O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou esta sexta-feira que propôs um plano de sete dias para reabrir o Estreito de Ormuz aos EUA. A proposta, apresentada através do Catar, entraria em vigor assim que os norte-americanos a aceitassem.
“A decisão está agora nas mãos dos Estados Unidos”, disse o ministro em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU. “Se os Estados Unidos aceitarem o plano amanhã, o período de sete dias começará imediatamente”, esclareceu.
“Se as condições necessárias forem cumpridas, o estreito poderá ser reaberto e a passagem marítima normal restabelecida dentro de sete dias”, disse. No entanto, avisou que “o Irão não aceita coação, ameaças ou intimidação, e não abdicará dos seus direitos soberanos sob pressão”.
A reabertura deste estreito estratégico está no centro do conflito entre Teerão e Washington. Na terça-feira, Araghchi e o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, estiveram reunidos, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, tendo o chefe da diplomacia iraniana apresentado sete condições para pôr fim à guerra e reabrir o estreito de Ormuz. Estas incluem o levantamento do bloqueio naval, a libertação de todos os ativos congelados e “o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano”.
O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou nas redes sociais esta sexta-feira que Teerão deseja regressar ao memorando de entendimento assinado em junho com os Estados Unidos e agradeceu a Xi Jinping por ter demonstrado apoio ao documento, durante a visita do líder chinês a Washington.
I appreciate President Xi Jinping’s thoughtful and responsible support for a return to the Islamabad Memorandum of Understanding and for resolving differences through dialogue and diplomacy.
— Masoud Pezeshkian (@drpezeshkian) September 25, 2026
Trump e Pezeshkian assinaram em junho um memorando de entendimento que visava pôr fim à guerra, reabrir o Estreito de Ormuz e, posteriormente, realizar negociações sobre a questão sensível do programa nuclear iraniano. No entanto, o texto foi alvo de interpretações divergentes por parte de ambas as partes, alimentando o retomar das hostilidades no Estreito de Ormuz.
Divulgados oficialmente os 14 pontos que constam no memorando de entendimento entre o Irão e os EUA
O Irão exige que os navios que pretendam atravessar o estreito obtenham autorização do país, alegando razões de segurança e soberania.
Os navios que não cumprem este requisito são frequentemente alvo de ataques, enquanto os Estados Unidos bombardeiam esporadicamente a costa iraniana.
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