resposta à pressão financeira das sanções americanas, que visam limitar as capacidades operacionais russas no setor energético global.
- O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou a expansão dos ataques de longo alcance contra a Rússia, visando principalmente a infraestrutura petrolífera. Além disso, a Ucrânia e seus aliados estão a preparar um plano de cessar-fogo, enquanto esperam apoio militar adicional, incluindo mísseis Tomahawk, dos Estados Unidos para ajudar a forçar a Rússia a negociar.
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EUA ponderam dar seis meses a Berlim para "resolver" situação da subsidiária sancionada da Rosneft alemã
Os EUA ponderam dar seis meses para a Alemanha resolver a situação da subsidiária alemã da petrolífera russa Rosneft, sob tutela do estado alemão, avançou a agência Bloomberg, citando fontes próximas.
A ideia foi transmitida por Washington a Berlim, que deverá dar a sua opinião nos próximos dias, lê-se na notícia. Este prazo seria definido por uma licença atribuída pelos EUA, mas que não pode ser renovada enquanto a Alemanha não resolver as questões à volta da propriedade da empresa, que ainda é legalmente russa.
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Lukoil vai vender ativos internacionais após sanções dos Estados Unidos
A petrolífera russa Lukoil, sancionada na semana passada pelos Estados Unidos, anunciou que vai vender os seus ativos internacionais face às penalizações impostas por Washington, noticiou a Reuters.
“A venda dos ativos é realizada ao abrigo da licença de liquidação da OFAC (Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos). Se necessário, a empresa planeia solicitar a prorrogação da licença para garantir a continuidade das operações dos seus ativos internacionais”, lê-se num comunicado citado pela agência.
A Lukoil, segunda maior empresa do género na Rússia e responsável por cerca de 2% da produção global, é proprietária de vários bens no estrangeiro, incluindo o campo de petróleo West Qurna 2 no Irão, ações em gasolineiras na Europa e projetos em vários continentes.
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Investigação da ONU revela que a Rússia tem cometido "crime contra a humanidade" ao usar drones para obrigar à fuga de civis ucranianos
Uma investigação das Nações Unidas revela que a Rússia tem usado drones para forçar civis a fugirem de casa e a caçarem-nos perto das linhas da frente na Ucrânia, noticiou a Reuters.
O relatório da Comissão Internacional Independente sobre Ucrânia vai ser apresentado na Assembleia-Geral da ONU esta semana, tendo revelado que milhares de civis foram perseguidos por longas distâncias por drones com câmaras que, por vezes, atacava com explosivos os fugitivos.
“Esses ataques foram cometidos como parte de uma política coordenada para expulsar civis desses territórios e constituem um crime contra a humanidade de transferência forçada de população“, lê-se.
Os investigadores entrevistaram 226 pessoas, incluindo “vítimas, testemunhas, trabalhadores humanitários e vídeos verificados publicados nas redes sociais. Estes ataques listados, continuam, ocorreram em três regiões do país durante mais de um ano.
“Não há dúvida de que estes operadores de drones agem com intenção”, acusou Erik Mose, presidente da comissão de inquérito.
Falando à Reuters, Mose disse que estes drones russos “estão realmente a perseguir seres humanos, seja nos seus jardins, em casa ou na rua”.
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Estados da UE estão a preparar um "plano B" ao uso de fundos russos para financiar reparações
Vários estados-membros da UE estão a preparar um “plano B” para angariar fundos para um plano de reparações para a Ucrânia, segundo o Politico, que cita três diplomatas russos e noticia que a Bélgica rejeitara o uso destes fundos.
Um desses planos, lê-se, é um plano de partilha de dívida com a Ucrânia, com os países a pedirem dinheiro emprestado em conjunto com Kiev.
Esta hipótese foi levantada por vários líderes no Conselho Europeu, disse um dos diplomatas, explicando que a Bélgica manteria as suas dúvidas sobre “descongelar” os fundos russos para dar à Ucrânia.
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Relatório expõe interferência russa nos protestos de agricultores europeus
A Rússia terá explorado os protestos dos agricultores na Europa para espalhar desinformação e enfraquecer o apoio à Ucrânia, indicou hoje um novo relatório do centro de estudos britânico Henry Jackson Society.
O documento, intitulado “Como a Rússia tem usado os protestos dos agricultores como um cavalo de Tróia”, expõe como a propaganda apoiada pelo Kremlin (presidência russa) se infiltrou no movimento na Europa Central e de Leste.
Os protestos, alimentados por frustrações com as políticas ambientais da UE e dificuldades económicas, tornaram-se canais para mensagens anti-ucranianas destinadas a fragmentar a opinião pública europeia e a enfraquecer a solidariedade com Kiev.
A autora, Claire Pasquiou, detalhou como narrativas falsas que culpam a Ucrânia de inundar os mercados europeus com produtos agrícolas mais baratos foram promovidas no meio de preocupações legítimas.
O relatório destacou os protestos na Polónia, na República Checa, na Eslováquia e na Hungria, onde a influência russa terá amplificado alegações contra as importações ucranianas, muitas vezes sem provas.
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Primeiro-ministro húngaro Orbán critica sanções de Trump à Rússia em visita a Roma
O primeiro-ministro da Hungria considerou hoje um erro as sanções impostas à Rússia pelos Estados Unidos, numa deslocação a Roma, para encontros com o Papa Leão XIV, no Vaticano, e com a primeira-ministra Giorgia Meloni.
Entre a audiência, de manhã, no Vaticano, que incluiu uma reunião com o secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, e a reunião, à tarde, com Meloni, Viktor Orbán deu uma entrevista a dois jornais italianos, La Repubblica e Il Messaggero, na qual voltou a dirigir críticas à UE e lamentou as sanções recentemente impostas pelos Estados Unidos à Rússia, considerando que o Presidente norte-americano, Donald Trump, “está errado” sobre o homólogo russo, Vladimir Putin.
Questionado sobre o encontro que ia ter com a primeira-ministra italiana, Orbán respondeu que o tema principal seria “o futuro da economia europeia”, já que “pouco há a fazer em relação à guerra na Ucrânia”.
Orbán argumentou que a Europa delegou na Rússia e nos Estados Unidos a resolução da guerra e comentou que, “infelizmente”, não resta “qualquer papel” aos europeus, já que “a UE está totalmente fora de jogo” e “não conta para nada”.
Sobre as sanções impostas pelos norte-americanos a duas grandes companhias petrolíferas russas, manifestou-se convicto de que é um erro e adiantou que se deslocará “em breve” a Washington “para discutir o assunto com o Presidente Trump”, até porque “a Hungria depende muito do petróleo e do gás russo”.
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Zelensky ordena expansão dos ataques contra a Rússia
O Presidente ucraniano anunciou hoje a decisão de “expandia a geografia para a utilização das capacidades de longo alcance”. O anúncio de Volodymyr Zelensky foi feito nas redes sociais depois de uma reunião com os responsáveis das Forças Armadas em que a utilização das armas de longo alcance foi o tema central.
“Revimos a eficácia dos nossos ataques de longo alcance durante um período definido e os resultados alcançados. A refinação de petróleo russo já está a pagar um preço tangível pela guerra — e vai pagar ainda mais”, escreveu o Presidente. A decisão permitirá às forças ucranianas atingir alvos russos dentro do país, ainda mais longe da linha da frente de batalha na Ucrânia.
I held a meeting of the Staff.
The main topic was our capabilities for the long-range sanctions against Russia. Weapons manufacturers and all those responsible for employing these weapons took part.
We reviewed the effectiveness of our long-range strikes over a defined period…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) October 27, 2025
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Moscovo continua preparações para encontro entre Trump e Putin
Apesar de a cimeira em Budapeste ter sido cancelada e de Washington ter afirmado que não há planos para um encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin, o Kremlin relata que as preparações para uma reunião entre os dois Presidentes continuam. A informação foi avançada pelo conselheiro russo Yuri Ushakov, que acrescentou, ainda assim, que não há datas concretas para o encontro e citada pela agência estatal TASS.
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Orbán vai encontrar-se com Trump para discutir sanções à Rússia
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Peter Szijjarto, anunciou hoje que o primeiro-ministro, Viktor Orbán, vai viajar para os Estados Unidos na próxima semana para um encontro com o Presidente Donald Trump. A reunião servirá para discutir a imposição de sanções a empresas de combustível russas, relatou o ministro húngaro, citado pela Reuters.
A reunião acontece depois de, na semana passada, a cimeira que estava planeada entre Trump e Vladimir Putin em Budapeste ter sido cancelada e Washington ter anunciado novas sanções a duas empresas russas — as primeiras desde que chegou à Casa Branca. Apesar da pressão norte-americana, a Hungria continua a importar combustíveis russos, dos quais a energia nacional é dependente — este tema também será alvo de discussão entre Orbán e Trump.
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Estónia avisa que vai abater aeronaves russas que atravessem espaço aéreo
As autoridades estónias avisaram hoje que vão abater qualquer drone russo que atravesse o espaço aéreo do país, situação ocorrida há algumas semanas e que coincidiu com várias queixas de aliados da NATO.
“Vamos intercetar e abater”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Estónia, Margus Tsahkna, numa conferência de imprensa conjunta com o homólogo ucraniano, Andriy Sybiga, por ocasião da visita oficial deste último.
Tsahkna realçou que a NATO tem, há duas décadas, um protocolo para responder a este tipo de situações e “defender o seu território desde o primeiro segundo, desde o primeiro ataque”.
Referindo-se ao ataque aéreo de 12 minutos registado há um mês e que Moscovo negou, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Estónia afirmou que os aviões da NATO estavam “prontos a agir” caso se notasse uma “ameaça imediata” à soberania do país báltico.
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Noruega diz que Rússia lançou ataque de míssil a partir de arquipélago no Ártico
O serviço de informações da Noruega anunciou que o teste russo realizado na semana passada com o míssil de cruzeiro de longo alcance movido a energia nuclear, foi lançado a partir do arquipélago de Nova Zembla, lê-se na Skynews.
O arquipélago russo situa-se no Ártico.
“Podemos confirmar que a Rússia realizou um novo lançamento de teste do míssil de cruzeiro de longo alcance Skyfall (Burevestnik) em Nova Zembla”, anunciou o vice-almirante Nils Andreas Stensoenes.
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Putin rompe acordo nuclear com EUA sobre reprocessamento de plutónio
O Presidente russo, Vladimir Putin, assinou hoje uma lei que rompe o acordo com os EUA sobre o reprocessamento de plutónio, destinado a limitar a produção de novas armas nucleares e considerado obsoleto há vários anos.
O Acordo de Gestão e Processamento de Plutónio, assinado em 2000 e revisto em 2010, comprometia Moscovo e Washington a transformar 34 toneladas de plutónio proveniente da Guerra Fria em combustível para centrais nucleares, o suficiente para eliminar material capaz de produzir cerca de 17 mil ogivas.
O Kremlin já tinha suspendido unilateralmente a aplicação do tratado em 2016, durante a presidência do democrata Barack Obama, num período de crescente tensão entre os dois países.
A nova lei, aprovada este mês pelo Parlamento russo e hoje promulgada, formaliza a denúncia definitiva do acordo.
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Relações Rússia-Coreia do Norte desenvolvem-se conforme o previsto, esclarece Putin
O Presidente russo, Vladimir Putin, declarou hoje que as relações entre Moscovo e Pyongyang se desenvolvem “conforme o previsto”, durante uma reunião em Moscovo com a chefe da diplomacia da Coreia do Norte, Choe Son-hui.
Putin voltou a referir-se à conversa em setembro, na China, com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, segundo um vídeo divulgado pelo Kremlin (presidência) citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
“Em Pequim, falámos em detalhe sobre as nossas relações e as nossas perspetivas de desenvolvimento. Tudo está a correr como previsto. Transmita-lhe os meus melhores votos”, disse Putin a Choe.
A ministra dos Negócios Estrangeiros norte-coreana saudou antes a “proximidade espiritual” entre a Rússia e a Coreia do Norte durante uma reunião com o homólogo russo, Serguei Lavrov, também em Moscovo.
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Ucrânia e aliados vão trabalhar proativamente num plano de cessar-fogo, revela Zelensky
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Ucrânia e os seus aliados concordaram em trabalhar proativamente num plano de cessar-fogo, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter proposto terminar a guerra nas atuais linhas de batalha.
Em entrevista à Axios, Zelensky disse que os aliados estão a preparar “pontos rápidos, como um plano de cessar-fogo”, face à aparente falta de compromisso da Rússia no sentido de um acordo.
O líder ucraniano elogiou as novas sanções dos EUA contra o petróleo russo, mas sublinhou que Kiev ainda necessita de armas norte-americanas para “pressionar Putin a negociar”.
Zelensky acrescentou que a Ucrânia pediu à administração norte-americana mísseis Tomahawk e “outros equipamentos semelhantes” que não exijam longos períodos de treino.
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Secretário do Tesouro dos EUA chama "propagandista" a enviado especial do Kremlin
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, classificou o enviado do Kremlin, Kirill Dmitriev, como um “propagandista russo”, após este ter afirmado que as novas sanções impostas por Washington não afetariam a economia da Rússia.
As declarações de Bessent, feitas à CBS News, surgem dias depois de a administração Trump anunciar sanções inéditas contra o setor petrolífero russo, atingindo as gigantes Rosneft e Lukoil. As medidas congelam os ativos nos EUA e impõem restrições a parceiros estrangeiros que mantenham relações comerciais com essas empresas.
JIM LO SCALZO/EPA
Dmitriev, que dirige o Fundo Russo de Investimento Direto e é uma das vozes mais ativas da diplomacia paralela entre Moscovo e Washington, desvalorizou as sanções, afirmando que “nenhuma pressão resulta com a Rússia”.
Vão mesmo citar um propagandista russo? O que mais esperavam que dissesse?”, respondeu Bessent, acrescentando que a economia russa está paralisada pela guerra e que o objetivo das sanções é reduzir as receitas de Putin e forçar negociações de paz.
O Kremlin considerou as medidas um “ato hostil”, mas Dmitriev insistiu que um acordo diplomático entre Moscovo e Kiev estaria próximo — uma afirmação feita no mesmo fim de semana em que novos ataques russos voltaram a atingir cidades ucranianas, causando mortos e feridos.
Instagram/kirilldmitrievofficial
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Kremlin desvaloriza declarações de Trump sobre míssil. "Rússia defende os seus interesses"
O Kremlin desvalorizou as declarações feitas por Donald Trump sobre o “inoportuno” teste do míssil nuclear.
A “Rússia orienta a sua política pela defesa dos seus interesses”, afirmou, de forma sucinta, um porta-voz do regime russo.
A mesma fonte acrescentou que “não há nada” neste míssil que deva prejudicar as relações com EUA. Porém, garante o Kremlin, a inovação bélica é uma necessidade porque “a Rússia tem de fazer tudo para assegurar a sua segurança num contexto em que a Europa tem uma atitude cada vez mais militarizada”.
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Ucrânia pronta para combater mais três anos, diz polaco Donald Tusk
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, afirmou que a Ucrânia está pronta para continuar a lutar durante mais dois ou três anos, embora espere que a guerra termine antes disso.
Em entrevista ao The Sunday Times, Tusk revelou que Kiev teme o impacto prolongado do conflito sobre a população e a economia, caso este se arraste por muito mais tempo.
LESZEK SZYMANSKI/EPA
“Não tenho dúvidas de que a Ucrânia sobreviverá como um Estado independente”, disse o líder polaco. “O Presidente Zelensky disse-me na quinta-feira que espera que a guerra não dure dez anos, mas que o país está preparado para resistir durante mais dois ou três”, acrescentou.
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Kiev reivindica autoria de ataque a barragem na região russa de Belgorod
A Ucrânia reivindicou nesta segunda-feira a responsabilidade por um ataque, no fim de semana, que danificou uma barragem num reservatório na região russa de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia.
Os drones ucranianos provocaram uma fissura na estrutura e, em consequência, o nível da água desceu um metro, afirmou o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados do exército ucraniano, Robert Brovdi.
Os meios de comunicação ucranianos noticiaram, este fim de semana, que o reservatório na região russa de Belgorod tinha sido atingido por lançadores de foguetes HIMARS, um sistema norte-americano que a Ucrânia tem vindo a utilizar desde o primeiro ano da invasão.
As autoridades regionais de Belgorod declararam no sábado que a barragem – no rio Seversky Donets – tinha sido danificada por fogo de artilharia ucraniana.
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Trump. "Putin devia estar a acabar com guerra, não a testar mísseis"
“Putin devia estar a acabar com a guerra, não a testar mísseis”, critica Donald Trump, em declarações feitas há poucos minutos – cerca de 24 horas depois de a Rússia anunciar um teste “bem sucedido” de um míssil de cruzeiro com propulsão nuclear. É uma iniciativa “inoportuna”, acrescentou o Presidente dos EUA.
As críticas de Trump, que publicamente tem defendido uma negociação que ponha fim ao conflito, foram feitas há poucos minutos, durante uma viagem do Presidente dos EUA por vários países da Ásia.
Esta guerra, que deveria durar uma semana, entrará em breve no quarto ano. É isso que ele deveria fazer, em vez de andar a testar mísseis”, afirmou Trump.
Trump disse, também, que teria muito gosto em encontrar-se com Kim Jong-Un – norte-coreano que é importante aliado de Putin – e que até estaria disponível para prolongar a sua viagem se esse encontro pudesse acontecer.
O que está em causa é que o Kremlin anunciou no domingo o sucesso do teste final de um míssil de cruzeiro com propulsão nuclear, elogiando esta arma “única” com um alcance de até 14.000 quilómetros, em resposta ao escudo antimísseis dos EUA.