Momentos-chave
- Ataques atingem refinarias e fábrica de armamento na Rússia
- Sobe para dois o número de mortos após ataque russo em Odessa
- Ataque russo em Kiev mata adolescente de 14 anos. Zelensky condena ataque "brutal e repugnante"
- Casa Branca barra emissoras CNN e MS NOW à chegada de Xi para jantar com Trump
- Presidente do Irão diz que continua disposto a chegar a acordo com EUA
- ONG pedem a Xi que liberte “prisioneiros de consciência” no âmbito de visita a EUA
- Bangladesh pede regresso de mais de 1,2 milhões de refugiados rohingya a Myanmar
- Turquia diz que ataques de Netanyahu contra Erdogan são infundados
- MNE apela a homólogo do Irão para evitar “escalada de tensão”
Atualizações em direto
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Ataques atingem refinarias e fábrica de armamento na Rússia
Várias explosões foram ouvidas durante a noite nas regiões russas de Ulyanovsk e Perm, na sequência de ataques que visaram refinarias e instalações fabris.
Segundo testemunhas citadas pelo Exilenova+, um dos alvos foi a fábrica Iskra, em Ulyanovsk. A infraestrutura integra o grupo estatal Almaz-Antey, responsável pelo fabrico de armamento e sistemas de defesa aérea.
Também o governador da região de Novoshakhtinsk, Yuri Slyusar, adiantou que as instalações de uma refinaria de petróleo foram atingidas num ataque durante a noite. O ataque, que obrigou à suspensão temporária das operações, não terá provocado feridos.
A defesa aérea russa diz ainda ter destruído cerca de 50 drones durante a noite, na região de Rostov.
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Sobe para dois o número de mortos após ataque russo em Odessa
Subiu para dois o número de mortos na sequência de um ataque russo na região de Odessa, que ocorreu na manhã desta sexta-feira. Há ainda dois feridos a registar, segundo uma atualização do Ministério Público regional, citada pelo portal Ukrainska Pravda.
“Uma casa particular, um prédio térreo, armazéns e dois camiões foram danificados. Uma mulher de 40 anos e um homem de 51 anos morreram no local em decorrência do ataque. Outros dois homens ficaram feridos: a vítima de 18 anos recebeu atendimento médico e o homem de 32 anos está em estado grave no hospital”, informou aquela instituição.
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Ataque russo em Kiev mata adolescente de 14 anos. Zelensky condena ataque "brutal e repugnante"
Um drone russo atingiu um prédio residencial de 16 andares em Kiev, matando um jovem de 14 anos e ferindo pelo menos sete pessoas, avança a imprensa ucraniana.
Na mesma publicação em que envia condolências à família, Volodymyr Zelensky classificou o ataque como “absolutamente brutal e repugnante, desprovido de qualquer lógica militar”.
O Presidente ucraniano alertou para uma “ameaça praticamente constante de ataques” em todo o país, adiantando que oito regiões já foram visadas esta sexta-feira: “Uma pessoa morreu em Odessa, num ataque duplo contra uma instalação dos correios. Em Zaporizhzhia, uma clínica médica foi atingida enquanto havia pessoas no interior. Há também feridos nas regiões de Sumy e Mykolaiv.”
This morning, the Russians struck a residential apartment building in Kyiv with a drone. Tragically, a 14-year-old boy was killed. My condolences to the family and loved ones. Seven more people were injured. The fire at the site has been extinguished, and first responders… pic.twitter.com/pWbxhxSuKZ
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) September 25, 2026
Nas últimas 24 horas, registaram-se 236 combates junto à linha da frente, avança o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia. Através do Telegram, as forças ucranianas garantem ter repelido mais de 50 investidas russas.
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Casa Branca barra emissoras CNN e MS NOW à chegada de Xi para jantar com Trump
A CNN e a MS NOW acusaram a Casa Branca de negar acesso de jornalistas das emissoras norte-americanas à chegada do chefe de Estado chinês, Xi Jinping, para um jantar com o Presidente Donald Trump.
A CNN disse na quinta-feira à noite que um repórter e um produtor tentaram aceder ao evento, mas funcionários da Casa Branca barraram a entrada, aconselhando-os a contactar o diretor de comunicação da Presidência dos Estados Unidos (EUA), Steven Cheung.
A emissora escreveu num blogue que a Casa Branca informou que só permitiria um fotojornalista e um técnico de áudio no evento.
Outra emissora, a MS NOW (antiga MSNBC), confirmou que a jornalista Laura Barrón-López também viu a entrada negada na cerimónia de receção, realizada no pórtico antes do jantar de Estado.
A chegada de Xi à Casa Branca foi coberta por dezenas de órgãos de imprensa que conseguiram entrar no local sem restrições.
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Presidente do Irão diz que continua disposto a chegar a acordo com EUA
O Presidente do Irão afirmou que o país continua disposto a chegar a acordo com os Estados Unidos (EUA), que acusou de promover uma guerra de quase sete meses e de bloquear a diplomacia.
Numa entrevista à emissora norte-americana Fox News, realizada à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque, Masoud Pezeshkian denunciou que “o obstáculo” que impede a paz “é que os EUA, em vez de dialogarem, partem para o combate, bombardeando primeiro e bloqueando todas as vias” para o entendimento.
Pezeshkian mencionou ainda o memorando de entendimento falhado, assinado em junho com o Presidente norte-americano, Donald Trump, que tinha entre os objetivos interromper as hostilidades entre Washington e Teerão, iniciadas a 28 de fevereiro com o ataque conjunto dos EUA e de Israel.
O memorando de paz “foi assinado e, com base nele, queremos avançar”, declarou o líder iraniano, que criticou as ações bélicas norte-americanas.
“Atacaram-nos. Assassinaram e transformaram em mártires o nosso estimado Líder Supremo [Ali Khamenei], os nossos cientistas, os nossos comandantes militares e membros do nosso Governo”, disse o dirigente.
Pezeshkian indicou ainda que Teerão estaria disposto a reduzir os níveis de enriquecimento de urânio e a permitir a verificação externa para aliviar as tensões nucleares, depois de o Irão ter restringido o acesso dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica ao país após os ataques norte-americanos de 2025.
O Presidente iraniano negou que Teerão deseje uma bomba nuclear e argumentou que o Ali Khamenei “tinha dito várias vezes que, por decreto religioso, é profano e ilegal” possuir armas de destruição maciça.
“Como demonstram as nossas ações, não pretendemos matar norte-americanos. Os EUA, sim, tentaram matar iranianos”, declarou Pezeshkian.
“O que sabemos é que, se nos atacarem, devemos defender-nos”, sublinhou.
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ONG pedem a Xi que liberte “prisioneiros de consciência” no âmbito de visita a EUA
Cerca de 30 organizações de direitos humanos, democracia e liberdade religiosa pediram ao Presidente chinês, Xi Jinping, a libertação de “prisioneiros de consciência” e reformas legais, numa carta aberta que coincide com a visita do líder a Washington.
A carta, publicada pela Human Rights in China, assinada por outras 29 organizações não governamentais (ONG) e divulgada esta semana, pede a Xi para “libertar os presos de consciência”, pôr fim à “repressão transnacional” e adotar reformas em matéria de direitos humanos, num momento em que o líder chinês se encontra no centro das atenções internacionais devido à cimeira com o homólogo norte-americano, Donald Trump.
Entre os signatários contam-se a Amnistia Internacional, a Repórteres Sem Fronteiras, o Comité para a Proteção dos Jornalistas, a Freedom House, a Hong Kong Watch, a Safeguard Defenders, o Congresso Mundial Uigur e a Campanha Internacional pelo Tibete.
As ONG afirmaram que, desde a chegada de Xi ao poder, no final de 2012, têm documentado o que descrevem como violações “generalizadas e sistemáticas” dos direitos humanos contra tibetanos, uigures, ativistas, jornalistas, advogados, líderes religiosos, feministas e defensores dos direitos humanos na China e na região semiautónoma de Hong Kong.
A carta apela à libertação “imediata e incondicional” das pessoas detidas por motivos políticos ou de consciência, incluindo algumas com ligações aos Estados Unidos (EUA) ou cuja libertação tenha sido exigida por legisladores norte-americanos.
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Bangladesh pede regresso de mais de 1,2 milhões de refugiados rohingya a Myanmar
O primeiro-ministro do Bangladesh pediu o “regresso seguro e breve” de “mais de 1,2 milhões de rohingyas de Myanmar deslocados à força”, cujo acolhimento exerce uma “pressão incalculável” sobre o país.
No estado de Rakhine, no oeste de Myanmar (antiga Birmânia), as comunidades rohingya sofreram, em 2017, uma campanha de limpeza étnica por parte do exército birmanês que resultou no êxodo de 720 mil pessoas para o vizinho Bangladesh.
Desde então, centenas de milhares sobrevivem no imenso campo de refugiados de Cox’s Bazar, no Bangladesh, ameaçados pela sobrelotação, doenças, tempestades e incêndios, além de viverem num limbo institucional.
“Isto exerce uma pressão incalculável sobre os nossos recursos, ambiente, segurança e comunidades locais”, disse Tarique Rahman, na quinta-feira, perante a Assembleia Geral da ONU.
Após sublinhar que “a fonte e a origem da crise dos rohingya reside em Myanmar”, Rahman defendeu que, “a solução também se encontra aí”. “A única solução para este problema é um regresso seguro e breve dos rohingya deslocados à sua terra, Myanmar”, acrescentou.
Para “dar uma solução duradoura à crise”, o líder do Bangladesh pediu “um apoio efetivo e contundente das Nações Unidas e da comunidade internacional”, bem como a continuidade do “apoio através de programas de assistência vital para os rohingya deslocados até que possam ser repatriados”.
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Turquia diz que ataques de Netanyahu contra Erdogan são infundados
A Turquia classificou hoje como infundadas as declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que, num discurso na Assembleia Geral da ONU, acusou o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de ser “um tirano”.
Os ataques de Netanyahu não podem “fazer esquecer os seus massacres, a catástrofe humanitária em Gaza e os processos iniciados com base no direito internacional”, declarou o diretor de comunicação do Governo de Ancara, Burhanettin Duran, em comentários divulgados pela agência de notícias oficial turca Anadolu.
Na quinta-feira, Benjamin Netanyahu disse, durante a intervenção no 81.ª debate geral das Nações Unidas, que “o mais recente país a tornar-se um grande propagador de mentiras antissemitas é a Turquia”.
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MNE apela a homólogo do Irão para evitar “escalada de tensão”
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, reuniu-se nas Nações Unidas com o homólogo do Irão, apelando a que seja evitada uma “escalada de tensão” no conflito com os Estados Unidos, privilegiando o diálogo.
“Num dos dossiers mais sensíveis da agenda internacional, Portugal reafirmou uma convicção: mesmo perante profundas divergências, os canais de comunicação devem permanecer abertos e a diplomacia e o diálogo devem prevalecer sobre a escalada de tensão”, refere publicação do MNE no X, após o encontro de quinta-feira entre Rangel e Abbas Araghchi.
O MNE @PauloRangel_pt reuniu-se em Nova Iorque com o MNE do Irão, Abbas Araghchi @araghchi.
Num dos dossiers mais sensíveis da agenda internacional, Portugal reafirmou uma convicção: mesmo perante profundas divergências, os canais de comunicação devem permanecer abertos e a… pic.twitter.com/bU39DfNgi6
— Negócios Estrangeiros PT (@nestrangeiro_pt) September 24, 2026
“Liberdade de navegação, Direito Internacional, não proliferação nuclear e proteção de civis serão também preocupações de Portugal no próximo mandato no Conselho de Segurança da ONU”, adianta a mesma fonte.
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Bom dia.
Neste liveblog vamos acompanhar todas as atualizações da atualidade internacional, com especial destaque para os conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia.
Pode recordar o que aconteceu ontem, quinta-feira, neste outro artigo em direto que agora arquivamos.
Obrigada por nos acompanhar.